segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vejam só o Barão no Estadão 26/09/2010

Não poderia deixar de colocar aqui o que saiu no suplemento Casa do Estadão do último domingo sobre o talentoso Barão, o Flávio, que nós conhecemos desde antes de nascer. Parabéns Barão. 

"Design moleque - Conheça o trabalho de jovens que criam móveis e objetos para deixar o seu dia a dia mais bonito - e irreverente"

Texto de Camila Hessel - O Estado de S. Paulo

 "Em parceria com a indústria, jovens criadores democratizam o acesso a peças inovadoras"

Leandro Massarelli e Flávio Barão, do Nódesign, na oficina em que produzem os protótipos de suas criações, situada nos fundos do estúdio
"Eles estão aí para contestar o dito de que os clássicos são insubstituíveis. Com todo respeito aos grandes criadores, claro. Afinal, foram as obras de pessoas como Le Corbusier, Eero Saarinen e Mies van der Rohe que, em parte, inspiraram esses jovens a escolher o design como profissão.A estratégia? Conceber objetos que, a um só tempo, facilitem a execução de tarefas corriqueiras, embelezem ambientes e deem um toque de irreverência à casa, ao escritório e aos espaços de uso público. Sua produção não se restringe ao mobiliário e às lojas sofisticadas. Os portfólios têm, sim, peças fabricadas em pequena escala. Mas também exibem os frutos de parcerias com grandes indústrias, para as quais criam eletrodomésticos, portas, carrinhos de supermercado e até cabides. Ampliando o escopo de atuação, esses profissionais ajudam a democratizar o design. E as empresas a vender mais."

domingo, 26 de setembro de 2010

Moda infantil é coisa de criança

Vejam no blog do Milton Jung o artigo Moda infantil é coisa de criança
http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2010/09/24/moda-infantil-e-coisa-de-crianca/

As roupas bem apropriadas para as crianças.
Criança tem que ser criança até quando for possível.
Brinquei com boneca até os 13/14 anos. Tive uma infância tão comprida, tão gostosa, tão inesquecível, que talvez por isso mesmo me tornei uma pessoa alegre e feliz.
Não deixem que suas crianças percam o que de melhor temos na vida: A INFÂNCIA. 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FICHA LIMPA

A votação está empatada e, infelizmente, quem dará o voto de desempate é o o presidente do STF, Cezar Peluso, que já se manifestou pela inconstitucionalidade formal, uma vez que a tramitação da Lei da Ficha Limpa no Congresso não teria seguido o rito devido e após as alterações no Senado, o texto deveria ter voltado para a Câmara.
Dessa forma, creio que teremos que aguentar essa corja de políticos corruptos, como Roriz, que têm deitado e rolado, até a próxima eleição.
Como diria o Boris Casoy:
- ISSO É UMA VER GO NHA!!!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O vestido de suvaco

A Alessandra (a que deu confort pra irmãzinha) se lembrou que, com uns 4 ou 5 anos, queria ir no aniversário de um dos meus filhos com um vestido tomara que caia. Ela apelidou o modelo de vestido de suvaco.
A Bel dizia pra ela que não ia dar certo. Que ia ficar caindo porque ela não tinha peito  pra segurar.
Mas ela tanto insistiu, que a avó, a Dona Alzira, fez o vestido e colocou uma alça bem fininha. Ela fez um escândalo e cortou as tais alcinhas.
A mãe levou ela pra  festa e a deixou lá. Quando voltou pra  buscar a Alê disse toda prosa:
- Mãe,  o vestido nem caiu, viu??
Mas eu contei pra Bel que ela passou a festa inteira segurando o vestido embaixo do braço.
Nunca mais ela quis usar o vestido de suvaco. Deve ter sido muito chato ficar segurando o vestido o tempo todo pra não cair e não poder brincar tranquila, não?

Campanha de Coleta Seletiva mensal em Barra Grande

Belo trabalho de formiguinhas feito em Barra Grande, lindo litoral baiano.
Vejam o material coletado pelos 180 participantes da última Limpeza de Praia, realizada em 18 de setembro de 2010.
TOTAL COLETADO = 816 kilos + arames farpados num PERCURSO de 10 Km


Desde o ano passado, as recicladoras da região não quiseram aceitar os lixos descartados nas praias, por serem sujos e impregnados de areia.
Esse ano será possível a entrega no aterro sanitário de Camamu.



"Quem comete o maior erro é aquele que não faz nada só porque acha que não adianta "...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DIA MUNDIAL SEM CARRO

Infelizmente, não foi possível participar desse movimento. Acho louvável o movimento, mas nesta cidade, onde a condução é péssima e as ladeiras do meu bairro, não me facilitam a andar de bicicleta, tive que pegar o carro a contragosto.
Acredito que, na Alemanha, com todas aquelas pistas próprias para pedalar, e com as ruas planas,tenha havido adesão em massa.Mas aqui ainda vamos ter que esperar pra conseguirmos fazer parte de um movimento como esse. Sinto muito.

Redação de uma garota de 14 anos

Por sugestão do Armando, grande amigo, em um email, busquei o texto abaixo, que copiei de http://gfaro.blogspot.com

" Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi 'Dai pão a quem tem fome'.

Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem...
É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.


REDAÇÃO DA MENINA

'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
- O que houve, meu Brasil brasileiro? - Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes.
O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta.
Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula. Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado Pensei... "Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?" Pensei mais... "Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?"
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Definição de saudade

Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clinico

"No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos!
Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom.
Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "engasgado", não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existem saudades! O amor que ficou é eterno"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

LÂMPADAS FLUORESCENTES CONTÉM VAPOR DE MERCÚRIO

VAMOS DIVULGAR
"São muito econômicas, mas antes da compra é importante observar: Somente adquirir o produto com selo PROCEL, pois foram testadas e aprovadas pelo IMETRO. Sua durabilidade varia em torno de 10 a 15mil horas, enquanto as que ainda não passaram pelo teste tem, por vezes, duração de 800 a mil horas, muitas não atendem ao índice de luminosidade indicado, ou seja, tem sido lesivas ao consumidor. Fazer a escolha de acordo com o ambiente em que o produto será utilizado: A luz mais branca ou azulada estimula a produtividade e as lâmpadas desta tonalidade são indicadas para áreas de serviço, cozinha, escritórios, escolas, hospitais. As de tonalidade mais amareladas são mais aconchegantes e para maior conforto ambiental são recomendadas para quartos, corredores, banheiros, salas de estar e de jantar. As lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas, são lâmpadas fluorescentes em tamanho reduzido, já com uma base do tipo rosca, igual as das incandescentes, permitindo assim a sua aplicação nos locais onde se utilizam lâmpadas incandescentes comuns.
O que muita gente ainda não sabe, é que as lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares, contém mercúrio, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Se rompidas liberam vapor de mercúrio, que será aspirado por quem as manuseia.
Em virtude da ampla utilização pela população, que necessita diminuir as contas de eletricidade e da toxidade do material não basta pensarmos em uma coleta diferenciada, é importantíssimo enfocarmos os cuidados no manuseio e no descarte para não quebrá-la. Ao manusea-las nunca segurar pelo vidro. Descarte - É recomendável que sejam descartadas em caixas de papelão ou protegidas com jornal, plástico bolha, entre outros, para evitar sua ruptura (como aliás deve ser para todo material perfurante e cortante ao ser descartado). No caso das lâmpadas, deverá ainda ser vedada para conter o vapor de mercúrio e proteger a saúde. Bem como para proteção do meio ambiente, pois o metal pesado - mercúrio, ao chegar à água subterrânea ou superficial, contamina-as. Serão contaminados também os peixes e tudo que lá se encontre e que poderá fazer parte da alimentação, sendo transmitido através da a cadeia alimentar.
Orientar os encarregados das trocas e esclarecer a população usuária - nunca quebrá-la.
Em caso de quebra acidental de uma lâmpada, o local deve ser limpo. Os cacos coletados de modo a não ferir quem os manipula e colocados em caixas de papelão ou protegidos com jornal, para evitar o rompimento da embalagem e deverão ser fechadas hermeticamente em sacos plásticos a fim de evitar contínua liberação.
Enquanto não se regulamenta a legislação, que criará normas para lâmpadas com mercúrio, é recomendável que a população não misture essas lâmpadas com o lixo doméstico, pois será rompida fatalmente, contaminando o meio ambiente e pondo em risco a saúde dos funcionários da limpeza - local ou pública - bem como a saúde dos catadores, que vivem nos aterros e lixões. Sugerimos entrarem em contato com as Comphanias de Limpeza ou Secretarias do Meio Ambiente de seus Municípios a fim de informarem-se sobre o procedimento que deverão adotar neste momento. Em Niterói, a Secretaria do Meio Ambiente está informando através de jornais, entrevistas em rádios, palestras, informativos, mailing, entre outros, que a população poderá leva-las, aos Distritos da Companhia de Limpeza - CLIN em seu bairro e a CLIN, armazenará com os devidos cuidados e encaminhará para a reciclagem. É mais um esforço individual mas que trará repercussões muito positivas e benéficas para o meio ambiente e a saúde da população."
* Tereza Cristina Bernardes (Educadora Ambiental)





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Nós temos que ser a mudança que queremos ver no mundo." - Gandhi


Muito bom esse video:
http://www.youtube.com/watch?v=SrONJfa9lZU

Apresentação de Fábio Barbosa, Presidente do grupo Santander no Brasil

Assunto:  A Ética da Sustentabilidade
Vale a penar assistir.






sábado, 11 de setembro de 2010

Mais crianças

Olívia


Conheço a Claudia desde que nasceu. Lembro-me bem do dia em que a Bel tocou a campainha lá de casa muito assustada porque a Alê (de 2 anos) tinha dado Confort pra Claudia beber.
Hoje a Claudia tem 3 bebês com diferença de menos de 1 ano entre cada um.
Mora nos Estados Unidos, casada com americano. Fala com as crianças em português e o marido, em inglês.
Olivia, uma das filhinhas dela, saiu-se com essa outro dia:


"Mommy, tem alguma coisa between meus toes"
E numa outra vez, querendo tomar banho de esguicho:

"Mommy, o Dadá está molhando a driveway com uma hose. Posso correr through?"



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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CANTINHO DE DRUMMOND

Aquele casal

"Aquele casal, o marido me honra com suas confidências:
- Ultimamente, a Elsa anda um pouco estranha. Não sei o que é, mas não me agrada a sua evolução.
- Como assim?
- Deu para usar estampados berrantes, de mau gosto, ela que era tão discreta no vestir.
- É a moda.
- Pode ser o que você quiser, porém minha mulher jamais se permitiu esses desfrutes.
- Deixe Dona Elsa ser elegante. Não há desfrute em seguir o figurino.
- Se fosse só o figurino. São as maneiras, os gestos.
- Que é que tem as maneiras, os gestos?
- A Elsa parece uma menina de quinze anos. Ficou com os movimentos mais leves, um ar desembaraçado que ela não tinha, e que não vai bem com uma senhora casada.
- Posso dar opinião? As senhoras casadas não perdem a condição feminina, e pode até realçá-la por uma graça experiente.
Fixou-me suspeitoso:
- Que é que está insinuando?
- Nada. A mulher casada desabrochou, não é mais um projeto, pode revelar melhor o encanto natural da personalidade.
- Pois fique com suas teorias, que eu não quero saber de minha mulher revelar seu encanto a ninguém.
- Perdão, eu...
- Já sei. Estava querendo desculpar a Elsa.
- Desculpar de quê?
- De tudo que ela vem fazendo.
- Eu ignoro tudo, e adivinho que não há nada senão...
- Senão o quê?
- Aquilo que o dicionário chama de ente de razão, uma fantasia completamente destituída de razão.
- Acha então que estou maluco?
- Acho que está sonhando coisas.
- E a flor que ela trouxe ontem para a casa é sonho? Me diga: é sonho?
- Que é que tem trazer uma flor para casa?
- Veio do oculista e trouxe uma rosa. Acha direito?
- Por que não?
- Eu apertei, ela me disse que foi o oculista que deu a ela. Estava num vaso, ela achou bonita, ele deu.
- E daí?
- Então uma senhora casada vai ao oculista e o oculista lhe dá uma rosa? Que lhe parece?
- Que ele é gentil, apenas.
- Pois eu não vou nessa gentileza de oculista. Não há rosas nos consultórios de oftalmologia. E que houvesse. Tem propósito uma coisa dessas? Ela acabou chorando, dizendo que eu sou um bruto, um rinoceronte. Engraçado. Minha mulher vem com uma rosa para casa, uma rosa dada por um homem, e eu não devo achar ruim, eu tenho que achar muito natural.
- Desde quando é proibido uma senhora ganhar flor de uma pessoa atenciosa? Que sentido erótico tem isso?
- Tem muito. Principalmente se é rosa. Ora, não tente negar o significado das ordens florais entre dois sexos. O oculista não podia dar essa flor, nem ela podia aceitar. O pior é que não deve ter sido o oculista.
- Quem foi, então?
- Sei lá. Numa cidade do tamanho do Rio, posso saber quem deu uma rosa a minha mulher?
- Vai ver que ela comprou na loja de flores da esquina, e disse aquilo só para fazer charminho.
- Ela nunca fez isso. Se fez agora, foi para preparar terreno, quando chegar aqui uma corbelha de antúrios e hibiscos.
- Não diga uma coisa dessas.
- Digo o que penso. Estou inteiramente lúcido, só me conduzo pelo raciocínio. Repare no encadeamento: os vestidos modernos; os modos (só vendo a maneira dela se sentar no sofá); a rosa, que ela foi correndo levar para a mesinha de cabeceira do quarto. Cada uma dessas coisas é um indício; reunidas, são a evidência.
- Permita que eu discorde.
- Discorda sem argumentos. A Elsa não é mais a Elsa. Demora mais tempo no espelho. Fica olhando um ponto no espaço, abstrata. Depois, sorri. Estou decidido.
- A quê?
- Vou segui-la daqui por diante. Contrato um detetive. E logo que tenha a prova, me desquito.
- Não vai ter prova nenhuma, juro. Ponho a mão no fogo por Dona Elsa.
- Pensei que você fosse meu amigo. Fiz mal em me abrir. Vamos mudar de assunto que ela vem chegando. Mas repare só que os olhos de Capitu que ela tem, eu nunca havia reparado nisso!
Esquecia-me de dizer que meu amigo tem 82 anos, e Dona Elsa, 79."


Carlos Drummond de Andrade 

O Bar do Mauro

O Toninho me fez lembrar do Bar do Mauro. O famoso Espaço Paulista, na Antonio Bicudo, em Pinheiros.
Durou de 97 a 2002, mas deixou saudade. Todo mundo se recorda dele.
Era um ponto de encontro. A copa de 98, assistimos lá.
E a feijoada?! Quem não se lembra da feijoada de sábado? Feita pela Alessandra, com carinho e boas carnes.
E o dia da massa. Não sei como chamava o rapaz, que excêntrico, ou exótico, vinha fazer, a cada 5ª feira, uma massa diferente.
Um dia, na última hora, ele avisou que não poderia vir.
O Mauro ia cancelar a massa. Eu disse que não. Eu faria a massa daquela 5ª feira.
Fazer massa na casa da gente, pra meia dúzia de pessoas é tranquilo, né? Mas fazer pra um bando de gente que vai aparecendo a toda hora é mais complicado.
Mas deu certo.
Todo mundo ajudou. Ulli, Fábio, Walter.
Pusemos literalmente a mão na massa. E todo mundo gostou.
Na verdade, o que sobrava ali era calor humano.
Bons tempos. Saudades de tanta gente que víamos sempre.
O Bar do Mauro, digo, o Espaço Paulista, teve grandes e bons momentos. De festas, de boa música, de reencontros, de comemorações, de alegria, de trabalho.
Mas, como tudo, passou.
Deixou lembranças.

sábado, 4 de setembro de 2010

SUSTENTABILIDADE

Ando muito preocupada com nosso planeta.
Essas reações da natureza, em todo o mundo, mostram que ela está se defendendo das ações do homem.
Tenho procurado pegar o mínimo de sacos plásticos possível, quando vou a supermercado, substituindo-os por caixas.
Notem-se que os pacoteiros dos supermercados não estão orientados a economizar saquinhos. São capazes de colocar um objeto em cada saquinho. Tenho chamado a atenção deles para que economizem. Mas isso não pode ser uma ação única. Temos que nos unir nessa campanha. Todos precisam se conscientizar.
Recebi um e-mail muito útil ensinando a fazer saquinhos de jornal para forrar lixeirinhas de pia e de banheiro.
Textei. Deu súper certo. Portanto, repasso aqui os passos para preparar os tais saquinhos. As crianças vão adorar colaborar. Tentem também.

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.



Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.



Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.


Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:


Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.


Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:


Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!




Que tal?


Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!