sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MasterCard?

Que delícia este dolce far niente!
Com a família, num lugar gostoso e sem fazer nada.
Não há o que pague. Isso não tem preço.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

INVERSÃO DE PAPÉIS

Tenho uma dificuldade incrível em guardar letra de música. Isso sempre foi assim. Presto atenção na melodia, consigo cantarolar e a letra fica no esquecimento.
Sei que isso é um erro grave, mas que fazer. Sou assim mesmo.
Atualmente, ao frequentar o coral, tenho tido que aprender as letras das músicas para poder cantar de cor.
iremos cantar para crianças, em uma entidade filantrópica. O Júlio, nosso maestro, compôs uma música, cuja letra tenho que aprender rapidinho,  porque iremos interagir com as crianças.
Minha neta já conhece a música, que aprendeu há algum tempo com o Júlio, com quem, aliás, ela se dá muito bem.
Pedi a ela que me ajudasse a treinar, tanto a letra como a coreografia.
Ela me disse, então, com ar de professora:
- Vó, primeiro você tem que treinar infinitas vezes a letra. Só depois a gente vai fazer os gestos.
E fiquei eu treinando INFINITAS VEZES a letra. E quando eu engasgava ela fazia gesto pra me fazer lembrar da sequência.
E depois complementou:
- Vó, fica sossegada. Eu vou tá lá, do seu lado, e eu vou te ajudando pra você não errar.
Com esse incentivo, juro que estou me esforçando pra saber de cor, pois não posso fazer feio, na frente da neta, no dia da apresentação. Tenho o dever moral de não decepcioná-la.


PS. Depois coloco aqui a letra e, se possível, a gravação, pra que vocês também aprendam. Cá entre nós, não é nada difícil não.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAIS UM ANO

Que louco isso. Mais um ano terminando de forma galopante. É incrível pensar que há um ano estávamos nos preparando pro Natal, pra viajar, Que Júlia tinha 4 anos, e Maria nem pensava em existir.
De repente, tudo mudou. Foram tantas emoções, como diria Roberto.
E aqui estamos nós, preparados para fechar mais um ano de nossas vidas.
Confidencio que agora já consigo entrar de cabeça erguida apresentando meu documento de identidade no Metrô e no ônibus. (rs)
Confesso que custei um pouco a ter coragem. Mas já que é um direito que temos, devemos utilizá-lo, não é mesmo?
Não consigo me enxergar com a idade que tenho. A cabeça, então, trabalha como uma mocinha de 20. Tirando uma dorzinha aqui, outra ali, tenho uma disposição de uns 40. Subo e desço escada com a maior agilidade, apenas tendo o cuidado pra não cair e dar trabalho aos outros. Não paro. Tenho um disposição incrível. Acho isso uma tremenda bênção. 
Que possa eu, por muitos anos, continuar a ter essa disposição para curtir as netas e outros que vierem por aí, pra encontrar amigos, curtir o facebook, mandar e receber e-mails, cantar muito, agora que frequento um coral maravilhoso com pessoas incríveis, me alegrar com o sucesso e o amor dos filhos e noras e ter ao lado o companheiro de tantos anos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PARTO HUMANIZADO - DOULA

Pois é, minha gente. Vocês devem estar me achando preguiçosa, já que minha última postagem data de 20 de outubro. Acontece que ser Avó é desdobrar fibra por fibra. Acompanhei nora e neta de volta ao seu cantinho e lá fiquei por 13 dias. O duro foi voltar. Também havia sido duro ir e deixar aqui os meus amores.
Daqui pra frente vai ser sempre assim. Estar dividida entre meus queridos.
Mas, como a vida vai em frente resolvi esclarecer um pouco o que tanto me perguntam sobre o PARTO HUMANIZADO, escolhido pela Carol e Mauro e DOULA, palavra que nunca tinha ouvido falar.
Fui pesquisar pra melhor explicar e coloco abaixo o que encontrei a respeito:


DOULA
 "A palavra "doula" procede do grego e se referia à mulher escrava que servia a outra mulher ou a um homem. Na Grécia a palavra tem conotações negativas, posto que significa "escrava", razão pela qual muitas preferem chamar a si mesmas "assistentes de parto".Quem primeiro utilizou o conceito "doula" na sua concepção moderna foi a antropóloga Dana Raphael, para referir-se às mulheres que ajudavam às novas mães durante a lactância e o cuidado ao recém-nascido nas Filipinas."Doulas" não podem ser consideradas parteiras pois não realizam procedimentos médicos como auscuta fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto. Durante a gestação fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas/ desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto, maior formação de vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado."

PARTO HUMANIZADO

"A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem." Bruno Rodrigues 

P.S. Tenho certeza que a Carol estará aberta a conversar sobre sua experiência com o parto humanizado e com as técnicas para cuidar de um bebê, empregadas pelo pediatra, também da mesma linha da Médica que realizou o parto.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os primeiros quinze dias de Maria



Parece mentira, mas Maria hoje completa quinze dias.
E daqui a pouco estará fazendo 1 mês.
E passará o tempo tão rapidamente que quando percebermos chegará seu primeiro aniversário.
E 5 anos,  10 anos,  20 e assim será uma linda jovem.
A vida passa tão depressa que o importante é curtir cada momento, cada dia, cada mês.
Acompanhar cada segundo de sua vida para não perder nada.
O primeiro sorriso, o reconhecimento dos pais, os primeiros gestos conscientes, o primeiro dentinho. Enfim.
É maravilhoso ver o dia a dia de um criança, a sua evolução, as mudanças de fisionomia.
E virá, o primeiro sorriso, o primeiro dentinho, o engatinhar, o andar, tanta coisa.
Tudo será motivo para curtir.
E, embora a gente saiba que tudo isso acontece com todas as crianças, para quem vive essa experiência pela primeira vez, tudo é novidade nesse acompanhamento dessa evolução.
O nascimento de Maria me faz reviver, a cada instante, o de Júlia.





Hoje cantei pra Maria, que dormiu, uma música que eu cantava pra Júlia e que, ao ficar maiorzinha, ela adorava e queria que eu cantasse de novo. Até que ela decorou também.
Hoje constato que coração de avó é como o de mãe. Tem lugar pra todo neto na primeira fila do amor.
Sinto-me abençoada. Primeiro por ter sido mãe. E agora pela alegria de curtir as netas.
Viva a vida. Viva a família.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Júlia e a priminha





Júlia está curtindo muito a priminha Maria.
Assistindo ao primeiro banho, ainda na maternidade, quis saber o porquê disto e daquilo.
- Por que tá chorando?
- Por que tá enrolada na toalha?
- Por que a moça lavou primeiro a cabecinha dela?
E dizia:
- Ai, olha só que fofinha!
Mas, ao responder sobre o que achou dela, disse:
- Ela é linda, maravilhosa, só que ela tem cabelos pretos...

sábado, 8 de outubro de 2011

MARIA! MARIA! e pra LUA, nada?




A Lua mudou no dia 4.
As contrações começaram às 15:30 mais ou menos.
Inicialmente espaçadas, depois foram intensificando.
Começou o trabalho de parto.
Foi decidido que o parto seria Humanizado.
Um parto mais do que normal, com o acompanhamento da Doula (uma versão atual da parteira, que deve acompanhar a parturiente desde o início dos trabalhos.
Mas, outros bebês influenciados pela mudança da lua resolveram vir ao mundo.
E foi uma prova de resistência da doula e da médica e consequentemente da parturiente.
Eu estava apenas separada por um jardim.
Fiquei no meu canto torcendo e rezando pra que tudo fosse tranqüilo.
Apenas percebia o movimento e mandava torpedos pra saber o andamento das coisas.
E foi a noite inteira, as dores intensificando, o tempo entre as contrações diminuindo e às 5:15 me avisaram que dentro de 15 minutos iriam pra maternidade até pra não pegar trânsito.
A chapa do outro carro terminava em 7. Dia do rodízio.
Resolvemos sair de casa antes pra chegarmos antes das 7 no hospital.
Embora nos avisassem que a coisa iria demorar, resolvemos permanecer ali.
Chegaram a avó materna, os tios paternos e a priminha, que se comportou maravilhosamente bem. Chegou o tio materno e ficamos todos lá ansiosos.
Algumas vezes vieram tentar fazer-nos desistir da espera lá.
Eu dizia: Daqui não saio, daqui ninguém me tira...
Foi literalmente “UM PARTO”
Maria nasceu às 23:14 do dia 5 de outubro de 2011, Com 3,915 kg e 51 cm.
Deixamos ela lá, a uma hora da manhã mamando sofregamente sem parar, depois de ficar quietinha dentro da banheirinha em forma de balde com água morna segurada pelo papai.


Parabéns papais guerreiros. Bem vinda, Maria.
Estamos muito felizes com a sua chegada. Só queremos que você seja muito feliz.

P.S.  E a ciência vem querer nos provar que a LUA não tem influência nenhuma.

sábado, 10 de setembro de 2011

AGUARDANDO A CHEGADA DE MARIA

Aproxima-se a data do nascimento de Maria. 
Ansiedade geral.
Tudo se organizando aos poucos. 
Todos estão felizes.
Júlia tem se comportado como uma mocinha. 
Linda. 
Sem ciúmes. 
Aguardando a chegada da priminha com muito carinho. 
Beija a barriga da tia várias vezes. 
Fico feliz com esse comportamento dela.
Como é boa essa espera. 
A espera da VIDA. 
A certeza da VIDA. 
O milagre da VIDA.
Impossível não acreditar na existência de DEUS.

Se quiserem ouvir a música "Canta Maria", de Ary Barroso, com  Fernanda Takai entrem no site abaixo:


http://youtu.be/Lgpii9CqiHE

domingo, 4 de setembro de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Voltar pra casa

É bom viajar. Mas melhor ainda voltar pra casa. Pro nosso porto seguro. Matar as saudades das pessoas queridas. Contar tudo sobre a viagem. Voltar à rotina. Tudo isso faz parte.
Daqui a pouco começar a planejar outra. (Que o Walter não nos ouça, ou não nos leia).
Quando viajamos ficamos em estado de graça. O tempo rende. Não temos que nos preocupar senão com o que faremos, com o que conheceremos. Muito bom esse relax.
Conhecemos Montevideo






e Colonia do Sacramento. 







Valeu a pena. O povo uruguaio muito simpático. Cidade limpa. Fácil de se locomover. Três dias foi o suficiente. Fomos pra Colonia de ônibus (2 horas e meia) e lá ficamos apenas um dia e uma noite. Poderíamos ter ficado 2 noites. Há muito que se ver e curtir. Embora o tempo muito frio nos tenha limitado um pouco as andanças. Mas é linda a cidade.  Com o Rio por toda parte.
De lá fomos de Buquebus para Buenos Aires. Bem confortável.





Buenos Aires que já conhecíamos é sempre bonito. Encontramos um amigo que fizemos numa outra viagem há 11 anos. Comemos muito bem. Bebemos muito bem. Enfim. Só o frio que castigava a cidade atrapalhou um pouquinho. Mesmo assim aproveitamos.





Agora é só entrar no ritmo novamente.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CONSERVATÓRIA

Fomos, no último fim de semana, conhecer Conservatória.
Eu tinha muita curiosidade.
Conservatória fica em Valença, no Rio de Janeiro, há 340 km de São Paulo. É longe. Mas valeu a pena.
A cidade respira música. Em toda esquina ou praça alguém está tocando ou cantando.

Acho que é programa pelo menos pra um fim de semana prolongado. Muito legal.





Veja abaixo a notícia do Globo

"RIO - Assim como o samba foi considerado patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prefeito de Valença, Vicente Guedes (PSC), decretou que a seresta é patrimônio histórico municipal e proibiu o som amplificado nas ruas e nos bares de Conservatória, distrito do município da região do Médio Paraíba.
O excesso de barulho eletrônico estava irritando os turistas e prejudicando a famosa serenata que percorre ruas do Centro às sextas e aos sábados. O cortejo, que também vai a hotéis, é uma das principais atrações de Conservatória e atrai turistas de todo o Brasil, principalmente cariocas, paulistas e mineiros. Esses últimos tiveram o caminho facilitado com a ligação direta até Conservatória por rodovias recentemente pavimentadas.
- A comunidade, os turistas e os seresteiros pediam essa norma há muito tempo porque muitas pessoas estão perdendo a noção de cidadania. Em Conservatória, a seresta é cantada à capela, no gogó. Muitas vezes, pessoas inescrupulosas abriam a mala dos carros e ligavam um som eletrônico absurdamente alto - explica Paulo Roberto Santos, hoteleiro e presidente do Conselho de Turismo do Vale do Café (Conciclo), acrescentando que embora seja um patrimônio imaterial, a seresta é a maior riqueza econômica de Conservatória."

Leia a íntegra na edição digital do GLOBO (exclusivo para assinantes)

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/07/16/em-defesa-da-seresta-conservatoria-abafa-som-eletronico-em-ruas-bares-924922327.asp#ixzz1SYuvgQVV © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 


quarta-feira, 6 de julho de 2011

"LER É BOM E EU GOSTO"

Ler, ler, Ler, ler, ler, ler, ler. O melhor dos vícios. 
Poderíamos dizer que “LER É O MELHOR REMÉDIO” ou que “QUEM LÊ, SEUS MALES ESPANTA” ou ainda “DIZE-ME O QUE LÊS E DIR-TE-EI QUEM ÉS” 


Um dos primeiros livros que ganhei do meu pai, foi um livro de poesias do Casimiro de Abreu, “As Primaveras”. Eu tinha uns 9 anos. Guardei o livro e a dedicatória de meu pai. 


Em casa, meus pais liam bastante. Minha mãe era sócia do Clube do Livro e recebia, mês a mês, um exemplar. Eram livros com capa mole, papel simples, devia ter um custo baixo, mas reproduziam obras dos mais diversos autores: Guy de Maupassant, Émile Zola, José de Alencar, Machado de Assis, Eça de Queirós, Érico Veríssimo, etc.
Lembro de ter lido a Morgadinha dos Canaviais, Pollyana e Pollyana Moça, alguns livros de M. Delli, cujos romances eram feitos para jovens. E eu vivia lendo. Aos 12 ou 13 anos ganhei a coleção Menina e Moça. Cada livro tinha 2 histórias. De aventuras, suspense, sobre jovens. Devorei os livros numas férias. Depois ganhei a coleção do Cronin, Li todos os livros dele. Leitura densa, mas eu gostava.
Durante meu período de colegial tive que ler os livros pedidos no Mackenzie. Lembro que no segundo colegial lemos 23 livros. E houve o episódio do “Encontro Marcado” de Fernando Sabino, cuja indicação de leitura foi desaprovada pela diretoria do Mackenzie, que dispensou o professor de Literatura, Paulo Villaça. Resultado: quem não tinha lido ainda, correu a ler.
Até hoje gosto de ter sempre um livro por perto. Às vezes leio mais. Há períodos que não consigo me concentrar tanto. Mas, em geral, consigo me desligar de tudo que me cerca e me concentrar no que estou lendo. Talvez por isso, goste de escrever. 


Certa época, fiquei sócia de uma Biblioteca Municipal, ali na Lapa, onde pegava os mais diversos livros. Nessa época, li vários livros de Johannes Mario Simmel, a começar pelo “Nem só de caviar vive o Homem”. Houve a fase de Frederico Forsyth, do Sydney Sheldon, Morris West, Arthur Haley e vários outros autores de best sellers. 
Alguns livros ficaram marcados pra sempre: Olhai os lírios do Campo, Ciranda de Pedra, Meu pé de laranja lima. Dom Casmurro, O Tempo e o Vento. Lembro de ter ido assistir ao filme “O Sobrado”, mas eu era muito criança e não gostei. 
Alguns clássicos voltei a ler depois de adulta: O primo Basílio, Os Maias e, é lógico que em cada vez que relemos um livro temos uma análise distinta. 


Fico feliz de ver Júlia gostando dos livros. Ler é um hábito enriquecedor. Desenvolve o vocabulário, a imaginação, aumenta o conhecimento. Quem lê um bom livro não se sente sozinho.
Ultimamente, ganhei do Fábio e Ulli, um livro de uma escritora americana, nova, KATHRYN STOCKETT, sobre a segregação racial dos anos 60, no Mississipi, chamado A RESPOSTA, que eu recomendo. 
Gosto também de romance policial. Um dos melhores que li foi a História do Chacal, depois transformado em filme e muito bem adaptado, por sinal. 
Atualmente, estou lendo um livro policial, O Perseguidor, do Tom Figueiredo. 
Na minha cabeceira já há mais 3 aguardando. Tenho que ler conforme estiver meu espírito. Ás vezes, estou mais propensa a leituras leves. 
Gosto muito do Chico Buarque músico, mas os livros dele, embora premiados e best sellers, não me atraíram. Quando minha tia Maria era viva, mostrou desejo de ler Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher. Como estava esgotado, consegui um exemplar num sebo e dei a ela. Muito tempo depois, ganhei de uma amiga e, ao ler, gostei muito. Acho que é um livro pra mulheres e de preferência de certa idade. Recomendado. Se ficar aqui escrevendo sobre livros acho que não vou parar mais, portanto, vou parar por aqui e deixá-los ler o que mais lhes aprouver.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DE JÚLIA PARA MARIA

Acompanhar a evolução de uma criança é emocionante. Apenas 5 anos e a vontade de ler e escrever é intensa. E a felicidade ao conseguir formar uma frase. Muito lindo.
Há tempos dei ao Fábio um livro chamado UM DIA "DAQUELES", que tem frases associadas a imagens de animais e que procura mostrar as dificuldades e alegrias da vida. Por ter tantas fotos de animais o livro acabou ficando pra Júlia.
Pois ela teve a iniciativa de escrever uma dedicatória nesse livro para dar a Maria. Escreveu tudo sozinha e resolvi digitalizar para guardar.
Fiquei orgulhosa de ver como ela foi desprendida e como ela se expressou com carinho pra priminha que está a caminho.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MANHÃS DE FRIO


Preciso confessar uma coisa: ando com tremenda dificuldade de me separar da minha cama nessas manhãs de frio.
De manhã é quando a cama fica na temperatura ideal. Nem fria, nem quente.
E eu, que pra dormir, necessito colocar um cobertor a mais, durante a madrugada já joguei de lado essa coberta e, pela manhã, sinto-me absolutamente indefesa pra deixar aquele aconchego.
Imagino que um bebê, na hora de nascer, sinta exatamente o que sinto todas as manhãs.
Desejo de ficar ali pra sempre, sem enfrentar as diversidades do mundo lá fora.
E olha que já fui muito friorenta, melhor dizendo, muito mais friorenta. As alterações hormonais da menopausa certamente me tornaram uma outra pessoa, pelo menos, no aspecto da temperatura do corpo.
Em primeiro lugar, tive que abolir definitivamente o uso de pijamas. Meias, só nos minutos iniciais em que me deito. Enfim, já não necessito de trocentas cobertas sobre mim, para regozijo do Walter.
Certa vez, algum amigo publicitário recortou uma charge saída no jornal, adaptou e presenteou o Walter. Vejam no final do texto.
Enfim, são as pequenas compensações que a menopausa nos traz.
Pois é, mas agora que já deixei minha deliciosa caminha, vamos cuidar da vida, né?
Um bom dia a todos.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

fotos antigas do Curso Universitário

Prof. Gerson entretendo os alunos que esperavam os
Originais do Samba


Da esquerda pra direita:
Cristina, Yara, Sandra, Ledice, Ayco, Sonia, Homero
Perrone, Ayco e Hercules
 Ledice e Isabel
Ayco, Isabel, Ledice e Antonio Daoud

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

UM CORAL VIRTUAL

Recebi de uma amiga, Joana, esse link para acessar.
http://www.ted.com/talks/lang/eng/eric_whitacre_a_virtual_choir_2_000_voices_strong.html


Para ter a legenda do vídeo é só escolher Portuguese em Subtitle available, que está logo abaixo do vídeo.
Vale a pena acessar, ver e ouvir esse coral virtual. 

domingo, 15 de maio de 2011

MINHAS AULAS DE PIANO


Comecei a aprender piano quando nem sabia ainda ler direito. Tinha de cinco pra seis anos.
A querida dona Nair Lugon. Essa foto foi tirada quando fiz 50 anos.
A professora, dona Nair, morava na Barão do Bananal, pertinho da nossa casa. E eu iniciei tocando num pianinho de brinquedo, que ganhei.
Não me lembro muito dessa época. Só sei que ia estudar lá na casa da professora.
Quando eu tinha 6 anos fomos morar na rua Cajaíba, também na Pompéia.
Continuei indo estudar todos os dias na casa da professora. Andava umas 6 quadras pra ir e mais 6 pra voltar. Ia sozinha, como, aliás, ia sozinha pro colégio Sagrado Coração de Jesus, onde estudava.
Hoje, fico imaginando que incrível isso. Uma criança andava pra baixo e pra cima sozinha.
Fui gostando de aprender piano e tinha jeito pra coisa. Logo estava tocando bem. Tinha facilidade, inclusive pra decorar.
Passei a participar das apresentações que dona Nair fazia anualmente, sempre tocando impecavelmente.
Anualmente, ela me levava para fazer uma prova com uma professora muito exigente, Dona Rafaella, que depois veio a ser minha professora no Conservatório.
Somente quando eu tinha uns 12 anos, meus pais alugaram um piano, porque eu já necessitava de estudar mais horas por dia.
Até que, em 58 ou 59, meus pais, ajudados pela minha madrinha compraram um piano alemão, cuja venda foi intermediada pela minha professora. Hoje, ele está desafinado, por falta de uso.
Em 1960, prestei exame, e passei, para o Instituto Musical de São Paulo, que ficava na rua dos Estudantes na Liberdade.
Lá freqüentei as aulas de História da Arte, Harmonia, Canto Coral, Solfejo, além das aulas de piano, com dona Rafaella. Acho que, com ela, aprendi a iniciar a leitura de uma partitura e depois colocar a interpretação e a técnica.
Ia todos os dias de ônibus até a Pça. do Patriarca e de lá ia a pé até a Liberdade.  Estudava à tarde, já que pela manhã estava no Mackenzie, onde cursava o clássico.

Paralelamente, eu tirava muitas melodias de ouvido. A princípio, dona Nair não gostava muito, mas depois viu que era impossível barrar essa minha aptidão e até deixou que eu tocasse em uma apresentação que ela organizou, no auditório do colégio Sagrado Coração, uma das músicas que eu havia tirado de ouvido.

Naquela época, eu não tinha nenhuma inibição. Era ver um piano e começar a tocar. Assim foi em um clube, quando fui acompanhar uma amiga que participava do concurso de Miss Objetiva, ou em bares, restaurantes, casa de amigos, enfim. Outro dia, a minha amiga Adélia disse que o marido dela, o Serafim, lembrava-se de eu ter tocado piano em São Vicente, num bar. Eu não me recordava disso.

No Instituto Musical, quem cursava o 9º ano de piano, participava de um concurso, chamado PENEIRA, que escolhia quem tocaria na festa de formatura. Para isso, era necessário que o participante obtivesse, no mínimo, nota 9.
Dona Rafaela queria que eu tocasse a quatro mãos, com a Silvia Bóger, a Dança Húngara nº 5 de Brahms.
Nós, entretanto, achávamos que tínhamos capacidade para tocar a Rapsódia Húngara de Liszt, que julgávamos ser mais impactante, para uma apresentação de formatura. 
Silvia Bóger e eu muito compenetradas tocando a Rapsódia Húngara  sob o olhar atento da Dona Rafaella

Tivemos que travar uma batalha com ela. A Silvia morava em Santo André e eu em São Paulo, no Sumaré. Isso não impediu que nos encontrássemos para ensaiar juntas a Rapsódia. E, tanto ensaiamos, que ao apresentarmos essa peça na Peneira, fomos classificadas para apresentá-la na formatura.
Dona Rafaella foi obrigada a aceitar nossa vitória, o que nos fez aprender que querer é poder.







sexta-feira, 13 de maio de 2011

LEMBRANÇAS DA ADOLESCÊNCIA agora com P.S.


Tenho reencontrado pessoas que fizeram parte da minhá vida na minha adolescência e que eu não via há muito tempo.
Muito bom esse resgate. O último que fiz é porque agora faço parte de um coral.
Coral é a coisa mais gostosa que existe. No término de cada ensaio, a gente se sente com a alma lavada.
Já cantei antes em coral. No clube, nos anos 70 e no trabalho, durante uns 3 ou 4 anos.
Agora, tive a oportunidade de fazer parte de outro coral. Outra vez, falarei somente do coral.

Mas, hoje quero contar uma história da adolescência, lembrada pela Penha, ontem. A Penha é uma das amizades que, felizmente, resgatei, por conta do Coral. Ela cantava muito bem e eu resolvi chamá-la pra fazer parte.

Nos idos anos 60, minha mãe recebeu uns convites para um espetáculo de marionetes feito por 4 gaúchos, no velho Teatro de Alumínio, ali no Anhangabaú.
Convidei a Penha, Célia e Loli e fomos acompanhadas da Alzira, que trabalhava na casa da Penha há anos.
O espetáculo era muito bem feito e tinha um fundo musical, cuja última estrofe não entendíamos direito.
E como no final, os rapazes vieram com seus bonecos se apresentar para o público fomos conversar com eles, que, por sinal, não eram de se jogar fora.
Deviam ter uns 18 anos pra mais.
Nós gostamos deles e eles de nós. Trocamos telefones e então promovemos:
·       um jantar na casa da Penha;
·       um espetáculo de teatro na minha casa;
·       um bailinho na casa da Célia.

O jantar na casa da Penha foi súper gostoso e a mãe da Penha ficou conhecendo os rapazes.
O espetáculo de marionetes na minha casa foi um sucesso, já que chamamos todas as crianças e jovens que conhecíamos.
E o bailinho na casa da Célia foi, como sempre, perfeito.

Nesse momento, a Penha já estava de namoro com um dos rapazes, a Célia de paquera com outro, um deles interessado na Loli e eu, que até então tinha um namorado que andava sumido havia um mês, mais ou menos, fui cortejada pelo irmão do namorado da Penha, que desistiu de fazer uma viagem ao Rio.

A Penha marcou de encontrar o namorado na porta da Igreja e eu iria segurar vela, acompanhada do irmão dele (o único de quem eu lembro o nome: Antonio Carlos).
Eis que, avisado por algum amigo presente ao bailinho, aparece de bicicleta o meu namorado sumido. 
E fomos os 3 andando atrás da Penha, eu no meio dos dois, que pareciam querer se e me fuzilar. (rsrsrsrsrsrsrs). Lembranças inesquecíveis da adolescência.
P.S. A Ana Lia, irmã da Penha lembrou do nome do namorado da Penha, Jorge.


P.S. II - Cometário da Célia:
"Sabe o que foi que eu lembrei?
O nome do meu paquera, do teatro dos bonecos era....Nei Jancowisk ( eureka...precisei de duas caixas de Ginkgo Biloba, para recordar) e durante algum tempo, trocamos cartas, com a revisão final de mamãe, é claro.
Tempos bons aqueles, hein...."