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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SUFIXOS (INHO, ZINHO)

Ontem apostei com o Mauro que o correto era "pãesinhos" e ele me afirmou que era "pãezinhos".
Difícil encontrar a regra.
Eu achava que sempre seria assim:
Tem "s" na raiz da palavra principal, acrescenta-se INHO.
Não tem "s", acrescenta-se ZINHO.
Assim, teríamos: pãozinho, leãozinho, Mariazinha, Joãozinho, etc.
Teríamos também: casinha, mesinha, coisinha, etc.
Pois é, dentro desse raciocínio, eu entedia que, se falamos "pães", no diminutivo passaria a ser "pãesinhos".
Errei redondamente e perdi a aposta.
Coloco aqui a regra melhor que encontrei pra explicar esse assunto e pra que não incorram no mesmo erro.
http://www.algosobre.com.br/educacao/diminutivo-sob-suspeita.html
Parabéns, filho. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

DE SANTIAGO A VALPARAISO E VIÑA DEL MAR

Como domingo é um dia morto em Santiago, optamos por conhecer Valparaiso e Viña del Mar.

O recepcionista do apart nos orientou a descer na estação Pajaritos do metrô e lá tomar o ônibus.
Há várias companhias. Optamos pela Pullman e não nos arrependemos. 4800,00 pesos a passagem em um ônibus muito confortável. A viagem demorou 1 hora e quarenta, mais ou menos. Fomos apreciando a vista. Muita plantação de uva numa paisagem plana com a Cordilheira ao longe.
A chegada não é muito atraente. Havia uma feira enorme onde se vendia de tudo.
A cidade é formada por uma parte baixa e outra alta à qual se vai através de elevadores. Se não me engano, há 8 elevadores desses (ascensores).

Na rua, nos informamos sobre como chegar à casa de Pablo Neruda que fica bem no alto. O indicado foi tomarmos um micro-ônibus número 612. Pedimos para descer onde fica La Sebastiana, que é como se chama a casa.
Visitamos os 5 andares da casa avistando o mar de cada cômodo.

Lá mesmo há um quiosque de informação onde nos informamos sobre um restaurante  indicado num livrinho que levei, Pasta e Vino (Calle Templeman, 352).
Novamente tomamos o micro-ônibus, que nos deixou na Plazuela São Luis de onde fomos andando à procura do tal restaurante.
Ocorre que tivemos que descer por um ladeira cheia de degraus e o meio da rua com pedras e areia. Parecia estar em reforma.
Desistimos de procurar e entramos na primeira travessa que encontramos.
No fim dela demos de cara com um bistrô, também indicado no tal livrinho, chamado Le filou de Montpellier. (Calle Almirante Montt, 382)
Comemos magnificamente ali. Menu completo: entrada, prato principal e sobremesa. Muito bom.

El ascensor



De lá, tomamos o elevador para a parte baixa, onde pegamos o ônibus diretamente pra Viña del Mar.
Observamos que tanto em Santiago quanto em Valparaíso ou Viña del Mar, as pessoas são muito atenciosas e fornecem informações precisas com muito boa vontade.
Em Viña del Mar fomos em direção à praia, onde ficamos um tempo sentados apreciando o movimento.
O dia estava lindo e muito propício a passeios.


Assim foi nosso domingo. Voltamos à noite para o hotel, cansados, mas satisfeitos por um dia tão bem desfrutado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

SANTIAGO SEM CARRO

Não conhecíamos Santiago do Chile. Adoramos.
Cidade arborizada, limpa, bonita. Povo educado, atencioso, prestativo.
Ficamos num apart hotel. Localização perfeita. Café da manhã completo.  Abaixo, nossa saleta e a cozinha dentro do armário.



Metrô a umas quadras. Então, fizemos tudo de metrô. Muito fácil. Tem metrô pra quase todo lugar. (0,610 pesos)


Há um ônibus de dois andares (TURISTIK) que leva a um passeio completo pela cidade. É permitido descer nas estações  e visitar o que quiser e depois voltar no ponto pra pegar novamente e continuar o passeio. Vale a pena para um reconhecimento geral da cidade.

O Bairro Bellavista é imperdível. Cheio de escolas e universidades e, consequentemente, muitos jovens. Há vários restaurantes, bares e lojas, principalmente de objetos de lapislázuli. O Páteo Bellavista é um shopping (MALL para eles) aberto, com saída pras quatro ruas que formam o quarteirão, com mais restaurantes, café, sorveteria, bares e lojas, bem simpático. (linha vermelha do metrô - estação Baquedano)

Ainda nesse bairro, o Cerro Santa Lucia, ao qual se sobe pelo funicular e se tem uma vista geral da cidade.



A Casa de Pablo Neruda, La Chascona, também fica no bairro e vale a pena visitar e saber de suas excentricidades, de suas manias, de suas amizades, de sua vida, da perseguição que sofreu no período de Pinochet.








Na Vinícola Concha y Toro pudemos passear pelas plantações de uva e nos jardins da mansão, saborear alguns vinhos e comprar 3 garrafas (uma pra nós e uma pra cada filho), que o Walter carregou na volta de metrô até o hotel.
(linha azul do metrô - estação Plaza de Puente Alto e táxi = 2.500,00 pesos)





Alguns restaurantes que valem a pena
Galindo, onde se come uma empanada deliciosa de 5ª a domingo. Eladio, restaurante argentino muito bom. Ficam no bairro de Bellavista.

Mestizo, um lindo lugar no final do Parque Bicentenário, na Avenida de mesmo nome, número 4205 (mais ou menos). O melhor Pisco-Sour.





A feira de Los Dominicos também deve ser visitada. Pegamos o metrô e descemos na estação de mesmo nome (linha vermelha). Ao lado de uma igreja estão as lojas dispostas lado a lado e vendem de tudo.







No Centro Histórico (descer na estação La Moneda - linha vermelha) estão o Palácio de la Moneda, (onde morreu Salvador Allende) e que não conseguimos visitar,  um Centro Cultural bem interessante, o Mercado Central, o Museu de Belas Artes, etc. A chuva atrapalhou um pouco nossa ida ao centro.



Recomendamos também o restaurante Coco Loco, que fica na Av. El Bosque Norte, 215 (metro El Golf), onde comemos peixe. É especializado em frutos do mar.

Só pra  entender a moeda: 1000,00 pesos correspondem a U$ 2,00 e  R$4,00
Pra facilitar, tire os zeros dos pesos e multiplique por 2 ou por 4.

Bem, é isso. Espero que as dicas tenham sido boas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PARTO HUMANIZADO - DOULA

Pois é, minha gente. Vocês devem estar me achando preguiçosa, já que minha última postagem data de 20 de outubro. Acontece que ser Avó é desdobrar fibra por fibra. Acompanhei nora e neta de volta ao seu cantinho e lá fiquei por 13 dias. O duro foi voltar. Também havia sido duro ir e deixar aqui os meus amores.
Daqui pra frente vai ser sempre assim. Estar dividida entre meus queridos.
Mas, como a vida vai em frente resolvi esclarecer um pouco o que tanto me perguntam sobre o PARTO HUMANIZADO, escolhido pela Carol e Mauro e DOULA, palavra que nunca tinha ouvido falar.
Fui pesquisar pra melhor explicar e coloco abaixo o que encontrei a respeito:


DOULA
 "A palavra "doula" procede do grego e se referia à mulher escrava que servia a outra mulher ou a um homem. Na Grécia a palavra tem conotações negativas, posto que significa "escrava", razão pela qual muitas preferem chamar a si mesmas "assistentes de parto".Quem primeiro utilizou o conceito "doula" na sua concepção moderna foi a antropóloga Dana Raphael, para referir-se às mulheres que ajudavam às novas mães durante a lactância e o cuidado ao recém-nascido nas Filipinas."Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado."

PARTO HUMANIZADO

"A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem." Bruno Rodrigues 

P.S. Tenho certeza que a Carol estará aberta a conversar sobre sua experiência com o parto humanizado e com as técnicas para cuidar de um bebê, empregadas pelo pediatra, também da mesma linha da Médica que realizou o parto.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CONSERVATÓRIA

Fomos, no último fim de semana, conhecer Conservatória.
Eu tinha muita curiosidade.
Conservatória fica em Valença, no Rio de Janeiro, há 340 km de São Paulo. É longe. Mas valeu a pena.
A cidade respira música. Em toda esquina ou praça alguém está tocando ou cantando.

Acho que é programa pelo menos pra um fim de semana prolongado. Muito legal.





Veja abaixo a notícia do Globo

"RIO - Assim como o samba foi considerado patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prefeito de Valença, Vicente Guedes (PSC), decretou que a seresta é patrimônio histórico municipal e proibiu o som amplificado nas ruas e nos bares de Conservatória, distrito do município da região do Médio Paraíba.
O excesso de barulho eletrônico estava irritando os turistas e prejudicando a famosa serenata que percorre ruas do Centro às sextas e aos sábados. O cortejo, que também vai a hotéis, é uma das principais atrações de Conservatória e atrai turistas de todo o Brasil, principalmente cariocas, paulistas e mineiros. Esses últimos tiveram o caminho facilitado com a ligação direta até Conservatória por rodovias recentemente pavimentadas.
- A comunidade, os turistas e os seresteiros pediam essa norma há muito tempo porque muitas pessoas estão perdendo a noção de cidadania. Em Conservatória, a seresta é cantada à capela, no gogó. Muitas vezes, pessoas inescrupulosas abriam a mala dos carros e ligavam um som eletrônico absurdamente alto - explica Paulo Roberto Santos, hoteleiro e presidente do Conselho de Turismo do Vale do Café (Conciclo), acrescentando que embora seja um patrimônio imaterial, a seresta é a maior riqueza econômica de Conservatória."

Leia a íntegra na edição digital do GLOBO (exclusivo para assinantes)

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/07/16/em-defesa-da-seresta-conservatoria-abafa-som-eletronico-em-ruas-bares-924922327.asp#ixzz1SYuvgQVV © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 


sexta-feira, 20 de maio de 2011

UM CORAL VIRTUAL

Recebi de uma amiga, Joana, esse link para acessar.
http://www.ted.com/talks/lang/eng/eric_whitacre_a_virtual_choir_2_000_voices_strong.html


Para ter a legenda do vídeo é só escolher Portuguese em Subtitle available, que está logo abaixo do vídeo.
Vale a pena acessar, ver e ouvir esse coral virtual. 

domingo, 6 de março de 2011

A QUARESMA


Ainda me lembro bem que na Quaresma não se podia mais cantar músicas de carnaval.
Era uma época de recolhimento mesmo.
As rádios não tocavam senão músicas clássicas ou sacras ou músicas sérias. Carnaval, nem pensar. Eu me segurava pra não cantar músicas do carnaval que eu havia cantado os quatro dias seguidos. E, quando elas vinham à cabeça, eu rapidamente mudava o ritmo cantando alguma valsa, ou outra música lenta.
Jamais esquecerei de ouvir tocar na rádio “As águas vão rolar” em ritmo de tango. E olha que ficou muito bom. Experimentem cantar, marcando o ritmo: 
Um, dois, um dois...

"As águas vão rolar.
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo a mão no  saca saca saca-rolha
E bebo até,
Me afogar
Deixa as águas rolar."

O que acharam? Não deu súper certo? (rs)
Pois é, hoje o carnaval da Bahia e de outras cidades do nordeste se estendem até o outro fim de semana. Ninguém mais dá bola pra Quaresma. Acho até que ninguém sabe o que a Quaresma* significa.
Sinais dos tempos, de que a Igreja não mais domina o pensamento das pessoas, da falta de respeito, da falta de informação, da liberdade (ainda que tardia)?
Talvez alguém responda satisfatoriamente a esse questionamento.
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*Quaresma: palavra que vem do latim "quadragésima", é o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa.

Para quem se interessar aqui fica o site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Quaresma, onde poderão ter mais informações a respeito.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

UM BLOG MUITO INTERESSANTE

Há duas semanas, na CBN, ouvi uma entrevista que me prendeu a atenção.
Uma publicitária e sua irmã dirigem um blog com nome sugestivo: GANHEI DO EX.
Elas intermedeiam vendas de produtos usados. Achei bastante interessante e séria a forma como é feita a comercialização dos itens oferecidos. Dêem uma olhada no site:
http://ganheidoex.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UM WHISKY VERDADEIRAMENTE ENVELHECIDO


Seg, 17 Jan, 06h22 - Yahoo notícias
LONDRES (AFP) - Três garrafas de whisky conservadas por mais de 100 anos na Antártica, para onde foram levadas pelo explorador inglês Ernest Shackleton, foram repatriadas à Escócia para uma análise.
As garrafas estavam numa caixa encontrada no ano passado embaixo de uma cabana utilizada pelo explorador durante uma de suas primeiras expedições em 1907, e levam o selo da missão.
A caixa congelada com as garrafas de whisky Mackinlay foi inicialmente transportada à Nova Zelândia, para um descongelamento cuidadoso, antes de seguir para o proprietário da marca escocesa Whyte and Mackay.
Mesmo com a caixa congelada, devido à temperatura de cerca de 30 graus abaixo de zero, o whisky estava líquido quando a garrafa foi aberta.
O whisky foi provavelmente destilado em 1896 ou 1897, já que Shackleton deve ter escolhido uma bebida de 10 anos, o que o tornaria um dos mais antigos do mundo.
Em 2010, também foram descobertas outras duas caixas de whisky e duas de conhaque, mas nesta ocasião elas foram deixadas no gelo.
"Nunca na história de nossa profissão tivemos uma garrafa de mais de 100 anos de antiguidade conservada no frio em um refrigerador natural", observou Richard Paterson, da destilaria Whyte and Mackay.
"É uma honra poder colocar minha experiência a serviço da análise deste precioso líquido", prosseguiu.
O whisky será examinado, cheirado e provado por seis semanas em condições científicas antes de ser enviado novamente à Antártica.

domingo, 28 de novembro de 2010

VEJAM FOTOS DO GENTE HUMILDE

COLOQUEI EM "ADENDO" FOTOS DOS INTEGRANTES DO GENTE HUMILDE EM DOIS EVENTOS:  EM 1991 E 1993, RESPECTIVAMENTE, NIVER DO GABRIEL E DO WALTER.
TODO MUNDO DE CABELO PRETO (RS)


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

POMPÉIA


Nasci na Pompéia, na época Vila Pompéia.
Estudei no colégio das freiras, dos 4 aos 14.
No colégio participava de tudo, teatro, brincadeiras, coral (que, por sinal, era obrigatório), apresentações de dança, de piano, basket (com toda minha altura), enfim. Foram dez anos de total integração.
Aos 8 ganhei uma bolsa de estudos, fazendo um exame numa entidade chamada Colméia, onde trabalhava uma amiga da minha tia Loreto, que avisou da tal prova.
Essa bolsa custeou meus estudos até o colegial no Mackenzie, que então passou a ser parcial.
Vivi intensamente minha infância e adolescência, quando fazia parte de uma turminha maravilhosa, que promovia bailinhos todo fim de semana e dos quais eu participava. Algumas amizades permaneceram. Em 98, conseguimos reunir um grupo, que desde os anos 60 não se encontrava. Em 2000, reunimos um grupo maior,  que agregou pompeanos mais novos, numa reunião bem animada. E, desde então, tem havido encontros muito concorridos, de tempo em tempo.   
O Walter também nasceu e viveu na Pompéia, embora só fôssemos nos conhecer em 64 e fora dali. Descobrimos, então, que tínhamos vários amigos comuns. Hoje, a Pompéia está cheia de barzinhos e restaurantes, inclusive numa das casas em que morei.
 O Estadão de ontem, 21/11/2010 destacou as bandas  e grupos musicais do bairro, num  momento em que Paul McCartney vem a São Paulo fazer um show.
 Transcrevo abaixo, parte da reportagem:

SP cidade do rock: do berço na Vila Pompeia aos shows de Paul McCartney”


...“Berço. Para mostrar onde surgiu essa veia roqueira da cidade, o Estado conversou com músicos moradores da Vila Pompeia, bairro da zona oeste que foi o berço do rock nacional e não por acaso carrega o simpático apelido de "Liverpool brasileira", em referência à cidade inglesa onde nasceram os Beatles.
Foi nas ruas tranquilas do bairro que os paulistanos ouviram, nos anos 1960, os acordes das primeiras guitarras elétricas vindos das casas de bandas como Os Mutantes, Tutti Frutti, Made in Brazil, Os Incríveis e Rádio Táxi. Com o passar das décadas, o bairro se reinventou e foi perdendo a cara de vila operária para se tornar cosmopolita. Mas a vocação musical que lhe deu fama permanece intocada, bem como a preferência dos roqueiros na hora de escolher um bairro para morar.”


sábado, 23 de outubro de 2010

IGUAPE - PEQUENA CIDADE, GRANDES HISTÓRIAS

Passo a seguir um site que recebi por e-mail, de uma amiga nascida em Iguape e do qual gostei muito. Inclusive, no rodapé, há vários sites interessantes para serem acessados. Tem material ali pra entretenimento de vários dias.
É muita coisa pra ler e se deliciar, aprendendo sobre essa região, a influência indígena e tantas curiosidades. 
Não deixem de ver.


http://www.almanaquebrasil.com.br/viva-o-brasil/pequena-cidade-grande-historia/




sábado, 7 de agosto de 2010

A HISTÓRIA DA MÚSICA "MINHA NAMORADA"

Algumas pessoas ficaram curiosas pra que eu contasse a história da Minha Namorada.
Então aqui vai.


Aos 19 anos, fui trabalhar num cursinho pré-universitário, chamado Curso Pandiá Calógeras.
Lá, iniciei datilografando apostilas, já que tinha feito 1 mês de curso de datilografia, muito em voga naquela época.


Tinha aprendido durante aquele mês a manejar uma máquina de datilografar manual e pesada e, ao sentar, pela primeira vez, à frente daquela máquina onde eu iria trabalhar, assustei-me ao deparar com uma máquina elétrica. Era só encostar o dedo e lá ia ela galopante.


Não é preciso dizer, que os ‘stêncil, ( folhas nas quais se datilografava e que, depois, iriam para o mimeógrafo para serem impressas) ficaram pintadinhas de vermelho (devido a um corretivo que se usava para corrigir os erros de datilografia), tal qual estivessem com catapora ou sarampo.

Bem, nesse cursinho conheci o Walter, o rapaz que manuseava aquela geringonça do mimeógrafo. Ele, com muita paciência (à época), me esclarecia todas as dúvidas que surgiam naquele meu primeiro trabalho, me tranquilizando e acalmando os meus chiliques.
Diz ele que logo passou a me namorar, embora, oficialmente, só fôssemos namorar 6 meses depois.
Um dia ele cantou pra mim:
- Se você quer ser minha namorada...
Ao que eu respondi com o gesto que fazia o Jair Rodrigues
- Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem...
http://www.youtube.com/watch?v=pZZTw-1VZYc

Quando nós iniciamos o namoro, que já dura 45 anos, Minha Namorada passou a ser a nossa música. E deixa isso pra lá...