terça-feira, 24 de julho de 2012

MARIA E AS PRIMEIRAS PALAVRAS

Maria já vai fazer 10 meses. 
Incrível como os meses têm voado.
Está muito esperta, risonha e ativa.
As primeiras palavras: 
- mamã, papá, cacacau.
E ontem soube que a Carol ficou brincando com ela e falando Olho no olho e ela quis repetir:
- ôio  ôio
Gostaria muito de estar do lado vivendo cada emoção dessas. Vou tentando encurtar a distância através do skype, mas 
ESTOU MORRENDO DE SAUDADES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 21 de julho de 2012

Pra não perder

Gosto de registrar aqui frases de crianças para que não se percam. Lembro das histórias de Pedro Block.


A última de Júlia (6 anos), que foi passar uma semana na casa da avó Val.
Por alguma razão o assunto levou a Deus.
E ela, pra não perder o costume, veio com essa:
- Eu e Deus somos "COMPATÍVEIS".
- Quando Deus fica bravo, fica bravo pra valer.
- E quando eu fico brava, também fico brava pra valer.


Prefiro não comentar...

sábado, 7 de julho de 2012

O LADO DOCE DE JÚLIA

Domingo, Júlia veio tomar lanche aqui. Ela adora. Gosta do jeito que eu ponho a mesa, o lugar dela como Gente Grande e o copo, que de um tempo pra cá resolvi colocar, também, pra ela. De cristal rosa, que foi da minha mãe. 
Ela se sente muito importante.
Chegou aqui e, como a mesa já estava posta, me pediu pão com manteiga. Adorou aquele pãozinho que tinha gosto de pão de queijo. Repetiu.
Estava muito dengosa, se encostando em mim carinhosamente. 
Como estava com frio peguei um xale meu, que ela adora e coloquei nela como se fosse um colete. Ficou feliz! Depois me abraçou  e disse: 
- Vó, você é a melhor vó do mundo.
E completou,
- Aqui em São Paulo, né, porque lá em Jundiaí é a vovó Val.
Contei pra Val que ficou emocionada.
Criança tem dessas franquezas. Muito bom, não?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

TIMES E TORCEDORES

O que será que leva alguém a torcer por este ou aquele time? 
Eu diria que sempre há uma forte influência do pai, ou de um tio, ou mesmo de um grande amigo.
Em casa, meu pai, que era santista de nascimento, torcia sem fanatismo pro Santos.
Mas, fiquei encantada quando vi a torcida pro Corinthians na casa da minha amiga Célia. Acho que eu tinha uns 7 anos, mais ou menos. Bastou pra eu me tornar corintiana. 
Nunca fui fanática. Mas torcia. 
Casei-me com palmeirense e continuei fiel ao meu time. Nunca soube escalação do time, apenas o nome de alguns poucos jogadores.
Nasceram os filhos.
Embora o Walter não se recorde, o Fábio pequenininho gostava de VERDE. E, então, disse que ia torcer pro Palmeiras.
É lógico que o pai o incentivou e ele virou fanático.
O Mauro, quando pequeno, queria fazer média comigo e com minha mãe, que eles decidiram que tinha cara e jeito de são paulina. 
Mas, virou palmeirense também, quase fanático.
Minha neta aprendeu que havia um time, o palmeiras e passou a torcer junto com o pai e a mãe, ex-são paulina.
Mas, hoje com 6 anos e meio entendeu que existem outros times, o meu e da tia e o do avô materno e resolveu, pra desgosto do pai, que agora ela é Brasil. E torce pros times da família, ou seja, jogou o Corinthians, ela torce pra ele, jogou  o São Paulo ela torce pra ele, sem deixar de torcer pro Palmeiras, que deve ocupar um lugar de destaque no seu coração.
Sou bastante democrática e até torço pro Palmeiras quando ele joga com outro time que não seja o meu. 
Acho que ela está descobrindo opções e vejo isso positivamente, como um sinal de que ela tem personalidade.
Como me envolvi com esse jogo da Libertadores os meus 3 palmeirenses estão surpresos e meio bravos com a minha torcida. Acham que, como eu nunca fui uma grande torcedora, como é que agora resolvi torcer pro Timão.
Na verdade, eles ficariam muito felizes se eu virasse casaca e passasse a ser palmeirense, mas depois de tanto tempo, com essa idade, só faltava mesmo eu mudar de time (rs). 
Pois é, palmeirenses de plantão. Vocês vão ter que me engulir...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SAUDADE DO MEU PAI (agora com fotos)

Dois de julho, era aniversário do meu pai. Sinto falta dele, de tudo que me ensinou, principalmente a gostar de ler, e de escrever corretamente,  coisa que passei pros meus filhos. Era romântico. Gostava de poesia. Meu nome mesmo foi escolhido pelo significado, ALEGRIA, usado nos poemas de então.
Ele não era um cara sociável, tinha poucos amigos, mas tinha um amor por mim absurdo. Era "Ledice Football Club" e não abro.
Mas, eu entendo essa falta de sociabilidade. Perdeu o pai muito cedo e logo foi colocado num colégio interno de onde saia pouco. Depois, jovem, morou sozinho numa pensão, onde, ele contava, a dona, pão dura, o servia com uma fatiazinha miserável de goiabada. E ele adorava doce, tanto, que eu me lembro bem dos pedaços grossos que cortava e comia, rindo porque sabia que estava fazendo arte.
Outro dia, estive vendo fotos, cartões postais, cartas escritas por ele e endereçadas aos meus avós e minha mãe, quando do namoro deles. Cartas tão formais e respeitosas, que retratam uma época que já se foi.
Imagino o que ele sentiu quando viu aquela jovenzinha linda, dez anos mais nova que ele e que morava em frente a sua moradia. 
Quanto deve ter ensaiado pra chegar até ela enfrentando pai, mãe e cinco irmãos.


                                                   Que lindos, não?