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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SUFIXOS (INHO, ZINHO)

Ontem apostei com o Mauro que o correto era "pãesinhos" e ele me afirmou que era "pãezinhos".
Difícil encontrar a regra.
Eu achava que sempre seria assim:
Tem "s" na raiz da palavra principal, acrescenta-se INHO.
Não tem "s", acrescenta-se ZINHO.
Assim, teríamos: pãozinho, leãozinho, Mariazinha, Joãozinho, etc.
Teríamos também: casinha, mesinha, coisinha, etc.
Pois é, dentro desse raciocínio, eu entedia que, se falamos "pães", no diminutivo passaria a ser "pãesinhos".
Errei redondamente e perdi a aposta.
Coloco aqui a regra melhor que encontrei pra explicar esse assunto e pra que não incorram no mesmo erro.
http://www.algosobre.com.br/educacao/diminutivo-sob-suspeita.html
Parabéns, filho. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que é correto: presidenta ou presidente?


Do site:

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/eleicoes-2010     


Eleição de Dilma Rousseff suscita controvérsia sobre como chamá-la

Maicon Bock  |  maicon.bock@zerohora.com.br
Eleita para a Presidência da República, Dilma Rousseff suscita uma dúvida. A partir de 1° de janeiro, ela será chamada de presidente ou presidenta do Brasil? Embora as duas formas sejam aceitas pelos dicionários de língua portuguesa para definir a mulher que ocupa o cargo máximo de um país, há controvérsia entre gramáticos.

Durante a campanha, o PT usou a palavra presidenta como estratégia para reforçar Dilma como a primeira mulher na Presidência. O termo feminino foi uma forma de apresentar um diferencial à candidata, que no primeiro turno teve uma mulher como oponente, Marina Silva (PV).

Autor dos livros Português Prático e Guia Prático da Nova Ortografia, o professor Paulo Flávio Ledur avalia que seria importante ouvir a opinião de Dilma sobre a questão. Para ele, a forma presidenta é a mais adequada:

— A mulher está assumindo posições novas na sociedade. Embora se aceite a forma feminina em professora, doutora, juíza, e em outras não, eu defendo uma forma única. É claro que num primeiro momento, nós estranhamos porque é novo, mas é uma questão de hábito. A língua se faz pelo uso. Na medida em que o uso se consagra, a estranheza desaparece.

Na Argentina, houve discussão semelhante quando Cristina Kirchner se apresentou como candidata. Com a resistência ao uso da palavra presidenta pelos meios de comunicação, ela bradou em um discurso como queria ser chamada se eleita.

— Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa... e não presidente! — disse, esticando a letra a.

Após a posse, Cristina rejeitou documentos da Casa Rosada que continham a palavra presidente ao invés de presidenta, exigindo correção e nova impressão. Atualmente, jornais como La Nación e Clarín usam a versão pedida pela presidenta. No Chile, a primeira mulher a chegar ao cargo máximo do país, Michelle Bachelet, era chamada de presidenta nos jornais El Mercurio e La Tercera, entre os mais importantes.

O professor Adalberto J. Kaspary, autor de Português Para Profissionais, defende o uso da forma comum aos dois gêneros: presidente. Para ele, respaldado pela Academia das Ciências de Lisboa, a palavra presidenta tem uma carga pejorativa. Kaspary, inclusive, aconselhou Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, a adotar a forma "agenérica" presidente, isto é, adequada para os dois gêneros e mais formal.

Famoso pelos programas de TV sobre língua portuguesa, o professor Pasquale Cipro Neto explica que normalmente as palavras que terminam 'nte' não tem variação. O que identifica o gênero, destaca ele, é o artigo que o precede, como por exemplo, o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte. O sufixo é originário do latim, do particípio presente, e segue a mesma regra atualmente no português, italiano e espanhol.

— Algumas, pelo uso, acabam se impondo também na forma feminina, como presidenta, que está em todos os dicionários e que pode perfeitamente ser usada. Se Dilma fizer questão de ser presidenta, ninguém vai poder contrariá-la. Se ela quiser ser chamada assim, terá todo o direito.

Coordenador executivo da campanha de Dilma no Estado, Ary Vanazzi diz que o debate tende a ficar mais forte agora, a partir da eleição da petista:

— Em alguns discursos, ela usou a palavra presidenta, mas depois voltou a falar presidente. Mas a campanha é uma coisa diferente. Pode haver outra definição depois da eleição, já que existirá a função de presidenta.

sábado, 7 de agosto de 2010

A propósito, "história" ou "estória"

Segundo o Professor Pasquale Cipro Neto:


O caso de "história" e "estória" é uma das tantas maluquices da língua. O Aurélio registra "estória", mas diz que não se recomenda o uso. O Vocabulário Ortográfico Oficial também registra, mas, na prática, pouca gente tem coragem de usar. O melhor conselho parece ser o seguinte: use sempre história. ninguém poderá dizer que você está errado.
Existem outras opiniões, mas vou deixar que cada um pesquise à vontade.