Em janeiro de 2006, antes de Júlia nascer, escrevi:
"Meu pensamento me remete à minha infância e adolescência e nelas as figuras de meus avós maternos se fazem presentes.
Tão nítido se faz esse pensamento. Com doces recordações.
Ela, sempre muito doente, mas carinhosa, afetiva, até alegre,dentro de sua tristeza.
Ele, ligeiro, apesar da idade, ativo, prestativo, afetivo, efetivo. Querido.
Tão bom ter essas recordações, que contam um pouco da nossa história.
E agora, quem diria, chega o momento de eu me preparar para ocupar um
lugar importante na história de Júlia.
Um dia, quem sabe, ela estará escrevendo a respeito dessa emoção.
Tomara.
Que Deus permita, possamos estar muito juntas, unidas por um amor
infinito.
Eu, que certamente a amarei tanto quanto o amor incondicional que tenho sentido por meu filho,Fábio.
À Júlia, com todo o carinho da
Vovó Ledice
São Paulo, 18 de janeiro de 2006. (Doce espera)"
Confesso que há algum tempo vinha amadurecendo a idéia de ter um Blog, mas, ao mesmo tempo, muito me assustava o fato de ter essa responsabilidade, que, creio, nos obriga a mantê-lo ativo. Resolvi, apesar do medo, botar a cara pra bater e mandar ver. Queria contar um pouco de uma época da minha vida, muito gostosa, em que participei de um grupo musical, que me proporcionou grandes alegrias e a principal: fiz amizades maravilhosas e eternas.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Júlia
Coisas de Júlia
Minha neta Júlia é muito esperta. Hoje está com 4 anos e meio, mas tem demonstrado que pra ela nada passa despercebido.
Ano passado ela estava fazendo um desenho e eu com medo de chutar errado perguntei o que ela estava desenhando.
E ela me disse:
- É um desenho abstrato, vó.
Diante da minha expressão de espanto, completou.
- Abstrato, vó. Que não dá pra explicar o que é.
................................................................................
Quando ela era bebê eu pegava ela no colo e andava pelo apartamento mostrando-lhe as coisas, os brinquedos, as fotos, enfim.
Quando chegava na frente do espelho eu fazia tchau com a mão e dizia:
- Tchau, Júlia.
E sempre que eu ia lá fazia isso e fazia tchau, Júlia.
Quando ela fez 6 meses, e eu cheguei pra vê-la, ela estava no colo da outra avó.
Quando me viu fez tchau pra mim.
Fiquei maluca.
Ela me esperou pra mostrar que conseguia fazer o que eu havia ensinado.
Não há o que pague. Essa daria pra fazer propaganda do Mastercard.
.................................................................................
Outro dia, após um dia exaustivo, com Jogo da Copa pela manhã, festa junina dia inteiro na escola, com apresentação de quadrilha para os pais e avós, no final da tarde, ainda combinamos de comer uma pizza, todos.
Chegamos à Pizzaria lá pelas 8 e pouco. Júlia chegou dormindo e dormiu o tempo todo em que estivemos na Pizzaria.
Quando já havíamos pago e estávamos saindo ela acordou. Ainda sonolenta falou pra mãe:
- Mãe, cê se lembra que eu disse que não queria pizza?
E a mãe
- Lembro, filha.
- Pois é, mas enquanto eu tava dormindo, eu mudei de idéia...
..............................................................................
Frases de Júlia (2 a 4 anos):
Num sigo (para não consigo)
Vó tem que comenizar água senão acaba a água do planeta.
Liga o pomcutador pra mim.
Zassas a Deus.
Lavando a cabeça: Vó pega o disconcionador
Vou fazer minhas tividades
Vó o Oscar Liemaier fez um selo pra colocar no bilhete que a gente manda pra uma pessoa. Aí a pessoa recebe lá na casa dela.
Minha neta Júlia é muito esperta. Hoje está com 4 anos e meio, mas tem demonstrado que pra ela nada passa despercebido.
Ano passado ela estava fazendo um desenho e eu com medo de chutar errado perguntei o que ela estava desenhando.
E ela me disse:
- É um desenho abstrato, vó.
Diante da minha expressão de espanto, completou.
- Abstrato, vó. Que não dá pra explicar o que é.
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Quando ela era bebê eu pegava ela no colo e andava pelo apartamento mostrando-lhe as coisas, os brinquedos, as fotos, enfim.
Quando chegava na frente do espelho eu fazia tchau com a mão e dizia:
- Tchau, Júlia.
E sempre que eu ia lá fazia isso e fazia tchau, Júlia.
Quando ela fez 6 meses, e eu cheguei pra vê-la, ela estava no colo da outra avó.
Quando me viu fez tchau pra mim.
Fiquei maluca.
Ela me esperou pra mostrar que conseguia fazer o que eu havia ensinado.
Não há o que pague. Essa daria pra fazer propaganda do Mastercard.
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Outro dia, após um dia exaustivo, com Jogo da Copa pela manhã, festa junina dia inteiro na escola, com apresentação de quadrilha para os pais e avós, no final da tarde, ainda combinamos de comer uma pizza, todos.
Chegamos à Pizzaria lá pelas 8 e pouco. Júlia chegou dormindo e dormiu o tempo todo em que estivemos na Pizzaria.
Quando já havíamos pago e estávamos saindo ela acordou. Ainda sonolenta falou pra mãe:
- Mãe, cê se lembra que eu disse que não queria pizza?
E a mãe
- Lembro, filha.
- Pois é, mas enquanto eu tava dormindo, eu mudei de idéia...
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Frases de Júlia (2 a 4 anos):
Num sigo (para não consigo)
Vó tem que comenizar água senão acaba a água do planeta.
Liga o pomcutador pra mim.
Zassas a Deus.
Lavando a cabeça: Vó pega o disconcionador
Vou fazer minhas tividades
Vó o Oscar Liemaier fez um selo pra colocar no bilhete que a gente manda pra uma pessoa. Aí a pessoa recebe lá na casa dela.
![]() |
| Essa assinatura aos 3 anos é demais. |
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Do Blog do Noblat
música do dia
Semana Nara Leão - Apanhei-te cavaquinho
Em ritmo de polca a música de hoje é a segunda mais gravada do compositor Ernesto Nazareth. Perde apenas para a “Odeon”.
“Apanhei-te Cavaquinho” foi composta em 1915 e é uma homenagem a Mário Álvares da Conceição, mais conhecido como Mário Cavaquinho, amigo de Nazareth.
Ao longo dos anos a melodia foi gravada por vários artistas renomados, entre eles Nara Leão (1942-1989), que a interpreta hoje no blog.
Capixaba na identidade, Nara Leão foi criada desde o primeiro ano de idade no Rio de Janeiro quando se mudou com os pais para a Cidade Maravilhosa.
Ainda na primeira infância começou a fazer os primeiros acordes no violão.
Na adolescência, resolveu aprimorar a vocação que tinha e entrou na academia de música de Carlos Lyra e Roberto Menescal.
A cantora despontou em âmbito nacional em 1963, quando participou da comédia Pobre Menina Rica, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra.
Três anos depois interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e o público brasileiro.
Ainda nessa época foi considerada a musa da Bossa Nova.
Ouça Apanhei-te cavaquinho com Nara Leão no Blog do Noblat
oglobo.globo.com/pais/noblat/
siga o Blog do Noblat no twitter
Ouça a Estação Jazz e Tal, a rádio do blog
Semana Nara Leão - Apanhei-te cavaquinho
Em ritmo de polca a música de hoje é a segunda mais gravada do compositor Ernesto Nazareth. Perde apenas para a “Odeon”.
“Apanhei-te Cavaquinho” foi composta em 1915 e é uma homenagem a Mário Álvares da Conceição, mais conhecido como Mário Cavaquinho, amigo de Nazareth.
Ao longo dos anos a melodia foi gravada por vários artistas renomados, entre eles Nara Leão (1942-1989), que a interpreta hoje no blog.
Capixaba na identidade, Nara Leão foi criada desde o primeiro ano de idade no Rio de Janeiro quando se mudou com os pais para a Cidade Maravilhosa.
Ainda na primeira infância começou a fazer os primeiros acordes no violão.
Na adolescência, resolveu aprimorar a vocação que tinha e entrou na academia de música de Carlos Lyra e Roberto Menescal.
A cantora despontou em âmbito nacional em 1963, quando participou da comédia Pobre Menina Rica, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra.
Três anos depois interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e o público brasileiro.
Ainda nessa época foi considerada a musa da Bossa Nova.
Ouça Apanhei-te cavaquinho com Nara Leão no Blog do Noblat
oglobo.globo.com/pais/noblat/
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
HISTÓRIAS DAS CRIANÇAS
Seguem algumas passagens com as "crianças" que acho interessante deixar registradas:
Parei de trabalhar em 1973. O Fábio tinha 1 ano. E eu engravidei do Mauro. Aí ficou mais difícil de voltar.
Por um lado sentia falta do trabalho, mas por outro, tive oportunidade de conviver com os meninos até a adolescência. Foi uma convivência muito boa e sempre nos lembramos de fatos que aconteceram.
Fui uma mãe um tanto exagerada, reconheço, a ponto de em certa época, após a detecção de uma lordose no Mauro, eu colocá-lo em dois cursos de Natação:um às 3ª e 6ª (na Escola de Educação Física da USP) e outro às 3ª e 5ª (no Clube Paineiras do Morumbi).
Então a terça-feira era complicada. Ele saia de roupão do Clube e tínhamos meia hora pra chegar na USP.
Nesse dia o Fábio treinava futebol. E era um custo tirá-lo do banho.
Eu ficava estressada. Além do mais, o trânsito não colaborava.
Certo dia, estava chovendo e eu fiz com que eles me esperassem na Portaria do Clube, enquanto eu ia pegar o carro no estacionamento.
Peguei o carro e fui embora. Passei reto pela portaria.
A cabeça funcionando, pensando alto no que ainda teria que fazer.
Já tinha andado uns 300 metros quando percebi que não tinha pegado as crianças.
Voltei, achando que estava ficando louca, dando risada, com vergonha.
O Fábio me recebeu com ar de reprovação, balançando a cabeça, como se dissesse:
- Essa minha mãe...
E me contou que o Mauro, quando me viu passar reto, disse:
- Ih! A mamãe foi embora.
....................................................................................................................................
Na época em que as crianças faziam natação na USP, saíamos de lá já à noitinha.
Soubemos que alguém havia sido assaltado lá. Então combinei com os meninos que íamos entrar no carro rapidinho. Sem brigas de quem iria sentar na frente.
Fizemos um trato. Eu abria a porta do carro, Fulano entrava na parte de trás e destravava a porta da frente para Sicrano. E ainda havia a Roberta pra quem eu dava carona, que teria que entrar logo após Fulano.
Tudo muito bem combinado.
Na hora H, quem diz que eu consegui abrir a porta do carro?!?!?!
Acabamos dando muita risada.
............................................................................................................................
O Fábio fazia terapia nos Jardins no final do dia.
Eu pegava o Mauro no Prezinho e passava na USP, pegava o Fábio que estudava na Escola de Aplicação e lá íamos nós atravessar a Francisco Morato que na confluência com a Valdemar Ferreira tinha um farol que permitia a passagem de, no máximo, uns 3 a 4 carros e fechava. Perdia-se muito tempo ali. Eu tinha que correr pra não chegar atrasada na Psicóloga.
Enquanto o Fábio era atendido, o Mauro morria de sono e eu procurava distraí-lo como podia naquele consultório sóbrio com móveis todos de couro marrom.
Havia ali um prato grande com muitas conchinhas, com as quais, um dia, ele se distraiu brincando. Na hora de ir embora ele colocou várias conchinhas nos bolsos.
Quando eu percebi, fiz ele colocar no lugar e fiquei brava, dizendo que não era dele e que ele não podia levar pra casa.
No carro ele me perguntou:
- Mãe, ladrão tem mãe???????
........................................................................................................................
O Mauro tinha uns 2 anos e comia uma laranja em gomos. Guloso que era, se deliciava.
- Come essa 'mixirica', Fabinho.
- Hummm! Tá muito boa essa 'mixirica', come Fabinho.
E o Fábio com 4 anos, vendo que ele chamava a laranja de mexerica, fazia um ar de superioridade, dando uma risada meio debochada.
E como o Mauro insistisse, ele acabou dizendo:
- Não é 'mixirica', Mauro. 'Mixirica' é outra espécie.
...............................................................................................................................
Certo dia, o Fábio, (uns 4 anos) brincou de apostar corrida com o Dalton, (uns 6 anos) que morava vizinho à casa da minha sogra.
E depois ele me contando:
- Nós brincamos bastante. Na subida o Dalto ganhou. Mas na descida, eu quase ganhei.
...................................................................................................................................
Eu orientava sempre os meninos, que não aceitassem nada de comer de ninguém na rua.
Eles me perguntaram se podiam comer o que um pai ou mãe de amiguinhos oferecessem.
Eu disse que nesse caso sim, podiam aceitar.
Um belo dia, vem o Mauro correndo, todo esbaforido pra casa, com duas balinhas na mão.
- Mãe, um homem que não é nenhum pai deu essas balinhas pra gente. O Fábio disse que não é pra gente comer.
Fui ver quem era o tal homem, ao qual ele se referia.
Era um senhor que mensalmente vinha receber uma contribuição para o Instituto de cegos Pe. Chico. Eu o conhecia de algum tempo.
Ele me disse que sempre tinha umas balinhas para dar pra criançada.
Mas o que valeu é que eu vi que eles obedeceram e entenderam que não podiam aceitar nada de estranhos.
..............................................................................................................................
Quando o Fábio estava com 5 pra 6 anos, a orientadora da escolinha que ele frequentava me chamou e disse que, pelo que ela percebia, estava na hora de eu ler um livrinho chamado “De onde vêm os bebês” para ele e que até poderia contar para o Mauro também.
Era um livro todo ilustrado, que ensinava como se dava o ato sexual através dos animais: o galo e a galinha, o gato e a gata, o cachorro e a cachorra, e ia contando numa linguagem simples como acontecia a coisa.
Eu me enchi de coragem e sentei no meio dos dois pra contar a “história”, que terminava com um casal deitado lado a lado na cama.
O Fábio fez o seguinte comentário:
- O papai subiu em cima de você, mãe????
Tentei contornar a situação e como ele não comentasse mais nada, pedi ao Walter que conversasse com o Fábio e tentasse saber o que ele tinha entendido.
O Walter aproveitou a hora do banho e perguntou se eu tinha lido o livrinho pra eles.
O Fábio respondeu que sim.
- E o que você achou da história? Disse o Walter.
- Pai, quando vocês forem fazer outro nenê, vocês me chamam?!?!?!.
.............................................................................................................................
Parei de trabalhar em 1973. O Fábio tinha 1 ano. E eu engravidei do Mauro. Aí ficou mais difícil de voltar.
Por um lado sentia falta do trabalho, mas por outro, tive oportunidade de conviver com os meninos até a adolescência. Foi uma convivência muito boa e sempre nos lembramos de fatos que aconteceram.
Fui uma mãe um tanto exagerada, reconheço, a ponto de em certa época, após a detecção de uma lordose no Mauro, eu colocá-lo em dois cursos de Natação:um às 3ª e 6ª (na Escola de Educação Física da USP) e outro às 3ª e 5ª (no Clube Paineiras do Morumbi).
Então a terça-feira era complicada. Ele saia de roupão do Clube e tínhamos meia hora pra chegar na USP.
Nesse dia o Fábio treinava futebol. E era um custo tirá-lo do banho.
Eu ficava estressada. Além do mais, o trânsito não colaborava.
Certo dia, estava chovendo e eu fiz com que eles me esperassem na Portaria do Clube, enquanto eu ia pegar o carro no estacionamento.
Peguei o carro e fui embora. Passei reto pela portaria.
A cabeça funcionando, pensando alto no que ainda teria que fazer.
Já tinha andado uns 300 metros quando percebi que não tinha pegado as crianças.
Voltei, achando que estava ficando louca, dando risada, com vergonha.
O Fábio me recebeu com ar de reprovação, balançando a cabeça, como se dissesse:
- Essa minha mãe...
E me contou que o Mauro, quando me viu passar reto, disse:
- Ih! A mamãe foi embora.
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Na época em que as crianças faziam natação na USP, saíamos de lá já à noitinha.
Soubemos que alguém havia sido assaltado lá. Então combinei com os meninos que íamos entrar no carro rapidinho. Sem brigas de quem iria sentar na frente.
Fizemos um trato. Eu abria a porta do carro, Fulano entrava na parte de trás e destravava a porta da frente para Sicrano. E ainda havia a Roberta pra quem eu dava carona, que teria que entrar logo após Fulano.
Tudo muito bem combinado.
Na hora H, quem diz que eu consegui abrir a porta do carro?!?!?!
Acabamos dando muita risada.
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O Fábio fazia terapia nos Jardins no final do dia.
Eu pegava o Mauro no Prezinho e passava na USP, pegava o Fábio que estudava na Escola de Aplicação e lá íamos nós atravessar a Francisco Morato que na confluência com a Valdemar Ferreira tinha um farol que permitia a passagem de, no máximo, uns 3 a 4 carros e fechava. Perdia-se muito tempo ali. Eu tinha que correr pra não chegar atrasada na Psicóloga.
Enquanto o Fábio era atendido, o Mauro morria de sono e eu procurava distraí-lo como podia naquele consultório sóbrio com móveis todos de couro marrom.
Havia ali um prato grande com muitas conchinhas, com as quais, um dia, ele se distraiu brincando. Na hora de ir embora ele colocou várias conchinhas nos bolsos.
Quando eu percebi, fiz ele colocar no lugar e fiquei brava, dizendo que não era dele e que ele não podia levar pra casa.
No carro ele me perguntou:
- Mãe, ladrão tem mãe???????
........................................................................................................................
O Mauro tinha uns 2 anos e comia uma laranja em gomos. Guloso que era, se deliciava.
- Come essa 'mixirica', Fabinho.
- Hummm! Tá muito boa essa 'mixirica', come Fabinho.
E o Fábio com 4 anos, vendo que ele chamava a laranja de mexerica, fazia um ar de superioridade, dando uma risada meio debochada.
E como o Mauro insistisse, ele acabou dizendo:
- Não é 'mixirica', Mauro. 'Mixirica' é outra espécie.
...............................................................................................................................
Certo dia, o Fábio, (uns 4 anos) brincou de apostar corrida com o Dalton, (uns 6 anos) que morava vizinho à casa da minha sogra.
E depois ele me contando:
- Nós brincamos bastante. Na subida o Dalto ganhou. Mas na descida, eu quase ganhei.
...................................................................................................................................
Eu orientava sempre os meninos, que não aceitassem nada de comer de ninguém na rua.
Eles me perguntaram se podiam comer o que um pai ou mãe de amiguinhos oferecessem.
Eu disse que nesse caso sim, podiam aceitar.
Um belo dia, vem o Mauro correndo, todo esbaforido pra casa, com duas balinhas na mão.
- Mãe, um homem que não é nenhum pai deu essas balinhas pra gente. O Fábio disse que não é pra gente comer.
Fui ver quem era o tal homem, ao qual ele se referia.
Era um senhor que mensalmente vinha receber uma contribuição para o Instituto de cegos Pe. Chico. Eu o conhecia de algum tempo.
Ele me disse que sempre tinha umas balinhas para dar pra criançada.
Mas o que valeu é que eu vi que eles obedeceram e entenderam que não podiam aceitar nada de estranhos.
..............................................................................................................................
Quando o Fábio estava com 5 pra 6 anos, a orientadora da escolinha que ele frequentava me chamou e disse que, pelo que ela percebia, estava na hora de eu ler um livrinho chamado “De onde vêm os bebês” para ele e que até poderia contar para o Mauro também.
Era um livro todo ilustrado, que ensinava como se dava o ato sexual através dos animais: o galo e a galinha, o gato e a gata, o cachorro e a cachorra, e ia contando numa linguagem simples como acontecia a coisa.
Eu me enchi de coragem e sentei no meio dos dois pra contar a “história”, que terminava com um casal deitado lado a lado na cama.
O Fábio fez o seguinte comentário:
- O papai subiu em cima de você, mãe????
Tentei contornar a situação e como ele não comentasse mais nada, pedi ao Walter que conversasse com o Fábio e tentasse saber o que ele tinha entendido.
O Walter aproveitou a hora do banho e perguntou se eu tinha lido o livrinho pra eles.
O Fábio respondeu que sim.
- E o que você achou da história? Disse o Walter.
- Pai, quando vocês forem fazer outro nenê, vocês me chamam?!?!?!.
.............................................................................................................................
domingo, 22 de agosto de 2010
Nasce uma escritora
Júlia Lima, neta do Sylvio Lima, com apenas 10 anos, lançou seu primeiro livro, hoje, 22 de agosto: "As primeiras histórias de Jane"
Fiquei muito emocionada. Ela e Helena, encantadoras, meigas, simpáticas, carinhosas.
Não vi Maria que estava às voltas com o que gosta: gastronomia.
Imagino vovô Sylvio e vovó Ione, onde estão, orgulhosos demais.
Também fiquei orgulhosa.
Sucesso, Júlia! Que coisa boa gostar de escrever. Li com muito carinho e curti as história de Jane.
Agora vou ler junto com a minha Júlia.
Fiquei muito emocionada. Ela e Helena, encantadoras, meigas, simpáticas, carinhosas.
Não vi Maria que estava às voltas com o que gosta: gastronomia.
Imagino vovô Sylvio e vovó Ione, onde estão, orgulhosos demais.
Também fiquei orgulhosa.
Sucesso, Júlia! Que coisa boa gostar de escrever. Li com muito carinho e curti as história de Jane.
Agora vou ler junto com a minha Júlia.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mudando de conversa
Eleições 2010
Lamentável o nível dos candidatos a deputado.
Tiririca???
Mulher Pera???
Moacyr Franco???
Que que é? Só porque apareceu na midia se sente em condições de representar o povo de uma cidade como São Paulo?
É muita sem-vergonhice!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sobraram pouquíssimos. Dá pra contar nos dedos de uma mão.
Estou revoltada.
Lamentável o nível dos candidatos a deputado.
Tiririca???
Mulher Pera???
Moacyr Franco???
Que que é? Só porque apareceu na midia se sente em condições de representar o povo de uma cidade como São Paulo?
É muita sem-vergonhice!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sobraram pouquíssimos. Dá pra contar nos dedos de uma mão.
Estou revoltada.
domingo, 15 de agosto de 2010
Algumas dicas de boa música
Já que falamos de música, selecionei algumas das preciosidades da boa música, que podem ver e ouvir acessando os endereços abaixo:
As brasileiras fizeram parte do nosso repertório.
Choro - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=ztcjnwZ3y4c
Anos Dourados - Chico Buarque e Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=OYL0lyHVV4k
Água de Beber - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=5ScQszabm18
Chega de Saudade - Severino Araujo e Orquestra Tabajara
http://www.youtube.com/watch?v=_enVwYURNvQ
Wave - Tom Jobim - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=dwLJhBzs-jo
Ingênuo - Pixinguinha
http://www.youtube.com/watch?v=xb7YzzkENcY
My Sweet Lord, concert in tribute to George Harrison, two years after his death
http://www.youtube.com/watch?v=_aa3ylmxnLM
New York, New York
http://www.youtube.com/watch?v=WV02nP9PLnQ
George Gershwin Live On Piano Rhapsody In Blue (1927)
http://www.youtube.com/watch?v=8QxWxsK8_3s
O site abaixo você pode deixar ligado, escolher do lado esquerdo o tipo de música e ficar ouvindo enquanto mexe no computador, acessa emails, enfim.
É a estação de radio do Noblat. Muuuuuuuuuuito bom! Aliás o Blog do Noblat é muito bom também.
http://www.blognoblat.com.br/radio/index.html
As brasileiras fizeram parte do nosso repertório.
Choro - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=ztcjnwZ3y4c
Anos Dourados - Chico Buarque e Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=OYL0lyHVV4k
Água de Beber - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=5ScQszabm18
Chega de Saudade - Severino Araujo e Orquestra Tabajara
http://www.youtube.com/watch?v=_enVwYURNvQ
Wave - Tom Jobim - Tom Jobim
http://www.youtube.com/watch?v=dwLJhBzs-jo
Ingênuo - Pixinguinha
http://www.youtube.com/watch?v=xb7YzzkENcY
My Sweet Lord, concert in tribute to George Harrison, two years after his death
http://www.youtube.com/watch?v=_aa3ylmxnLM
New York, New York
http://www.youtube.com/watch?v=WV02nP9PLnQ
George Gershwin Live On Piano Rhapsody In Blue (1927)
http://www.youtube.com/watch?v=8QxWxsK8_3s
O site abaixo você pode deixar ligado, escolher do lado esquerdo o tipo de música e ficar ouvindo enquanto mexe no computador, acessa emails, enfim.
É a estação de radio do Noblat. Muuuuuuuuuuito bom! Aliás o Blog do Noblat é muito bom também.
http://www.blognoblat.com.br/radio/index.html
sábado, 14 de agosto de 2010
17- O FINAL
A história do Gente Humilde fica por aqui.
O Gabriel, o Sylvio e a Ione, talvez, hoje façam parte de algum grupo musical num outro plano.
O Zé e a Filó, dirigem com competência o Restaurante Buttina, em Pinheiros.
O Toninho e o De Guide continuam a tocar no "Dois Pastel e Um Chopps" .
- veja em "Páginas" a história do Dois Pastel
E nós, João, Olimpio e eu aposentamos nossos instrumentos musicais.
O Sampaio, que voltou a estudar, tem me convidado pra começar tudo de novo.
Quem sabe?!
Por enquanto não tenho coragem, porque há que se ter comprometimento, dedicação.
Mas, de qualquer forma, valeu tudo que fizemos naqueles 17 anos. E, tenho certeza, que todos têm recordações muito gratificantes dessa época.
Deixo aqui o site com a música do Pixinguinha, responsável pela formação do Gente Humilde. Vale a pena ouvir e recordar "Naquele Tempo".
http://www.youtube.com/watch?v=AwryEdYhYGg
E, pra ser bem original:
“Acabou-se a história. Morreu Vitória. Entrou por uma porta. Saiu pela outra. Quem quiser que conte outra”.
16 - COMPOSIÇÕES DO ZÉ FEITAS PARA NÓS
O Zé, além de tocar piano, violão, cavaquinho e tudo que lhe cair nas mãos, ainda compõe.
Ele nos presenteou com algumas melodias especialmente feitas para nós.
Para o Sylvio, o Zé escreveu “Pancho”, um choro, em homenagem ao seu cachorro, um basset hound, que jamais faltava aos ensaios, dos quais participava, deitado esparramado, ali na sala.
O Gabriel, que utilizava a caixa do Piston pra colocar seu cinzeiro, copo, etc, foi contemplado com a composição “No bar do Gabriel” A partitura tinha a foto do Gabriel com sua caixa (bar).
Eu, além do Choro dos Cinquent’anos, também fui presenteada com uma composição linda chamada “Dissonâncias”, datada de 1990.
Sei que o Tom Figueiredo recebeu uma homenagem também, mas não me recordo o nome da música. O Zé terá que ajudar.
E, se não me engano, houve outra composição feita pro Sylvio. Vamos aguardar que o Zé complemente este capítulo.
Ele nos presenteou com algumas melodias especialmente feitas para nós.
Para o Sylvio, o Zé escreveu “Pancho”, um choro, em homenagem ao seu cachorro, um basset hound, que jamais faltava aos ensaios, dos quais participava, deitado esparramado, ali na sala.
O Gabriel, que utilizava a caixa do Piston pra colocar seu cinzeiro, copo, etc, foi contemplado com a composição “No bar do Gabriel” A partitura tinha a foto do Gabriel com sua caixa (bar).
Eu, além do Choro dos Cinquent’anos, também fui presenteada com uma composição linda chamada “Dissonâncias”, datada de 1990.
Sei que o Tom Figueiredo recebeu uma homenagem também, mas não me recordo o nome da música. O Zé terá que ajudar.
E, se não me engano, houve outra composição feita pro Sylvio. Vamos aguardar que o Zé complemente este capítulo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
15 - FESTA BAILE???
Outro dia , no aniversário da filhinha do Uirá, que era nosso vizinho e hoje compadre do Mauro, o pai dele, o Carlos, lembrou de uma vez que, entusiasmado, veio assistir a um ensaio, pandeiro debaixo do braço.
O ensaio começou, ele se animou e mandou brasa no pandeiro.
E como eu disse antes, tocar em grupo pede uma unidade muito grande. E, se por acaso, o músico vacilar, já era. Compromete o resultado.
E, talvez, pela empolgação, ele “atravessou”,isto é, tocou fora do ritmo que estava sendo dado àquela melodia.
O Zé, sem dó, nem piedade, pediu pra ele parar.
Nesse nosso encontro, tantos anos depois, ele relembrou, rindo, desse dia em que, segundo ele, levou o Cartão Vermelho.
Uma coisa que eu não me lembrava mais e que o Uirá me recordou é de que a turminha da garotada da rua, chamava os ensaios do Gente Humilde de Festa Baile, que era um programa da TV Cultura, animado pelo Francisco Petrônio, que, por sinal, tinha uma voz muito bonita e cantava músicas românticas e valsas, ao som das quais, casais de uma certa idade dançavam.
Eu diria, contrariando a garotada, que nós éramos bem mais moderninhos(rs).
O ensaio começou, ele se animou e mandou brasa no pandeiro.
E como eu disse antes, tocar em grupo pede uma unidade muito grande. E, se por acaso, o músico vacilar, já era. Compromete o resultado.
E, talvez, pela empolgação, ele “atravessou”,isto é, tocou fora do ritmo que estava sendo dado àquela melodia.
O Zé, sem dó, nem piedade, pediu pra ele parar.
Nesse nosso encontro, tantos anos depois, ele relembrou, rindo, desse dia em que, segundo ele, levou o Cartão Vermelho.
Uma coisa que eu não me lembrava mais e que o Uirá me recordou é de que a turminha da garotada da rua, chamava os ensaios do Gente Humilde de Festa Baile, que era um programa da TV Cultura, animado pelo Francisco Petrônio, que, por sinal, tinha uma voz muito bonita e cantava músicas românticas e valsas, ao som das quais, casais de uma certa idade dançavam.
Eu diria, contrariando a garotada, que nós éramos bem mais moderninhos(rs).
sábado, 7 de agosto de 2010
A HISTÓRIA DA MÚSICA "MINHA NAMORADA"
Algumas pessoas ficaram curiosas pra que eu contasse a história da Minha Namorada.
Então aqui vai.
Aos 19 anos, fui trabalhar num cursinho pré-universitário, chamado Curso Pandiá Calógeras.
Lá, iniciei datilografando apostilas, já que tinha feito 1 mês de curso de datilografia, muito em voga naquela época.
Tinha aprendido durante aquele mês a manejar uma máquina de datilografar manual e pesada e, ao sentar, pela primeira vez, à frente daquela máquina onde eu iria trabalhar, assustei-me ao deparar com uma máquina elétrica. Era só encostar o dedo e lá ia ela galopante.
Não é preciso dizer, que os ‘stêncil, ( folhas nas quais se datilografava e que, depois, iriam para o mimeógrafo para serem impressas) ficaram pintadinhas de vermelho (devido a um corretivo que se usava para corrigir os erros de datilografia), tal qual estivessem com catapora ou sarampo.
Bem, nesse cursinho conheci o Walter, o rapaz que manuseava aquela geringonça do mimeógrafo. Ele, com muita paciência (à época), me esclarecia todas as dúvidas que surgiam naquele meu primeiro trabalho, me tranquilizando e acalmando os meus chiliques.
Diz ele que logo passou a me namorar, embora, oficialmente, só fôssemos namorar 6 meses depois.
Um dia ele cantou pra mim:
- Se você quer ser minha namorada...
Ao que eu respondi com o gesto que fazia o Jair Rodrigues
- Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem...
http://www.youtube.com/watch?v=pZZTw-1VZYc
Quando nós iniciamos o namoro, que já dura 45 anos, Minha Namorada passou a ser a nossa música. E deixa isso pra lá...
Então aqui vai.
Aos 19 anos, fui trabalhar num cursinho pré-universitário, chamado Curso Pandiá Calógeras.
Lá, iniciei datilografando apostilas, já que tinha feito 1 mês de curso de datilografia, muito em voga naquela época.
Tinha aprendido durante aquele mês a manejar uma máquina de datilografar manual e pesada e, ao sentar, pela primeira vez, à frente daquela máquina onde eu iria trabalhar, assustei-me ao deparar com uma máquina elétrica. Era só encostar o dedo e lá ia ela galopante.
Não é preciso dizer, que os ‘stêncil, ( folhas nas quais se datilografava e que, depois, iriam para o mimeógrafo para serem impressas) ficaram pintadinhas de vermelho (devido a um corretivo que se usava para corrigir os erros de datilografia), tal qual estivessem com catapora ou sarampo.
Bem, nesse cursinho conheci o Walter, o rapaz que manuseava aquela geringonça do mimeógrafo. Ele, com muita paciência (à época), me esclarecia todas as dúvidas que surgiam naquele meu primeiro trabalho, me tranquilizando e acalmando os meus chiliques.
Diz ele que logo passou a me namorar, embora, oficialmente, só fôssemos namorar 6 meses depois.
Um dia ele cantou pra mim:
- Se você quer ser minha namorada...
Ao que eu respondi com o gesto que fazia o Jair Rodrigues
- Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem...
http://www.youtube.com/watch?v=pZZTw-1VZYc
Quando nós iniciamos o namoro, que já dura 45 anos, Minha Namorada passou a ser a nossa música. E deixa isso pra lá...
A propósito, "história" ou "estória"
Segundo o Professor Pasquale Cipro Neto:
O caso de "história" e "estória" é uma das tantas maluquices da língua. O Aurélio registra "estória", mas diz que não se recomenda o uso. O Vocabulário Ortográfico Oficial também registra, mas, na prática, pouca gente tem coragem de usar. O melhor conselho parece ser o seguinte: use sempre história. ninguém poderá dizer que você está errado.
Existem outras opiniões, mas vou deixar que cada um pesquise à vontade.
O caso de "história" e "estória" é uma das tantas maluquices da língua. O Aurélio registra "estória", mas diz que não se recomenda o uso. O Vocabulário Ortográfico Oficial também registra, mas, na prática, pouca gente tem coragem de usar. O melhor conselho parece ser o seguinte: use sempre história. ninguém poderá dizer que você está errado.
Existem outras opiniões, mas vou deixar que cada um pesquise à vontade.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
14 - O DUBLÊ
Durante um curto período, tivemos conosco um rapaz que tocava Saxofone. Boa pessoa. Deixo de citar o nome, mas preciso contar sobre sua passagem no grupo.
Muito tímido, ele ‘ tocava’ o seu SAX na sombra do Thomé.
O Walter e a Ione, sempre presentes aos ensaios, já haviam percebido que a marcação de pé que ele fazia, não tinha nada a ver com o ritmo da música.
Mas, como não eram experts em ritmo, não fizeram nenhum comentário.
Eis que, senão quando, o Thomé viajou em férias.
E lá ficou o saxofonista com a responsabilidade de tocar só.
Foi então que constatamos, que ele não tocava NADA. Absolutamente NADA. Era apenas um dublê do Thomé.
E, mais uma vez, coube ao Zé, a triste missão de ter que convidá-lo a se retirar do Gente Humilde.
O Toninho Paes fez um comentário sobre esse fato que coloco abaixo porque eu não sabia e achei ótimo:
- Ledice, uma coisa engraçada nesse episódio foi que, ao deixar o "Gente Humilde", o rapaz se vingou da gente formando um grupo chamado "Chega de Humildade", que é uma brincadeira com a música "Chega de Saudade". kkkk
Toninho Paes.
13 - O NELSÃO
Como, por um lapso, deixei de citar a participação do Nelsão, agora dedico este espaço pra ele.
Desculpe aí, Nelsão. Você foi muitíssimo importante para o Gente Humilde.
O Nelsão, médico, grande amigo e parceiro do Zé em inúmeras composições, e grande cara. Acho, se não me falha a memória, que foi o primeiro violonista do Gente Humilde.
Um dos caras mais simpáticos que já conheci. Boa Gente pra caramba. Nelson Ibañez, um poeta. Escreveu o Catatempo, livro de poemas. Não sei como fui esquecer dele.
Desculpe aí, Nelsão. Você foi muitíssimo importante para o Gente Humilde.
O Nelsão, médico, grande amigo e parceiro do Zé em inúmeras composições, e grande cara. Acho, se não me falha a memória, que foi o primeiro violonista do Gente Humilde.
Um dos caras mais simpáticos que já conheci. Boa Gente pra caramba. Nelson Ibañez, um poeta. Escreveu o Catatempo, livro de poemas. Não sei como fui esquecer dele.
12 - TOCANDO NO PIANO DE CAUDA
No meu aniversário, a Marisa, mulher do meu primo Luiz, gostou tanto do grupo, que teve a idéia de nos indicar para as bodas de prata da irmã, que foi realizada junto com os 80 anos da mãe delas.
Essa festa foi no Clube dos Magistrados. Eu havia levado meu teclado, mas havia ali um piano de cauda. O Zé pediu a chave pra testar a afinação. A princípio, o chefe dos garçons, ou coisa que o valha, não queria que utilizássemos o piano. Chegou a dizer que o piano estava desafinado. Mas, diante da insistência do Zé, resolveu deixá-lo testar o som.
Quando se toca em grupo, a afinação é primordial. E, nem sempre encontramos um piano afinado de acordo com o diapasão, isto é, no tom absolutamente certo.
Todos os instrumentos têm que ser afinados de acordo com o piano. Daí a importância dessa afinação.
O piano estava afinadíssimo. Além disso, a acústica do lugar era perfeita. O som saiu redondo, redondo.
A festa foi das mais animadas.
Ocorre que nunca cobramos por nossas apresentações, a não ser um cachê simbólico para o maestro, o único que, à época, vivia de música.
Entretanto, quem nos convidava pra tocar, levava junto um pacote, nossos cônjuges. Eram, portanto, umas 18 a 20 bocas.
Nós explicávamos isso pra quem nos pedia pra animar a festa.
Nessa festa, especificamente, quem implicou conosco foram os garçons. Eles nos trataram com desdém. Afinal éramos simplesmente “os músicos”,que não tinham direito aos comes e bebes. Foi preciso que a dona da festa, notando o fato, desse uma ordem contrária.
Mas essa festa ficou na nossa história como uma das melhores apresentações da Banda, o Gente Humilde com direito a piano de cauda e tudo, quem diria.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
11 - A TERRÍVEL VINGANÇA
Num ensaio na casa do Sylvio, numa véspera de feriado, o Zé trouxe o arranjo de “Na Baixa do Sapateiro”
Para vocês acompanharem a história coloco, abaixo, esse site que traz a melodia e, principalmente, a introdução, objeto do ‘causo’ abaixo.
http://www.4shared.com/audio/yxYdXVt7/16_Na_Baixa_do_Sapateiro.html
Repetimos inúmeras vezes essa introdução (Nã, nã, nã, nanã nanã, Nã, nã, nã, nanã nanã )
O Zé, perfeccionista, queria que tocássemos essa introdução com a precisão que a música requer.
Como no dia seguinte era feriado, nos estendemos no ensaio, que passou da meia noite.
Dia seguinte, 6 horas da manhã, toca o telefone na casa do Sylvio. Ele, sonolento, atende e houve do outro lado uma voz, que ele imaginou ser de uma velhinha, que cantava rouquinha: Nã, nã, nã, nanã nanã. Nã, nã, nã, nanã nanã.
10 - UM COZIDO TERMINA EM PIZZA
Aqueles poetas daquela “sociedade” gostaram tanto da gente que nos convidaram para um outro Cozido na casa de uma das “sócias”. Em troca tocaríamos, animando a noite.
Normalmente, eu transportava meu teclado, mas a dona da casa insistiu em que utilizássemos o piano da casa.
O Zé havia deixado claro que o piano deveria estar afinadíssimo e no diapasão. E ela garantiu que mandaria afinar.
E lá foi o Gente Humilde.
Lá chegando, nós e a nossa claque, nos colocamos na sala do piano, enquanto as demais pessoas que chegavam dirigiam-se ao quintal, onde havia uma piscina, já que a noite enluarada contribuía para isso.
Os músicos, que haviam levado uma garrafa de pinga, pediram, ao dono da casa, alguns copinhos. Foram providenciados uns copos americanos, constatando-se que de pinga, ele não entendia nada mesmo.
O Zé, preocupado, ao experimentar o piano percebeu que estava absolutamente desafinado e fora do tom. Tanto que pra afinar, mais ou menos, o piston, o bocal quase caia do resto do instrumento.
O Zé me alertou pra tocar baixinho e tentamos passar uma música.
O som saiu péssimo.
Os convidados não paravam de chegar e de se dirigir à piscina.
Tocamos umas 3 músicas e o Cozido foi servido, frio, e deixando a desejar.
O Sylvio guardou a flauta e disse:
- Estou indo embora.
Eu, toda preocupada, queria que ele mudasse de idéia, mas o Walter comprou a idéia.
O Sylvio foi embora com a Ione.
E nós fomos avisando, um a um dos músicos, sobre a decisão de ir embora.
O Toninho conversava com alguém no meio da sala e foi o último a entender o que estava acontecendo.
Esperamos ele desmontar a bateria e fomos saindo, sem nos despedir.
Ninguém disse NADA. Ninguém perguntou onde íamos, porque íamos, o que tinha acontecido. Saímos como entramos, ilustres desconhecidos. Era como se não existíssemos.
Imaginamos que o Sylvio estaria na pizzaria Primo Basílico, do Deco, filho dele e fomos todos para lá.
Quando chegamos ele perguntou:
- O que os donos da casa disseram?
E nós respondemos:
- Nada! Eles nem perceberam que nós fomos embora.
Nesse dia, tivemos que beber pra esquecer o fracasso e o vexame do Gente Humilde e a falta de cortesia dos anfitriões.
Nossa apresentação acabou, literalmente, em PIZZA.
9 - EXPERTS EM FESTAS DE 50 ANOS
Tornamo-nos experts em comemorar 50 anos dos amigos.
Fiquei com inveja do Walter , do Tom e do Gabriel e nos meus 50 anos também quis comemorar com a banda.
Convidei minhas primeiras amigas do primário, do ginásio, do trabalho, minha professora de piano, meus amigos do trabalho, os amigos dos meus filhos, alguns com seus pais, que haviam se tornado meus amigos, amigos do Walter do Macedo Soares e do trabalho, amigos vizinhos, amigas da minha mãe, primos, cunhados, sogra, tios, Ulli, que já namorava o Fábio, seus pais e a avó Nini. Lembro de cada detalhe dessa festa, o Gente Humilde animando.
O Zé me presenteou com uma composição dele chamada Choro dos Cinquent'anos.
Tocamos um repertório incrível. O pessoal dançou, cantou e aplaudiu.
Terminamos com uma seqüência de carnaval antigo.
Jamais me esquecerei da Vó Nini, que se despediu dizendo:
- Formidável! Eu me lembrei de todas essas marchinhas do carnaval dos meus tempos de juventude. Você me fez muito feliz hoje!
- O Tom Figueiredo, quando comemorou o que chamou de "a primeira metade de sua vida", nos pediu pra tocar num casarão, no Pacaembu. Ele foi um cara corajoso, afinal foi uma das primeiras apresentações do grupo para muita gente. E ele acreditou na gente. Cabra macho esse Tom.
- O Gabriel, seguindo o Tom, também acreditou na gente pra comemorar seus 50 anos na casa do Sylvio. Tudo filmado.
Fiquei com inveja do Walter , do Tom e do Gabriel e nos meus 50 anos também quis comemorar com a banda.
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| O Zé segurando o microfone para eu falar umas palavrinhas. O papel que aparece no chão, eu juntei pra fingir que seria um loooongo discurso. |
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| Adélia, amiga do ginásio e Célia, amiga do primário |
Tocamos um repertório incrível. O pessoal dançou, cantou e aplaudiu.
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| O baile |
Jamais me esquecerei da Vó Nini, que se despediu dizendo:
- Formidável! Eu me lembrei de todas essas marchinhas do carnaval dos meus tempos de juventude. Você me fez muito feliz hoje!
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| Sampaio, João Batista, Eu e Olímpio |
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| Norico (só um pedacinho), Tom, Elza, Ione, Nancy atrás do Zé, Sampaio e João Batista |
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| Gabriel, De Guide, Sônia, Zé, Eu, Olímpio,Norico, Elza e João, Syvio, Ione, Nancy. A Isabella, o Walter e o Toninho não apareceram, infelizmente |
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