1 - O garçom
Estávamos em Maceió e resolvemos jantar num restaurante chamado
Bar das Ostras, muito bem recomendado, com um casal que conhecemos na viagem e
do qual ficamos grandes amigos.
O garçom fez o pedido das bebidas e quando voltou nos perguntou o
que nós iríamos comer.
Pedimos o cardápio ao que ele respondeu com sotaque acentuado:
- O carrdápio sô eu.
- Ah! - dissemos nós, achando graça da resposta - e o que é que
podemos comer?
- Tem peixe frito, peixe ensopado, camarão frito, camarão
ensopado, pirão, arroz, salada.
Cada um de nós pediu um dos pratos citados e ele foi pra cozinha.
Depois de algum tempo voltou e disse:
- É que aqui é rodízio.
- Ah! - dissemos nós, novamente, surpresos com a explicação –
então está bem, pode trazer o rodízio.
- É que o rodízio tá atrasado.
Demos muita risada porque era realmente inusitado.
Acontece que a comida era feita na hora pro grupo de pessoas que
chegava e continha mesmo todas aquelas opções, por sinal maravilhosas.
Apenas o garçom era bastante inexperiente e não soube explicar a
peculiaridade do lugar.
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2 - O Restaurante do Malandro
Na Rua Harmonia, esquina com Rodésia, havia uma cantina chamada
San Genaro. Ainda está lá, mas não me parece que seja como antes.
Gostávamos de ir lá com as crianças porque, além de ter o que eles
gostavam era um lugar onde eles ficavam à vontade e, consequentemente, nós também.
Os meninos adoravam um garçom, cujo nome não lembramos, mas que
eles chamavam de “Malandro”, porque era assim que ele brincava, referindo-se a
eles.
Ele era ótimo. Via que o Fábio não estava comendo e dava na boca
pra ele e o Fábio acabava comendo tudo e rindo.
O prato predileto do Fábio era macarrão com batata frita, a
combinação perfeita (rs)
O Mauro comia melhor,
provava mais e batia o prato. E quando perguntávamos onde ir eles logo diziam:
- Vamos no restaurante do Malandro?!
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Em umas férias fomos pra Avaré. Para os meninos, a viagem durou uma
eternidade.
E, quando estávamos chegando, já umas 2 horas da tarde, demos com
um restaurante de beira de estrada, chamado Barril.
E o Mauro comeu o
melhor macarrão a bolonhesa da vida, do qual ele jamais esqueceu.
Pra criança com fome, não tem tempo ruim.
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4 - Desventura de Ano Novo
Certo ano, combinamos de passar o reveillon em Peruíbe, na casa
dos primos.
Éramos, se não me engano, 10 adultos e 5 crianças.
Reservamos um restaurante, o Piero, para jantar no dia 31.
O restaurante era de frente para o mar e à meia noite pulamos as
sete ondas e comemoramos a chegada do novo ano.
Mas, esquecemos que no dia primeiro poucos lugares ficariam abertos.
Depois de muito procurar, encontramos um restaurante aberto para o
almoço de primeiro do ano.
Fomos nos sentando e colocando as bolsas nas costas das cadeiras. Minha
prima chegou a pedir alguns refrigerantes para as crianças.
Ao chegar, meu primo, que tinha casa em Peruíbe, cumprimentou efusivamente o
dono do restaurante.
Quando nos sentamos tomamos ciência do preço do menu especial. Caro
pra burro.
Resolvemos então fazer meia volta.
Levantamos e nos retiramos, meio sem graça e sem olhar pra trás.
Minha tia, ao perceber que tínhamos deixado as bolsas nos encostos
das cadeiras, foi pegando uma a uma, toda educada:
- com licença, até logo. (rs rs rs rs)
Não é preciso dizer que passamos o resto do dia enganando o estômago com lanchinhos, porque os restaurantes só abriram à noite, quando pudemos então jantar.
Mas, os primos que tiveram que voltar pra São Paulo, encararam uma volta com o estômago roncando.
Até hoje nos lembramos dessa desventura e damos muita risada.
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