quinta-feira, 26 de setembro de 2013

TELEVIZINHOS


A geração de 40/50 viveu essa situação do TELEVIZINHO.
Os mais moços nem sabem o que é isso.

Quando a televisão chegou ao Brasil e a TV Tupi foi inaugurada, nem todos tinham o aparelho de TV.
Primeiramente, só algumas pessoas tinham condição de comprar.
Era privilégio de poucos, os que tinham mais posses.
Havia, à época, uma programação bem restrita. Poucos horários.
Era comum então, principalmente as crianças, irem assistir à TV na casa dos vizinhos, daí, o termo.
E o Walter conta, que ia, diariamente, ver algum programa na casa de uns parentes que moravam próximos.
Os adultos ficavam jogando cartas, na sala ao lado, enquanto ele ficava ali quietinho vendo TV. Imagino que minha sogra recomendasse que ele se comportasse direitinho.
Na frente dele, uma fruteira, sempre cheia de frutas convidava-o a se servir à vontade, sabem como é criança.
Ele, olhava pra ver se ninguém estava olhando e pegava uma banana. E pra se livrar da casca, jogava debaixo de um móvel na sala.
Nunca ninguém reclamou disso. Mas, certamente, deviam comentar a respeito.
E ele, ingênuo, devia achar que ninguém ia perceber.
Coisas de criança.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DENTE QUEBRADO

Aos 6 anos, com o dente definitivo recém nascido, pulando corda, caí de boca no chão e quebrei o dente incisivo superior.
Fiquei passada. Num primeiro impacto, minha mãe ficou brava comigo. Disse que eu ia ficar assim.
Chorei muito. Disse pra ela que eu ia trabalhar, ganhar dinheiro e ia no dentista pra ele arrumar meu dente.
Pedi pra minha mãe não contar pro meu pai.
É lógico que ela contou. E ele, pra ver o estrago, pedia pra ver o meu dente lá de trás. E a boboca aqui, achava que ele era tão distraído que nem tinha visto o dente quebrado.
Quando somos crianças os dentes parecem maiores e aquele quebrado chamava muito a atenção.
O tempo passou. O dentista achou melhor aguardar eu crescer para fazer uma "coroa de jaqueta".
Acostumei. Todos acostumaram. Passou a fazer parte de mim. E, como não houve cárie, ele foi ficando.
Quando o Mauro ficou adolescente, começou a implicar com meu
dente quebrado. Não sei se ele comentou com a minha dentista, à época, só sei que, um belo dia, ela resolveu que ia dar um jeito no meu dente. Fiquei receosa e perguntei a ela o que faria se todos estranhassem. E ela disse que a gente quebrava outra vez.
Cheguei em casa e tive que dar muitos sorrisos pra que  percebessem que o dente quebrado não estava mais ali.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

PRA ULLI

Um dia, ela chegou lá em casa, toda sorridente. Queria conhecer a família do Mauro, já que ele tinha feito propaganda da gente.
Jovem, 19 anos, cabelo curtinho, uma graça. Vinha com o Pedro, grande amigo do Mauro, a quem considera primo, (já que as mães são amigas desde criança). Vinham buscar todos pra assistirem juntos a uma partida de futebol no campo.
E, naquele dia, estávamos todos conquistados, principalmente o Fábio.
Alguns meses depois estavam eles namorando.
Acompanhamos o crescimento dela, exterior e interior. Determinada, voltou a estudar, chegando à Universidade, onde encontrou as grandes amigas com quem convive até hoje.
Acostumada a trabalhar desde garota, como modelo, não deixou o trabalho enquanto estudava, levando a sério ambas as atividades.
E hoje, 20 anos depois, tornou-se uma executiva de sucesso e uma dona de casa, mulher companheira e mãe admirável.

Palmas pra você, Ulli querida. Nós nos orgulhamos de você!