sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO DE 2011

Pra todos vocês que acompanharam meu blog nestes últimos 5 meses, desejo que o Ano que entra seja só de PAZ e ALEGRIAS. Que todos seus desejos sejam satisfeitos e que possamos continuar juntos por aqui e, se possível, não só virtualmente. Grande abraço a todos e obrigada por dedicarem um tempinho a este blog e pelos comentários que me deixam muito feliz.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

NATAL EM BARRA GRANDE


Tudo contribuiu para que este Natal fosse inesquecível.
Marcamos de servir a ceia (?) às 21:00h.
Às 19 estávamos de biquini no centrinho fazendo compras.
A Júlia tinha falado que queria um vestido "tomara que caia".
Lembrei-me do vestido de suvaco da Alessandra. Até contei a história pra ela.
Encontramos numa loja indiana, um vestidinho com a saia feita de vários tecidos finos, do tipo patchwork , tomara que caia.
A mãe gostou na hora e resolveu levar, já que tinham dado a bicicleta pra ela antes de viajar.
Resolvemos colocar as lembrancinhas dela perto da árvore estilizada.
a árvore estilizada

Num dado momento ela viu os presentes ali e, simultaneamente, alguém, Marcus ou Mauro tocou um sino.
E nós fizemos aquele teatro:
- Nossa, o Papai Noel passou por aqui e nós nem vimos.
E o coraçãozinho dela batia forte. Estava emocionada.
Não abriu os pacotes enquanto não distribuiu as lembranças que a mãe e a tia haviam comprado pros adultos.
distribuindo os presentes

Estava feliz de participar daquela distribuição.
Só depois disso quis ver seus presentinhos.
O primeiro que abriu foi o vestido.
E ela ficou encantada:
- Que vestido mais lindo!!!!!
E estava admirada. Como tinha dado tempo dele trazer o vestido que ela tinha acabado de dizer que gostaria de ter?
Curtiu cada presente. Desde a havaiana até o jogo de detetive dado pelos padrinhos. Como é gostoso ver sua inocência.
Que Deus a abençoe, minha querida, e que proteja você sempre. E que em sua vida toda carregue essa alegria de viver.


a decoração da mesa na varanda

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

RETORNAR É PRECISO


Chega inexorável, a hora de retornar.
Não há choro, nem vela.
Simplesmente, chegou o dia marcado.
Pareceu tão pouco.
No entanto, foi mais que programado.
17 dias.
E a tristeza bateu forte, na hora do abraço de despedida.
Ainda me pego chorando.
Fazer o quê?
Fomos tão bem tratados, que queríamos aproveitar mais dessa mordomia.
Tanto carinho!
Sol, mar, lua, céu estrelado, (com destaque pro pôr do sol e nascer da lua), além, é claro, da gastronomia caseira, como o Bobó de Camarão e o Risoto de Arroz Preto com Camarão, da Carol ou o Filet com Molho de Roquefort do Papagaio, a Salada de Camarão da Dona Lourdes de Serinhaém, a Torta Suíça do Café Latino, a Tábua de Polvo e a Caipiroska de Pitanga do Ioiô e ainda o Arroz de Polvo da Donana. Todos com letra maiúscula.
E tanto calor humano, não só dos filhotes e das norinhas, mas dos sobrinhos, dos vizinhos e amigos deles. 
Esses dias, certamente, serão inesquecíveis.
Mais uma vez tenho que agradecer ao Mauro e à Carol.
Amo vocês.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nascer da Lua em Barra Grande

Quando achamos que já vimos de tudo na vida, nos deparamos com um espetáculo surpreendente da natureza.
Época de lua cheia. Saímos de Serinhaém, 
Serinhaém
onde almoçamos divinamente, retornando à lancha que nos levou. 
Vejam quem está no comando


Paramos na metade do caminho pra Barra Grande, onde havia um banco de areia, formado devido à baixa da maré.
No banco de areia


Lá ,aguardamos por mais ou menos uma hora. Mas valeu a pena.
Ela nasceu como se fosse o sol se pondo. Bola de fogo. E, aos poucos,  iluminou nosso caminho de volta ao barco. 


A Lua já um pouco mais alta
Reinando, quase absoluta, no meio daquele céu forrado de estrelas, que só tínhamos visto aí em São Paulo, no planetário. 
São as vantagens de se estar num Paraíso como este.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MUDANÇA DE HÁBITO

Pra quem está acostumado nessa loucura que é São Paulo, estar numa praia tranquila, sem horário, com um silêncio absoluto, muita paz, uma vista maravilhosa, cercada de verde por todos os lados e com o mar arrematando tudo, significa estar no Paraíso.
Só agradecendo a Deus essa oportunidade.
Não sei se conseguiria viver aqui, mas dar essa parada, reabastecer as energias, ficar sem sequer pensar em nada, sem querer plagiar o Mastercard, isso não tem preço.
Obrigada, Mauro e Carol,  por nos permitirem esse dolce far niente.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

16 ANOS SEM TOM JOBIM

Que coincidência. No mesmo dia em que morreu John Lennon, perdemos nosso compositor maior, Tom Jobim.
1994. São dezesseis anos sem ele. Ele poderia ter vivido tão mais. Criado tanto. Feito tantas melodias maravilhosas como só ele sabia fazer.
Pra mim, é o MAIOR COMPOSITOR DE TODOS OS TEMPOS. A harmonia de suas melodias são inigualáveis. Que saudades, Tom.
Aproveito pra deixar aqui um link pra vocês acessarem, matando as saudades dele, em uma de suas obras primas, Passarim. 


http://www.youtube.com/watch?v=P6BihqBdBAA

O QUE JÚLIA DIZ


A mãe trouxe uns brigadeiros, (que ela adora) e deu pra ela e pra uma amiguinha.
 Ela disse depois:
- Mãe, você foi muito gentil de trazer o brigadeiro pra nós...


Ela costuma falar muito alto, inclusive pra chamar a atenção quando todos estão conversando e ela quer ser ouvida.
E os pais chamaram a atenção dela, dizendo que não precisava gritar.
Ela foi embora pro quarto resmungando:
- Toda hora vocês falam isso, toda hora. Também, eu vou fingir que sou surda...
Eles que ouviram o resmungo caíram na risada.
E ela:
- Quê que vocês tão rindo aí. Não to achando a MAIOR graça!


A noite estava tão bonita que resolveram tomar um lanche na varanda.
Ela me contou entusiasmada,  por telefone, que iam fazer um pic nic.
E curtiu tanto, que num dado momento disse:
- Essa noite está...
E como não encontrasse palavras, a mãe a ajudou:
- Incrível!
E ela:
- Particular!

AQUARELA DO BRASIL


Impossível não compartilhar com vocês este vídeo do youtube, em que um coral de eslovenos canta em português e com ginga brasileira, a Aquarela do Brasil. Vejam e curtam:
Eu já tinha visto, mas agora recebi de um amigo e curti de novo.

http://www.youtube.com/watch?v=jmttwEHdfB0

30 ANOS SEM JOHN LENNON

DO BLOG DO MAIA


Deixo abaixo um site para quem curte ou curtiu John Lennon. Inclusive com músicas para ouvir.
Podem acessar.


http://blogdomaia.blog.uol.com.br/arch2010-12-05_2010-12-11.html#2010_12-08_10_42_03-144158926-0

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A FESTA DA POMPÉIA EM 2000

Em 2000, conseguimos reunir em torno de 50 pessoas da Pompéia. Eram vários grupos. Uns foram avisando os outros. E quando o pessoal ligava pra confirmar presença, o Walter dizia:
- Lê, não vai caber aqui em casa.
Mas coube. E foi uma reunião muito animada.
Música dos anos 60. Pessoal animado. Reencontros. 
Muita gente não se via há 40 anos. Colocamos um painel de fotos antigas, que todos curtiram: do Colégio, dos alunos em uniforme escolar, de festas antigas, de times de futebol.  
Resolvi fazer crachá pra identificar cada um. Assim, ninguém precisaria disfarçar.
E era a campainha tocando e o pessoal subindo pro salão. Muito barulho, risadas, música alta. 

O salão sempre era usado pras festinhas dos meninos . Ou de todos nós, no Natal, Ano Novo, reuniões familiares.
O Fábio ainda não havia se casado e, low profile que é, preferiu ficar na dele. Não deu as caras no salão. Ficou aqui pra dentro, tentando ver TV ou dormir.
No dia seguinte, ele me disse:
- Mãe, me senti como um pai, ontem.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FILOSOFIAS JULIANAS


Júlia (4 anos e 10 meses) queria que eu chamasse o avô pra participar de uma brincadeira.
Eu disse que ele estava vendo televisão.
E ela:
- Vó, precisa falar pro vovô não ficar muito vendo televisão que faz mal. Um dia eu fiquei com dor de cabeça de tanto ver televisão.

Eu expliquei que ele não estava há muito tempo na frente da TV.
Então ela disse:

- Vamo deixar ele lá, né vó. PORQUE ESSA É A VIDA DELE.

Melhor não fazer comentários...

domingo, 5 de dezembro de 2010

BAGUNÇANDO O AMIGO SECRETO


Houve um ano que os casais amigos resolveram organizar o amigo secreto daquele natal.
Éramos 5 casais.
Sorteamos o amigo e combinamos de mandar cartinhas que seriam colocadas nas caixas de correio.
Resolvi bagunçar e mandar para todos os homens uma outra cartinha como se fosse a amiga secreta deles. Tinha que fazer bem feito, portanto, mandei para o Walter também.

Pra cada um, uma personagem, um tipo de papel e uma letra diferente.

A novela da época era Sétimo Sentido, com a Regina Duarte, que interpretava Luana Camará, que em determinados momentos incorporava o espírito de Priscilla Caprice e quando isso acontecia ela tinha atitudes totalmente diferentes da sua real personalidade.

O Rafaelle adorava a novela e eu resolvi que para ele eu seria aquela personagem de duas personalidades. Escrevia ora como Luana, meiga, cordata e com uma letra que pudesse refletir isso, ora como Priscilla Caprice, com uma letra agressiva.

Para o Fico resolvi que seria uma amiga com uma letrinha bem miúda, quase infantil com diálogos românticos e amistosos ao mesmo tempo.

Para o Claudio, uma amiga secreta normal, tentando parecer qualquer uma de nós.

Para o Fran, me fiz de homem. Meio gay, com interesses outros que não somente ser um amigo secreto.

Tinha que ser convincente com o Walter também e resolvi ser a Polenguina, com mensagens que foram se tornando cada vez mais avançadas e apaixonadas.

Dessa forma, os homens tinham o verdadeiro amigo secreto e eu.

O Walter, que pensava que a Polenguina era a Fátima, começou a achar que ela estava passando dos limites.


Minha verdadeira amiga secreta era a Beth e pra ela eu escrevia com todas as características do Rafaelle, inclusive colocava: - Calma, Beth, que ele costumava falar. 

Até o dia da revelação fomos mandando cartas. E, no dia marcado, dei um presente simbólico pra cada um deles, relacionado com aquelas personagens inventadas.
Não me lembro dos presentes a não ser o da Polenguina. Era um sanduíche de Pão com queijo polenguinho, uma vez que me referia ao Walter  como sendo o meu Pão.
Foi engraçadíssimo o desfecho desse amigo secreto, todo mundo querendo acabar comigo por causa dessa traquinagem.  

sábado, 4 de dezembro de 2010

LEMBRANÇAS DE NATAIS


São muitas as lembranças que ficaram de tantos natais: da alegria das crianças, dos preparativos, de pessoas tão queridas, das surpresas, do suspense. Tantas. Desde minha infância.

1 – da minha infância
Inesquecíveis foram os Natais passados com meu tio Moacyr. Ele era incrível. Juntava a família e fazia questão de que todos se sentissem bem. Eu era a mais nova. E os primos me alugavam. Faziam brincadeiras, me pregavam peças. Mas eu os adorava.
Lembro de uma vez que o meu primo Quinho me serviu de sobremesa molho pardo (como se fosse doce de leite) e queijo. E eu, pra não dar o braço a torcer, depois de provar aquela coisa horrível, fingi que nem tinha provado.
Ganhava presentes lá e quando chegava em casa encontrava o que tinha pedido.
Era uma festa. Imagino o sacrifício que meus pais faziam pra satisfazer minhas vontades, não que eu pedisse muita coisa, mas é que a vida não era nada fácil.
Numa das minhas idas ao Mappin ou Clipper, lojas que,  já naquela época, contratavam um papai noel, pedi a ele uma parede. Tinha uns 5 anos. E ele me perguntou pra que eu queria uma parede e eu não me lembro de ter explicado.
Hoje fico pensando que talvez fosse porque eu gostava de pegar uma brocha esquecida por algum pintor, passar bastante sabão e bater na parede do quintal pra que imitasse uma textura crespa. E minha avó, mãe do meu pai, ficava brava comigo por causa daquela “arte”. Creio que desejei ter uma parede em que pudesse fazer o que quisesse.
Papai Noel não satisfez meu desejo...


2 - Natais dos meninos
Quase todos os Natais foram na nossa casa. Juntávamos primos, pais, cunhados, tias, sobrinhos, futuros primos, amigos. Era sempre muito bom.
Colocávamos os presentes das crianças num saco. Os primos  ajudavam nessa ‘mise en scène’ enquanto nós distraíamos as crianças. E, à meia noite, alguém batia à porta ou tocava um sino e ali estavam os presentes que eles queriam.
Era divertido.
Num dos natais, o Fábio havia escolhido um carrinho e o Mauro outro. Compramos e escondemos no alto do guarda-roupa. Depois o Fábio resolveu escolher outro carrinho no lugar do primeiro. Resolvemos comprar. Só que guardamos no mesmo guarda-roupa.
Na hora de colocar no saco de brinquedos, meus primos pegaram os dois pro Fábio e o Mauro ganhou só um.
Foi difícil explicar pro Mauro porque o Fábio havia ganho dois carrinhos.

Outra vez, quando algum vizinho tocou um sino, o Maurício, meu sobrinho, saiu na janela e jurou ter visto o trenó do Papai Noel.
Eles acreditaram em Papai Noel até uns seis pra sete anos. Ou quiseram acreditar.

E teve o Natal em que o Fábio, com uns 13 anos pediu um walk-man e o Mauro (11), uma bicicleta. Os dois presentes no jardim chamaram a atenção pela diferença de tamanhos.

Foram muitos os domingos que antecediam o Natal, que nos dirigimos ao Clube Paineiras do Morumbi, pra festa que anualmente acontecia ali.
Era um Papai Noel, dos mais bonitos que já vi. Até nós, pais, ficávamos emocionados quando ele descia de helicóptero perto da Piscina. Era um acontecimento.

Depois vieram os Natais da Rafa e do Guilherme, filhos dos primos, que também tiveram seus momentos de glória. O Guilherme até hoje, com 22/23 anos,  adora passar o Natal com a gente. Embora, depois que se foram nossas velhinhas, eu me sinta desobrigada de realizar a festa de Natal aqui em casa.

Agora, temos  procurado fazer os Natais de Júlia inesquecíveis. Talvez, no próximo Natal, ela já não acredite mais na figura do bom velhinho.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A INEVITÁVEL E DECEPCIONANTE DESCOBERTA


Época de Natal. A casa ficava toda enfeitada. Na sala, todo ano havia um pinheirinho, comprado na feira, cheio de bolas coloridas com pequenos pedacinhos de algodão.Mamãe dizia que era para parecer neve.
Eu adorava ver as lojas cheias de brinquedos e aquele velhinho sentado a receber tantas crianças no colo.
Nos meus seis pra sete anos, ficava imaginando qual seria o verdadeiro Papai Noel, entre tantos que eu observava nas várias lojas em que mamãe me levava.
Engraçado, me pareciam diferentes um dos outros. Uns eram até magros.
Papai Noel era gordo.
Mas, por via das dúvidas, era melhor falar logo o que eu queria ganhar. Eu não entendia como ele guardava na cabeça o nome de todas as crianças e os presentes que cada uma pedia. Afinal ele era velhinho.
A vovó dizia que estava velhinha e não se lembrava de nada.
Em todo caso, eu achava aqueles dias uma festa. Mamãe estava sempre com sacolas cheias de pacotes coloridos. Ia pondo embaixo da árvore e dizia que a gente não podia mexer.
Eu ficava tão curiosa, mas meu irmão, que era mais velho que eu, estava sempre por perto pra não me deixar mexer nos pacotes.
Aqueles dias que antecediam as festas pareciam demorar tanto a passar. Eu não via a hora de chegar o dia de Natal.
Os grandes ficavam falando baixinho e eu nunca conseguia entender o que eles diziam. Se eu chegava, um olhava pro outro de um jeito tão estranho que eu ficava meio desconfiada de que estavam falando de mim. Às vezes, brigava com o meu irmão por achar que ele sabia de que eles estavam falando.
Muitas vezes, papai me mandava procurar coisas lá na parte de cima da casa só pra me manter afastada. Eu ia depressa e voltava correndo. E aí eles me pediam outra coisa.
Por que será que eles me tratavam daquele jeito. Ficava pensando que não era filha deles. Só meu irmão é que era.
Mas um dia, numa dessas conversas, ouvi mamãe dizer que tinha colocado bem escondido, no quarto da Lolita. A Lolita trabalhava lá em casa desde que eu nasci.
Quando cheguei perto, pra variar, eles desconversaram.
Resolvi que ia descobrir o segredo daquelas conversas de gente grande.
Fingi que não tinha ouvido nada, mas assim que cada um foi prum lado, fui pé ante pé até o quarto da  Lolita.
Lá estava ela: cor de rosa, linda, exatamente como eu queria. A Bicicleta que eu tinha pedido pro Papai Noel.
Meu coração batia tão forte que eu até conseguia ouvir.
Não sei quanto tempo fiquei parada ali, sem saber o que pensar, até que saí correndo e fui ficar quietinha embaixo do pé de jabuticaba, meu refúgio.  
Era isso. Era esse o segredo que eles escondiam de mim. Então não existia Papai Noel?  Quer dizer que papai e mamãe compraram a Bicicleta que eu queria? Então eu era filha deles sim. E meu irmão sabia de tudo.
Puxa, eu não podia falar pra eles que tinha descoberto tudo.
No meu raciocínio de criança tanta coisa passava pela minha cabeça.
Mamãe não entendeu porque naquele dia eu estava tão quieta. Nem quis almoçar. Ela punha a mão na minha testa e perguntava se eu estava sentindo alguma coisa. E eu só conseguia pensar numa coisa:
“Que pena! Que pena que Papai Noel não existe.”