segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Xinxim de Galinha

Era 1965.
Uma quarta-feira antes da Semana de Páscoa. Eu trabalhava há seis meses no Curso Pandiá Calógeras. Professores e nós, funcionários, fomos convidados para um jantar na casa do Patrão, no caso, meu primo Roberto. Lá fomos nós.
Depois de saborearmos o Xinxim de Galinha e batermos muito papo, meu primo e sua mulher, a Catarina, nos deram uma carona, a mim, ao meu colega, e já tão amigo, Walter e a uma professora.
O Walter sentou-se no meio de nós duas. E, em dado momento em que coloquei o dedo na boca, ele tirou minha mão da boca e ficou segurando.
Fiquei imóvel. 
Disfarçadamente, tirei a mão da dele, mas ele agarrou de novo. E, assim foi até meu primo me deixar em casa.
Nada falamos.
Desci do carro com o coração batendo forte, mas sem saber muito o que estava acontecendo.

Fiquei pensando que quando entrei lá, pra trabalhar, tinha um namorado, que não se conformando com o fato de eu ir trabalhar num lugar onde havia tantos rapazes, acabou terminando o namoro. 
Um dos rapazes frequentadores do Pandiá, que já estava na Faculdade de Economia e Administração da USP, junto com o Walter, começou a me acompanhar até o ponto do ônibus diariamente. E, em dado momento, falou que estávamos namorando (Coisas de 1965).  
Mas, quando percebeu que minhas amigas namoravam pra valer e que minha mãe não me deixava sair sozinha com ele, deu uma desculpa esfarrapada, de que entraria em provas (fazia duas faculdades) e nunca mais apareceu. rsrsrs
Fiquei com raiva, mais pelo descaso do que por qualquer sentimento.

Bem, tudo isso pra explicar o que naquele 14 pra 15 de abril, me passou na cabeça:
"Se o Walter não me telefonar ou aparecer, vou ter que sair do trabalho, pois vou ficar falada..."

Mas, eis que na quinta-feira santa ele me liga e pergunta se pode passar na minha casa. 
É lógico que eu disse que sim.
E ele apareceu com um ovo de Páscoa e me convidou pra dar uma volta.
Lembro até com que roupa eu estava.
Naquele dia começamos nosso namoro, combinando que, se um dos dois chegasse à conclusão que não queria mais continuar, seria honesto e verdadeiro.
Estamos nisso há cinquenta anos. 
Nosso casamento se deu exatos cinco anos depois.







Quem sabe, iremos comemorar saboreando um Xinxim de Galinha. Nem me lembro mais como é.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A VIDA SERIA SEM SENTIDO SE

E o segundo trimestre se inicia, sem nem termos percebido o fim do primeiro. E o que fizemos? Até agora NAAADA.
E lá vem o Contador cobrar os documentos para o Imposto de Renda, ai meu Deus!
Já foi o Carnaval, a Páscoa e o tempo é implacável. Vem correndo, quem quiser que o siga e não perca o trem...
Ainda bem que temos os momentos com as crianças que nos fazem parar, sorrir, curtir e sentir que vale a pena.


Pedroca se divertindo na chuva
(Por alguma razão estão aparecendo videos que não estão ligados ao assunto) 

Maricota se aventurando na piscina

Juju fazendo demonstrações

E, agora na Páscoa, a descoberta do presente do coelhinho, que eles tanto curtem. 
Ritual aqui


o mesmo ritual na Bahia

Isso nos faz sentir que tem valido a pena. E que nós vivemos pra deixar nossas marcas, nossa família, nossa prole. E que nada teria sentido se isso não existisse.