terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAIS UM ANO

Que louco isso. Mais um ano terminando de forma galopante. É incrível pensar que há um ano estávamos nos preparando pro Natal, pra viajar, Que Júlia tinha 4 anos, e Maria nem pensava em existir.
De repente, tudo mudou. Foram tantas emoções, como diria Roberto.
E aqui estamos nós, preparados para fechar mais um ano de nossas vidas.
Confidencio que agora já consigo entrar de cabeça erguida apresentando meu documento de identidade no Metrô e no ônibus. (rs)
Confesso que custei um pouco a ter coragem. Mas já que é um direito que temos, devemos utilizá-lo, não é mesmo?
Não consigo me enxergar com a idade que tenho. A cabeça, então, trabalha como uma mocinha de 20. Tirando uma dorzinha aqui, outra ali, tenho uma disposição de uns 40. Subo e desço escada com a maior agilidade, apenas tendo o cuidado pra não cair e dar trabalho aos outros. Não paro. Tenho um disposição incrível. Acho isso uma tremenda bênção. 
Que possa eu, por muitos anos, continuar a ter essa disposição para curtir as netas e outros que vierem por aí, pra encontrar amigos, curtir o facebook, mandar e receber e-mails, cantar muito, agora que frequento um coral maravilhoso com pessoas incríveis, me alegrar com o sucesso e o amor dos filhos e noras e ter ao lado o companheiro de tantos anos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PARTO HUMANIZADO - DOULA

Pois é, minha gente. Vocês devem estar me achando preguiçosa, já que minha última postagem data de 20 de outubro. Acontece que ser Avó é desdobrar fibra por fibra. Acompanhei nora e neta de volta ao seu cantinho e lá fiquei por 13 dias. O duro foi voltar. Também havia sido duro ir e deixar aqui os meus amores.
Daqui pra frente vai ser sempre assim. Estar dividida entre meus queridos.
Mas, como a vida vai em frente resolvi esclarecer um pouco o que tanto me perguntam sobre o PARTO HUMANIZADO, escolhido pela Carol e Mauro e DOULA, palavra que nunca tinha ouvido falar.
Fui pesquisar pra melhor explicar e coloco abaixo o que encontrei a respeito:


DOULA
 "A palavra "doula" procede do grego e se referia à mulher escrava que servia a outra mulher ou a um homem. Na Grécia a palavra tem conotações negativas, posto que significa "escrava", razão pela qual muitas preferem chamar a si mesmas "assistentes de parto".Quem primeiro utilizou o conceito "doula" na sua concepção moderna foi a antropóloga Dana Raphael, para referir-se às mulheres que ajudavam às novas mães durante a lactância e o cuidado ao recém-nascido nas Filipinas."Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado."

PARTO HUMANIZADO

"A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem." Bruno Rodrigues 

P.S. Tenho certeza que a Carol estará aberta a conversar sobre sua experiência com o parto humanizado e com as técnicas para cuidar de um bebê, empregadas pelo pediatra, também da mesma linha da Médica que realizou o parto.