Maria
está na escola Waldorf e convive com crianças de todos os níveis sociais.
Uma
das amiguinhas, de família muito pobre, que será aumentada com o nascimento de
um irmãozinho, recebeu a visita de alguns coleguinhas, inclusive Maria e Pedro,
que com suas mães foram levar roupinhas e ajuda.
Os
adultos ficaram chocados com o que viram: num cômodo que servia de sala,
cozinha e quarto, viviam todos. Condições sub-humanas.
No
chão estavam alguns pedaços de isopor que faziam as vezes de brinquedos e com o
qual Maria e as outras crianças se encantaram e brincaram.
Não
havia banheiro. Apenas um buraco no chão.
Quando
pensamos numa família pobre imaginamos uma casinha de pau a pique ou mesmo de tijolo
sem acabamento, simples. Mas não era isso que se via ali. Tábuas
colocadas de forma precária com o objetivo de constituir o que seria uma parede.
Voltaram
arrasados.
Carol
queria conversar com Maria e sentir o que se passara em sua cabecinha.
Quando
chegaram em casa perguntou?
-
O que você achou da casa da sua amiguinha, Maria?
E
Maria, alegremente:
-
Adorei, mamãe!

