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sexta-feira, 14 de março de 2014

O WALTER E O GUARDA

Quando o Walter trabalhava na Lintas, numa das viagens de trabalho, ficou hospedado no Hotel Casa Grande, no Guarujá, com o Sylvio Lima e outros publicitários.
Em uma noite resolveram jantar num restaurante mais adiante, na mesma rua da praia.
Por alguma razão o Walter resolveu ir de carro.
Na volta, como estivesse apenas há algumas quadras de distância do hotel, resolveu voltar na contra-mão. A cidade estava mesmo vazia...
Acontece que um guarda estava atento e de plantão.
Abordou o Walter que, além do mais, estava sem a Carteira de Habilitação.
Apesar dos apelos, o guarda obrigou o Walter a ir buscar a Carteira, a pé, enquanto o carro permaneceria ali.
O Walter, puto, teve que voltar a pé pro hotel e ao encontrar o Sylvio que já ia mais à frente contou:
- Um Filho da Puta de um guarda me pegou e me obrigou a vir pegar meus documentos que deixei no hotel.
O Guarda, que o seguia de perto, ouvindo  o xingamento,  ameaçou prendê-lo   por desacato.
E o Sylvio, político e espirituoso intercedeu:

- Ah, seu guarda, não fique bravo não, ele falou Filho da Puta no bom sentido.

sábado, 22 de janeiro de 2011

MALAS, "AS" e "OS"



1- As malas e o motorista mala

Em setembro de 1978, fizemos nossa primeira viagem pra Europa. O Walter foi primeiro, e eu,  depois de uns 20 dias. Enquanto ele freqüentava as últimas aulas do curso de inglês, 'total immersion', eu conhecia a cidade de Londres.
Terminado o curso, ele deveria estar em Viena para a confraternização que iniciaria uma conferência sobre produtos de toillet, (toiletries conference),promovido pela Lintas, para a Elida Gibbs, com representantes de vários países. O horário do nosso vôo, permitiria que ele estivesse lá pontualmente.
Mas, o motorista do táxi nos deixou em uma plataforma errada do Aeroporto de Heatrow. E aí começou nossa aventura:
Tivemos que aguardar um ônibus que nos levaria para a plataforma correta. E ele custou a passar. E a hora passando. Não havia outro vôo pra Viena. O ônibus nos deixou na plataforma correta, porém não havia mais tempo de fazer o check in e despachar a bagagem.  Tivemos que pegar quilômetros de esteiras rolantes e andar muuiiiitttooo, com nossas bagagens.
Naquela época não existiam, como hoje, malas com rodinhas. E como iríamos ficar um bom tempo, cada um de nós levou uma mala considerável, sem contar que havíamos nos encantado com vários 'pôsters' e muitos carrinhos miniatura pros meninos, que aumentavam o peso das malas.  Cada uma pesava uma enormidade. Como eu não desenvolvia velocidade carregando a minha mala e a maleta de mão, o Walter resolveu pegar também a minha o que significava aproximadamente uns 50 quilos e eu fiquei com as duas de mão (uns 20 quilos). Ele ia na frente e eu tentando acompanhá-lo.  Na medida em que eu andava, mesmo carregando só as maletas de mão, tinha a impressão de que uma força me puxava pra trás.
Depois de muito andar por todas aquelas passarelas, chegamos ao avião. E nossas malas foram colocadas diretamente nele.
Suávamos por todos os poros, de tão encasacados e nervosos e estávamos de língua de fora.
Custamos a nos refazer e a acreditar que havíamos conseguido vencer aquela prova de resistência e de velocidade. No final,  tivemos até ataque de riso.

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2 - O extravio e a atendente mala da Ibéria

Em 2000, fizemos uma viagem pela Espanha e Portugal.
Ao pegar um vôo Ibéria de Málaga para Lisboa, nossas malas extraviaram-se.
Víamos todas as pessoas saindo com suas respectivas bagagens, até que não sobrou ninguém perto daquelas esteiras rolantes, que, em dado momento, se desligaram.
Tivemos a certeza de que nossas malas foram parar em outro destino.
Tínhamos mudado um pouco nosso roteiro, chegando 3 dias antes a Lisboa. Como havia um congresso na cidade, nossa reserva de hotel não pôde ser antecipada e tivemos dificuldade para arrumar outro hotel.
Depois de muito, conseguimos um Residencial para onde nos dirigimos apenas com nossas malinhas de mão.
Passamos o dia passeando, mas não aproveitando, preocupados que estávamos com a falta de retorno da Ibéria, sobre nossas malas.
À noite, resolvemos jantar num restaurante típico, com o intuito de espairecer um pouco, depois de tomarmos um banho e colocarmos a mesma roupa com que viajáramos.
No dia seguinte, antes de tomar café, ligamos para a Ibéria. Ao perguntarmos à atendente sobre nossas malas, fomos informados que as malas estavam lá e que seriam entregues na parte da tarde.
Fiquei muito brava e disse:
Meu marido é jornalista. Se vocês não me entregarem essas malas agora ele vai colocar isso no jornal.
E assim que acabamos de tomar o café da manhã, nossas malas foram entregues no hotel. Era um domingo e fomos passear em Cascais. 

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3 - Como proceder com as malas num trem

Em 2006, resolvemos utilizar, como meio de transporte, os trens.
Nossa primeira experiência, porém, foi um desastre. Paris – Bordeaux.
Na véspera, tomamos o metrô e fomos até a estação para que testássemos o tempo e conhecêssemos o trem.
Maravilha. Filmamos, fotografamos, ficamos experts.
Dia seguinte, o táxi nos deixou em lugar diferente daquele ao qual tínhamos chegado de metrô.
Tivemos que perguntar, no nosso francês medíocre:
- S’il vou plaît, où est plate-forme X?
E, felizmente, alguém de boa vontade nos mandou subir umas escadas rolantes.
O trem chegou com sua pontualidade britânica.
Já sabíamos onde era nosso vagão e subimos, com nossas malas pesadas.
Cada um subiu com a sua. Uma loucura.
E depois, como não encontrássemos lugar, senão acima de nossas cabeças, colocamos aquelas mastrodontes nos maleiros altos pra burro, que quase não alcançávamos, baixinhos que somos.
Depois dessa primeira experiência ficamos espertos e descobrimos um compartimento entre os vagões onde passamos a deixar nossas bagagens.


Por outro lado,aprendemos que, no trem, um sobe, o outro fica embaixo e dá as malas para quem subiu. Agora estamos craques, além de termos diminuído o tamanho de nossas malas.
Nossas malas agora bem menores
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4 - Amália, Carol e Mauro

O Mauro e a Carol viajaram em 2008 para a Itália. Ele, romântico que é, decidiu pedir a mão da Carol em casamento, num daqueles cenários da costa amalfitana.
Mas, quis o destino que a mala da Carol não chegasse com eles. Ela que tinha caprichado na arrumação daquela malinha de estimação (gentilmente emprestada pelo Fábio e Ulli), coisa que, segundo ela, nunca antes havia acontecido.
E não é que a mala só foi aparecer 17 dias depois!? Em Frankfurt, quando já estávamos juntos.
Ainda bem que o Mauro, colocara a jóia que queria dar à Carol, na mala dele, que, pra seu alívio, chegou sã e salva.
Ele teve que aguardar o momento oportuno pra fazer o pedido, 
o pedido de casamento


já que esse incidente mexeu com o humor da Carol, pois ela não conseguia encontrar nenhuma roupa que fosse do seu gosto.
Depois, em Londres e na Irlanda, conseguiu comprar além de uma malinha, algumas roupitchas transadinhas, que a deixaram mais animadinha.
Como a companhia aérea era portuguesa, apelidamos a Mala de AMÁLIA.
E, quando, em Frankfurt, fomos atrás da dita cuja, fotografamos o momento histórico, bem como a abertura da mesma.
Felizmente, ela estava completa.


5 - O mala do tiqueteiro austríaco

Quando fomos de trem de Zurique a Munique tivemos um momento tenso. Nossos 'tiquets' foram comprados aqui e não pensamos que pudéssemos ter nenhum problema.
Mas, o tiqueteiro ficou muito bravo conosco. E gritava dando a entender que não tínhamos direito a passar pela Áustria. Eu tentava explicar no meu inglês macarrônico que comprara o 'tiquet' no Brasil e que não estava entendendo o que ele queria dizer e que não íamos à Austria e sim à Alemanha, mas ele, com a amabilidade austríaca, gritava duramente conosco.
Tivemos sorte quando uma mulher de uns 50 anos, muito fina, dirigiu-se a nós em espanhol explicando que havia um trecho de 7 km na viagem, em terras austríacas e que nós teríamos que pagar,acho que, 12 euros por isso.
Depois que acertamos as contas  ela e mais uma senhora criticaram a atitude do simpático tiqueteiro.  

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RESTAURANTES


1 - O garçom

Estávamos em Maceió e resolvemos jantar num restaurante chamado Bar das Ostras, muito bem recomendado, com um casal que conhecemos na viagem e do qual ficamos grandes amigos.
O garçom fez o pedido das bebidas e quando voltou nos perguntou o que nós iríamos comer.
Pedimos o cardápio ao que ele respondeu com sotaque acentuado:
- O carrdápio sô eu.
- Ah! - dissemos nós, achando graça da resposta - e o que é que podemos comer?
- Tem peixe frito, peixe ensopado, camarão frito, camarão ensopado, pirão, arroz, salada.
Cada um de nós pediu um dos pratos citados e ele foi pra cozinha.
Depois de algum tempo voltou e disse:
- É que aqui é rodízio.
- Ah! - dissemos nós, novamente, surpresos com a explicação – então está bem, pode trazer o rodízio.
- É que o rodízio tá atrasado.
Demos muita risada porque era realmente inusitado.
Acontece que a comida era feita na hora pro grupo de pessoas que chegava e continha mesmo todas aquelas opções, por sinal maravilhosas.
Apenas o garçom era bastante inexperiente e não soube explicar a peculiaridade do lugar.

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2 - O Restaurante do Malandro

Na Rua Harmonia, esquina com Rodésia, havia uma cantina chamada San Genaro. Ainda está lá, mas não me parece que seja como antes.
Gostávamos de ir lá com as crianças porque, além de ter o que eles gostavam era um lugar onde eles ficavam à vontade e, consequentemente, nós também.
Os meninos adoravam um garçom, cujo nome não lembramos, mas que eles chamavam de “Malandro”, porque era assim que ele brincava, referindo-se a eles.
Ele era ótimo. Via que o Fábio não estava comendo e dava na boca pra ele e o Fábio acabava comendo tudo e rindo.
O prato predileto do Fábio era macarrão com batata frita, a combinação perfeita (rs)
O Mauro comia melhor, provava mais e batia o prato. E quando perguntávamos onde ir eles logo diziam:
- Vamos no restaurante do Malandro?!

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 3 - O melhor macarrão do mundo

Em umas férias fomos pra Avaré. Para os meninos, a viagem durou uma eternidade.
E, quando estávamos chegando, já umas 2 horas da tarde, demos com um restaurante de beira de estrada, chamado Barril.
E o Mauro comeu o melhor macarrão a bolonhesa da vida, do qual ele jamais esqueceu.
Pra criança com fome, não tem tempo ruim.

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4 - Desventura de Ano Novo 

Certo ano, combinamos de passar o reveillon em Peruíbe, na casa dos primos.
Éramos, se não me engano, 10 adultos e 5 crianças.
Reservamos um restaurante, o Piero, para jantar no dia 31.
O restaurante era de frente para o mar e à meia noite pulamos as sete ondas e comemoramos a chegada do novo ano.
Mas, esquecemos que no dia primeiro poucos lugares ficariam abertos.
Depois de muito procurar, encontramos um restaurante aberto para o almoço de primeiro do ano.
Fomos nos sentando e colocando as bolsas nas costas das cadeiras. Minha prima chegou a pedir alguns refrigerantes para as crianças.
Ao chegar, meu primo, que tinha casa em Peruíbe, cumprimentou efusivamente o dono do restaurante.
Quando nos sentamos tomamos ciência do preço do menu especial. Caro pra burro.
Resolvemos então fazer meia volta.
Levantamos e nos retiramos, meio sem graça e sem olhar pra trás.
Minha tia, ao perceber que tínhamos deixado as bolsas nos encostos das cadeiras, foi pegando uma a uma, toda educada:
- com licença, até logo. (rs rs rs rs)
Não é preciso dizer que passamos o resto do dia enganando o estômago com lanchinhos, porque os restaurantes só abriram à noite, quando pudemos então jantar.
Mas, os primos que tiveram que voltar pra São Paulo, encararam uma volta com o estômago roncando.
Até hoje nos lembramos dessa desventura e damos muita risada. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A FESTA DA POMPÉIA EM 2000

Em 2000, conseguimos reunir em torno de 50 pessoas da Pompéia. Eram vários grupos. Uns foram avisando os outros. E quando o pessoal ligava pra confirmar presença, o Walter dizia:
- Lê, não vai caber aqui em casa.
Mas coube. E foi uma reunião muito animada.
Música dos anos 60. Pessoal animado. Reencontros. 
Muita gente não se via há 40 anos. Colocamos um painel de fotos antigas, que todos curtiram: do Colégio, dos alunos em uniforme escolar, de festas antigas, de times de futebol.  
Resolvi fazer crachá pra identificar cada um. Assim, ninguém precisaria disfarçar.
E era a campainha tocando e o pessoal subindo pro salão. Muito barulho, risadas, música alta. 

O salão sempre era usado pras festinhas dos meninos . Ou de todos nós, no Natal, Ano Novo, reuniões familiares.
O Fábio ainda não havia se casado e, low profile que é, preferiu ficar na dele. Não deu as caras no salão. Ficou aqui pra dentro, tentando ver TV ou dormir.
No dia seguinte, ele me disse:
- Mãe, me senti como um pai, ontem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

BAGUNÇANDO O AMIGO SECRETO


Houve um ano que os casais amigos resolveram organizar o amigo secreto daquele natal.
Éramos 5 casais.
Sorteamos o amigo e combinamos de mandar cartinhas que seriam colocadas nas caixas de correio.
Resolvi bagunçar e mandar para todos os homens uma outra cartinha como se fosse a amiga secreta deles. Tinha que fazer bem feito, portanto, mandei para o Walter também.

Pra cada um, uma personagem, um tipo de papel e uma letra diferente.

A novela da época era Sétimo Sentido, com a Regina Duarte, que interpretava Luana Camará, que em determinados momentos incorporava o espírito de Priscilla Caprice e quando isso acontecia ela tinha atitudes totalmente diferentes da sua real personalidade.

O Rafaelle adorava a novela e eu resolvi que para ele eu seria aquela personagem de duas personalidades. Escrevia ora como Luana, meiga, cordata e com uma letra que pudesse refletir isso, ora como Priscilla Caprice, com uma letra agressiva.

Para o Fico resolvi que seria uma amiga com uma letrinha bem miúda, quase infantil com diálogos românticos e amistosos ao mesmo tempo.

Para o Claudio, uma amiga secreta normal, tentando parecer qualquer uma de nós.

Para o Fran, me fiz de homem. Meio gay, com interesses outros que não somente ser um amigo secreto.

Tinha que ser convincente com o Walter também e resolvi ser a Polenguina, com mensagens que foram se tornando cada vez mais avançadas e apaixonadas.

Dessa forma, os homens tinham o verdadeiro amigo secreto e eu.

O Walter, que pensava que a Polenguina era a Fátima, começou a achar que ela estava passando dos limites.


Minha verdadeira amiga secreta era a Beth e pra ela eu escrevia com todas as características do Rafaelle, inclusive colocava: - Calma, Beth, que ele costumava falar. 

Até o dia da revelação fomos mandando cartas. E, no dia marcado, dei um presente simbólico pra cada um deles, relacionado com aquelas personagens inventadas.
Não me lembro dos presentes a não ser o da Polenguina. Era um sanduíche de Pão com queijo polenguinho, uma vez que me referia ao Walter  como sendo o meu Pão.
Foi engraçadíssimo o desfecho desse amigo secreto, todo mundo querendo acabar comigo por causa dessa traquinagem.  

domingo, 21 de novembro de 2010

VIZINHOS E VIZINHANÇAS


São muitas as passagens engraçadas que tivemos com os vizinhos.
Difícil será lembrar de todas.Vou tentar lembrar pra contar.

1 - Pescando a chave

Numa das vezes que saí com os meninos, ao voltar, quando fui abrir a porta da sala percebi que a empregada, que já tinha ido embora, tinha passado o trinco na mesma.
Estávamos presos do lado de fora.
O que fazer?
Nessas horas, invariavelmente, batíamos na porta da Beth. Pobre Beth.
O Walter não costumava chegar cedo, portanto, precisávamos pensar rápido em uma brilhante solução.
Nós deixávamos uma cópia da chave num chaveiro pendurado atrás da porta da cozinha. E o vitrô ficava na parede lateral.
- Elementar, minha cara Lê, disse a Beth.
Pegou uma escada alta, colocou no muro, o Mauro subiu, ficou no muro e ajudou a colocar a escada do outro lado.
Aí a Beth desceu no meu quintal.
Alguém arrumou um bambu. Colocamos um arame na ponta do bambu e a Beth subiu num patamar embaixo da janela da cozinha pra tentar pescar a dita chave.
E não é que conseguiu? Foi uma ação pra  MacGyver nenhum botar defeito.


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2 – Menina é tão alegre


Certo fim de semana, a Beth viajou com o Francisco e as 3 meninas ficaram sozinhas. As mais velhas já eram adolescentes.
Ela me pediu pra dar uma olhada nelas. Ver se estava tudo bem. Enfim.
Fiquei atenta.
À noite, comecei a ouvir muita risada do lado de lá.
Não havia barulho de briga, nem de confusão. Só risada.
E eu pensando com meus botões:
- menina é tão alegre!
Como percebi que logo depois tudo estava apagado e silencioso, deduzi que haviam ido dormir.
Quando a Beth voltou fiquei sabendo do porquê das risadas.
Havia surgido um ratinho na lavanderia e estaria dentro da máquina de lavar.
As risadas eram de nervoso.
Elas fecharam a porta da lavanderia e a Beth e o Fran tiveram um trabalhão pra caçar o danado.

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3 – Seria macumba?

Numa outra vez que eles viajaram, fui verificar pela janela do banheiro, se estava tudo tranquilo por lá,  e vi que havia um clarão vermelho com o qual fiquei cismada.
Pra ser bem original, vocês sabem, à noite todos os gatos são pardos....
Chamei o Walter, que também ficou com a pulga atrás da orelha.
Resolvemos chamar um outro vizinho pra ver o que ele achava. Olhávamos pelo muro e víamos o tal clarão. O vizinho resolveu pegar uma arma.
Ficamos naquela indecisão. Pular o muro ou não pular, eis a questão.
Os homens acharam melhor pular o muro, mesmo com a não concordância nossa e lá estava ela: uma vela de 7 dias, que a sogra da Beth havia acendido e colocado na lavandeira, para pedir proteção à casa, já que eles haviam viajado.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E POR FALAR EM VIZINHAS...

A Rua

Moramos de 74 a 96 na mesma rua. De 79 a 96 na mesma casa, ao lado da casa da Beth e do Francisco.
Era uma rua muito gostosa, onde os meninos brincaram muito. Naquela época ainda era possível brincar na rua. Jogaram bola no meio da rua, ou num campinho que deu lugar a dois prédios. Andaram de carrinho de rolemã, de bicicleta. Fizeram campeonato de ping-pong, e deram muitas festinhas de aniversário.
Por causa deles fizemos grandes amizades. E vivemos grandes histórias.

Era uma rua meio interiorana, que nos permitia vivê-la intensamente.
Era a kombi que passava todos os sábados, lá pelas 13:00h, cheia de produtos e guloseimas e cujo motorista, um português de voz fina, anunciava com seu sotaque lusitano, bem ao estilo de ‘Pamonhas de Piracicaba’:
- macarrão, farinha de trigo, farinha de mandioca, farinha de rosca, balas, chocolates, pirulitos, pipoca doce e muitasss coisasss maisss!!!  
E lá iam as crianças de todas as casas, com suas mesadinhas, escolher a guloseima que mais lhe apetecesse, e nós, donas de casa, aproveitávamos pra comprar algo que estava faltando no momento;

Era o cobrador do Instituto Pe. Chico, que passava todo mês;

Éramos nós, mães, que aproveitávamos que as crianças estavam na rua pra bater um papinho;

Eram os homens que, aos sábados, aproveitavam pra lavar o carro, enquanto batiam papo, tomando caipirinha ou cerveja.


Refeições conjuntas

Isso nos levava, muitas vezes, a resolver juntar o que havíamos feito de comida  e promover almoços comunitários. Foram muitas as vezes que fizemos isso.
E como era bom. Nos divertíamos muito e as crianças também adoravam.   
Passávamos de uma casa para a outra pegando comidas e bebidas e deixando os vizinhos da frente intrigados com aquele entra e sai.
Houve uma vez que estava tão calor que, com a piscininha dos meninos armada, pegamos o esguicho e escorregamos de barriga no piso vitrificado do quintal, nós, a Beth, o Francisco e até os pais da Beth e claro, as crianças. Bons Tempos.
Muitas foram as vezes que fizemos esses almoços com a Fátima e o Rafaelle, pais do Gian (aquele dos pontos), que apesar de não morarem na mesma rua, eram muito amigos e participavam também.
Muitas vezes íamos à Pizzaria Paulino da Cerro Corá, todos nós e ainda a Bel, o Claudio e as meninas.
Os garçons já nos conheciam. Arrumavam duas mesas, uma para nós e outra para as crianças, que ganhavam massa de pizza.
Não tínhamos problema com as crianças. Os garçons se encarregavam de cuidar deles.


Tardes divertidas

Naquela época, nenhuma de nós trabalhava fora. Olha que trabalhávamos muito em casa, mas arrumávamos tempo pra tantas diversões: bingo, curso de maquiagem, bazares, outros cursos.
Era moda, na época, juntar  amigas pra que alguém viesse vender produtos de limpeza, beleza, lingeries, tupperware, etc.
Uma vez, fizemos em casa uma reunião pra venda de lingeries. Nós mesmas desfilávamos. De camisola, baby doll, peignoir, enfim.
Uma das convidadas ficou um pouco preocupada com a janela da sala e eu a tranqüilizei dizendo que de lá de fora não dava pra ver nada.
Depois que desfilamos calmamente, com aquelas roupitchas transparentes, passou alguém lá fora e abanou a mão pra nós.
Só aí percebemos que talvez tivéssemos exposto nossos corpinhos para a vizinhança.
Há mais "causos". Aguardem.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SECRETÁRIAS DO LAR


OU SE PREFERIREM, DOMÉSTICAS

Durante esses anos todos colecionei alguns ‘causos’ que envolveram pessoas que trabalharam como doméstica em casa, na casa dos meus pais, dos meus avós, por entender que,futuramente, poderia escrever a respeito.
Não seguirei a cronologia dos fatos, mas contarei conforme os mesmos vierem à lembrança.

1 - Uma vela na TV

Eu tinha uma ajudante jovem que dormia em casa. O quarto dela ficava ao lado da cozinha e perto do tanque.
Certa noite faltou luz em casa e ela simplesmente pegou uma vela e colocou-a sobre a televisão do seu quarto.
Dormiu.
Acordou com a TV pegando fogo.
Não sei com que pano pegou a televisão e colocou-a no tanque, abrindo a torneira.
Quando acordamos, no dia seguinte, vimos apenas o esqueleto do que fora,um dia,um aparelho de TV, comprado com sacrifício quando nos casamos e que tínhamos colocado no quarto de empregada, para que ela tivesse uma distração.
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2 - O vício de Cândida

Quando eu ainda era solteira, tivemos uma empregada que havia sido criada pela tia de uma amiga da minha mãe.
Era uma moça culta. Inclusive sabia falar francês.
Fez um péssimo casamento, o marido bebia muito e ensinou-a a beber.
Era muito feia. Mas caprichosa e eficiente, quando sóbria.
Fazia um purê de batatas, que não consigo esquecer de tão cremoso e gostoso.
Minha mãe começou a perceber algo estranho no comportamento dela até que descobriu uma garrafinha de guaraná debaixo da cama dela com cheiro de pinga.
Conversou com ela. Deu outra oportunidade e ela jurou que não beberia nem mais um gole.
Mas, a gente sabe que vício é vício.
Foram várias as vezes que chegávamos em casa, eu da escola, meus pais do trabalho, e encontrávamos tudo por fazer. Pia cheia de louça, casa em desordem.
Minha mãe deu várias oportunidades a ela. Tinha pena. Ela tinha dois filhos adolescentes, que viviam com a pessoa que a criou.
Certo dia de chuva, cheguei da escola e, como estava com os pés muito molhados, pedi pra ela pegar um chinelo no meu quarto, enquanto eu tirava os sapatos e sacudia o guarda-chuva.
Ela entrou pro meu quarto e não voltava mais.
Resolvi entrar e ver o que estava acontecendo.
Ela estava com a cabeça encostada na porta do meu quarto, absolutamente, sem condições de andar, falar ou pensar.
Sugeri que ela fosse pro quarto dela e comecei a arrumar a bagunça da casa. Louça por lavar, quartos desarrumados, me pondo a fazer o jantar.
E quando minha mãe chegou,  contei  a ela o que havia acontecido.Chegamos à conclusão que não dava mais.
Mamãe teve que dispensá-la.
Num sábado, quando eu estava almoçando, na cozinha, ela veio pegar as coisas dela.
Nós tínhamos percebido que, pra vencer a timidez, ela necessitava de uns goles.
Deve, antes, ter passado pelo bar, porque chegou toda corajosa, me encarando, deu um rodopio e falou pra mim:
- Amiga da onça, hein?!?!?!  
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3 - Neide, a atriz

A Neide era uma jovem bonita, inteligente, sabia cozinhar. Fazia uma maionese que o Fábio, pequenininho, adorava. Colecionava posters de artistas e cantores, os quais pregava nas paredes do quarto.
Quando foi contratada, mais ou menos em 1976,  me disse que toda tarde de quarta-feira teria que  visitar o irmão, hospitalizado no Hospital das Clínicas.
Então isso ficou acertado.
Certa quarta-feira, eu ia receber um casal de amigos pro jantar e quando ela saiu pedi que não demorasse, porque eu ainda teria que ir ao açougue buscar a carne para fazer um ‘strogonoff’, prato muito em moda, à época.
Mas a hora foi passando e nada dela chegar. Tive que pedir à vizinha pra ficar um pouco com os meninos para eu poder ir ao açougue, a pé.
Vendo que teria que contar comigo mesma, cheguei em casa e me pus a preparar o jantar: cortar a carne, descascar as batatas para fritar e fazer o arroz, enquanto cuidava dos meninos.
As visitas chegaram e, enquanto o Walter fazia as honras da casa, eu preparava o jantar, ao mesmo tempo que cuidava das crianças.
Quando a Neide chegou, já bem tarde, fui ver o que tinha acontecido e ela se pôs a chorar copiosamente e me contou que o irmão falecera.
No dia seguinte ela teria que ir a Minas Gerais para dar a notícia, pessoalmente, à mãe.
Fiquei com muita pena. Claro que não fiz objeção dela viajar.
Dias depois, a empregada da minha mãe me contou que ficou sabendo que a Neide tinha ido pro Rio de Janeiro.
Acontece que  ela não tinha nenhum irmão. Nas tardes de 4ª feira ela fazia figuração nos programas de auditório da TV Tupi, no Sumaré e, por alguma razão, foi convidada pra fazer parte de alguma caravana que iria para o Rio de Janeiro.
Quando ela voltou, depois de quase uma semana, eu estava com as contas dela prontas e a fechadura do portão trocada.
Uma coisa não posso negar. Ela era uma verdadeira artista. Conseguiu nos enganar direitinho.
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4 - Deja e seu mal-estar

A Deja era prima da empregada de uma amiga.
Alta, magra, divertida. Os meninos gostavam dela.
Na época dela o Walter e eu viajamos por um mês e as crianças ficaram com a Deja e as avós.
Quando voltamos da viagem, minha sogra me falou que notava algo estranho nela. Uns enjoos, uns frequentes mal-estares.
Tentei conversar com ela pra descobrir o que estava acontecendo, mas ela não se abriu comigo.
Um belo dia, ela começou a passar mal em casa. Liguei pra um amigo médico, contei de nossas suspeitas e ele me aconselhou a ir ao Pronto Socorro Municipal da Lapa.
Passamos horas lá. Depois ela foi transportada de ambulância para o Amparo Maternal.
Liguei no dia seguinte para ver como ela estava e fui informada que ela estava bem, mas a criança apresentava um problema.
Achei que havia um mal-entendido. Que criança. Não havia barriga nenhuma, onde estava essa criança. Mas eles me confirmaram que ela tinha tido alta e que eu podia ir buscá-la, embora a criança fosse permanecer lá, por necessitar de cuidados médicos.
Lá fui eu pro Amparo Maternal. Trouxe a Deja, que chorava muito. Cuidei dela.
Após alguns dias, ligaram do hospital avisando que a nenê havia falecido.
Jamais esquecerei daquela cena. Ela e eu, seguindo um caixãozinho branco, até o cemitério de Vila Formosa, com aquela criança que, talvez por ter sido tão escondida, não teve forças pra viver. A família dela nunca ficou sabendo do ocorrido e, por sentir-se envergonhada, ela pediu demissão. 
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4 - Quiqui, a eterna criança

A Quiqui trabalhou conosco um bom tempo. Tinha um desenvolvimento psicológico de criança, embora tivesse quase 40 anos. Pernambucana, passou muita fome quando criança. A mãe abandonou os filhos e o pai. A nova mulher do pai judiava dela.
Ela contava, que quando chegava em casa, depois de trabalhar na lavoura o dia todo, comia apenas um prato de feijão, que a madrasta guardava pra ela, no forno.
Tinha rompantes de raiva, de tristeza, intercalados com momentos tranquilos e de veneração por mim.
Não podia deixar de tomar os medicamentos receitados pelo psiquiatra.
Num Natal, um primo meu vestiu-se de Papai-Noel. Ela até ajudou ele a se vestir, mas na hora que ele apareceu pras crianças, ela realizou sua fantasia. Naquele momento,  acreditou, ou quis acreditar, que aquilo estava acontecendo de verdade. 
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5 - A ajudante de enfermagem

Quando minha mãe teve um AVC, voltou pra minha casa numa cadeira de rodas. Depois com fisioterapia e acompanhamento médico feito no SESI, voltou lentamente a caminhar.
Tive que arrumar uma ajudante de enfermagem pra cuidar dela. Não me recordo o nome, mas era uma jovem, bonitinha, que cumpria, razoavelmente, o papel de cuidadora.
Não sei dizer onde foi preparada pra isso, mas achava que devia contar histórias infantis pra minha mãe, que deixava ela contar pra passar o tempo.
Numa véspera de feriado prolongado, ela, muito gentilmente, se ofereceu pra ajudar a empregada na limpeza da casa.
O Fábio havia recebido, orgulhoso,  seu primeiro salário como estagiário, guardando-o todo na gaveta do guarda-roupa.
Ela ajudou tanto no serviço da casa que terminando tudo que devia com certa antecedência, pediu pra sair mais cedo.
O Fábio, ao chegar, mais cedo e com viagem marcada, deu pela falta de todo seu salário.
Cheguei a ir a uma delegacia, mas resolvi não denunciá-la.
Ela ainda veio trabalhar após o feriado. Eu, que já estava com as contas dela prontas,  apresentei o recibo que ela se recusou a assinar.
Dia seguinte ligou-me um “advogado”, me ameaçando e dizendo que eu não estava fazendo as contas corretamente.
Encarei o homem e disse que estava me segurando para não denunciá-la na delegacia e que ela sabia por quê.
Diante disso, ela resolveu assinar tudo direitinho na presença das duas testemunhas que chamei: meu vizinho e meu cunhado.

A história não acaba aí.
Como o Walter recebia muitas revistas, como publicitário, nós distribuíamos as revistas para mãe, sogra, cunhada, prima, enfim. Costumávamos deixar essas revistas na área de serviço.
Tempos depois, lendo uma dessas revistas, minha cunhada encontrou alguns dólares ali dentro.
Deduziu, na hora, que alguém havia escondido ali.
Nós guardávamos uns dólares, sobra de viagens, num copo bico de jaca, que ficava num barzinho que havia na copa.
Concluímos, então, que eles foram guardados ali para fazer companhia ao salário do Fábio, mas como foi despedida, não deu tempo dela levar. 
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6 - Lídia e o pós operatório

Uma das empregadas domésticas, que tivemos, era uma negra muito bonita, mas tinha um defeito grande em uma das pernas, que a fazia mancar bastante.
Em consulta no Hospital das Clínicas foi verificado que seria caso de cirurgia para uma recuperação completa.
Foi internada nas Clínicas e assim que foi liberada a visita, após a cirurgia, eu fui visitá-la algumas vezes.
Aproveitava para ajudar as companheiras de enfermaria que necessitavam de ajuda.
Depois de uns vinte e poucos dias a ambulância trouxe-a para minha casa, engessada desde a cintura.
Eu a servia no café da manhã, almoço e jantar.
Ela tinha uma prima que a visitava sempre, mas não tirava um prato do quarto pra ajudar.
Era uma época em que as crianças eram pequenas e necessitavam de cuidados permanentes.
Nas vezes em que ela teve que retornar ao hospital, consegui com uma vizinha que tinha uma perua, carona pra levá-la na consulta.
As vizinhas ajudavam também a carregá-la e colocá-la no carro.
Nós a levávamos e a ambulância trazia de volta.
Cheguei a ficar doente, tal a correria a que fui submetida.
Quando ela tirou o gesso maior, reduzido apenas para a perna, começou a ajudar a descascar uma batata, cortar um legume, atividades que podia fazer sentada.
Quando finalmente tirou o gesso todo, após uns quatro meses, passou a andar quase normalmente. Aí, ela,um dia, me informou que iria embora.
Sem comentários. 
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7 - As inesquecíveis

Não poderia  deixar de registrar aqui, que tivemos duas pessoas das quais jamais esqueceremos
A Elvira, (na verdade Alzira), baiana, casada com o Valmir, veio trabalhar na casa da minha mãe em 1969 e foi muito boa. Sabia trabalhar bem, fazia uma comidinha deliciosa, acompanhou minha vida desde que casei, o nascimento dos meus filhos, que ela amava muito e esteve sempre pronta a nos ajudar no que fosse preciso.
Ela tinha vergonha de dizer que era analfabeta. Guardava as receitas na cabeça. Me chamava de Aledice, acho que porque minha mãe, como boa paulista, dizia: A Ledice fez isso, a Ledice fez aquilo.
Pena que o Valmir, que era esquisofrênico, fez ela ir pra Itabuna, vendeu tudo que tinham, gastou toda a poupança que ela conseguira juntar,  pra iniciar uma vida lá, cheia de ilusões e privações.
Ela faleceu depois de ficar muito tempo doente. Querida Elvira, que saudade.
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A outra pessoa muito querida que veio pra minha casa com 17 anos foi a Raquel.
Admiro muito a família dela. Todos responsáveis, honestos, trabalhadores.
Ficou fazendo parte da família. Protegia o Mauro, quando ele aprontava alguma coisa, escondendo de mim.
Estudou no Rainha da Paz e no Santa Cruz, onde se formou no 2º grau. Saiu daqui depois de 13 anos, para abrir um salão de beleza.
Casou-se com um cara muito legal, o Eduardo e hoje eles têm uma filhinha, a Maria Eduarda, uma fofa.
Eles merecem ser muito felizes.  E eu torço por eles.
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Segue abaixo o que o Clovis, nosso amigo, mandou pra eu colocar aqui no blog.

"CERTA OCASIÃO QUE ALMOÇAVA NA SUA CASA E A RAQUEL FAZIA AQUELES ALMOÇOS CAPRICHADOS, O MAURO DESCEU COM CARA DE SONO E VEIO ALMOÇAR CONOSCO. 
QUANDO  VIU A MESA POSTA, ELE ME CHAMOU E DISSE:  
-  CLOVÃO VC PODERIA VIR MAIS VEZES ALMOÇAR AQUI;
 EU RESPONDI:
- VENHO NOS IMPOSTOS DE RENDA E ALGUMAS OUTRAS VEZES,  MAS POR QUE?
 - É QUE A RAQUEL CAPRICHA QUANDO VC VEM. VEM  MAIS VEZES,  VEM."