Preciso confessar uma coisa: ando com tremenda dificuldade
de me separar da minha cama nessas manhãs de frio.
De manhã é quando a cama fica na temperatura ideal. Nem
fria, nem quente.
E eu, que pra dormir, necessito colocar um cobertor a mais,
durante a madrugada já joguei de lado essa coberta e, pela manhã, sinto-me
absolutamente indefesa pra deixar aquele aconchego.
Imagino que um bebê, na hora de nascer, sinta exatamente o
que sinto todas as manhãs.
Desejo de ficar ali pra sempre, sem enfrentar as
diversidades do mundo lá fora.
E olha que já fui muito friorenta, melhor dizendo, muito
mais friorenta. As alterações hormonais da menopausa certamente me tornaram uma
outra pessoa, pelo menos, no aspecto da temperatura do corpo.
Em primeiro lugar, tive que abolir definitivamente o uso de
pijamas. Meias, só nos minutos iniciais em que me deito. Enfim, já não
necessito de trocentas cobertas sobre mim, para regozijo do Walter.
Certa vez, algum amigo publicitário recortou uma charge saída
no jornal, adaptou e presenteou o Walter. Vejam no final do texto.
Enfim, são as pequenas compensações que a menopausa nos traz.
Pois é, mas agora que já deixei minha deliciosa caminha,
vamos cuidar da vida, né?
Um bom dia a todos.


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