domingo, 28 de novembro de 2010

VEJAM FOTOS DO GENTE HUMILDE

COLOQUEI EM "ADENDO" FOTOS DOS INTEGRANTES DO GENTE HUMILDE EM DOIS EVENTOS:  EM 1991 E 1993, RESPECTIVAMENTE, NIVER DO GABRIEL E DO WALTER.
TODO MUNDO DE CABELO PRETO (RS)


sábado, 27 de novembro de 2010

DOIS PASTEL ARRASOU!!!

Foi muito bom reencontrar os ex-Gente Humilde na noite de sexta-feira.
João e Elza vieram especialmente de Campinas. Olímpio se dividiu com evento do Colégio Gracinha e a apresentação da Banda Dois Pastel e Um Chopes
Norico, ainda con fusa com o fuso do Japão, de onde recém chegou, fez questão de prestigiar. 
Oswaldo e Denise trouxeram amigos.
O Walter e eu estávamos felizes por juntar amigos tão queridos.
Pena que o Zé e a Filó não puderam ir.
As músicas nos fizeram reviver um tempo muito bom.
A Banda, que começou com o trio(daí o nome):Toninho no pandeiro e timbatera, de Guide no saxofone e clarinete e Marcos, violão e voz,  está com um som incrível, muito profissional.
Belo som e belas vozes. Muita harmonia e muito gás.
Tem Tuca no baixo, Haroldo no cavaco, Ângela Lyra cantando lindamente e o percussionista Luizão. Parabéns a todos. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OLHEM SÓ O 'DOIS PASTEL E UM CHOPES' TOCANDO NA NIGHT


BEM VINDO 

VIANA BAR: ESPAÇO E CONFORTO

Localizado no bairro de Moema, a Alameda dos Aicás no nº 1219, o Viana Bar Grill é uma excelente opção para: Almoço, Happy Hour, Drink com os amigos.

 

MÚSICA AO VIVO

DIA 26/11/2010: Banda DOIS PASTEL E UM CHOPES 
A partir das 21hs aqui no Viana bar: choros, bossa nova e sambas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

POMPÉIA


Nasci na Pompéia, na época Vila Pompéia.
Estudei no colégio das freiras, dos 4 aos 14.
No colégio participava de tudo, teatro, brincadeiras, coral (que, por sinal, era obrigatório), apresentações de dança, de piano, basket (com toda minha altura), enfim. Foram dez anos de total integração.
Aos 8 ganhei uma bolsa de estudos, fazendo um exame numa entidade chamada Colméia, onde trabalhava uma amiga da minha tia Loreto, que avisou da tal prova.
Essa bolsa custeou meus estudos até o colegial no Mackenzie, que então passou a ser parcial.
Vivi intensamente minha infância e adolescência, quando fazia parte de uma turminha maravilhosa, que promovia bailinhos todo fim de semana e dos quais eu participava. Algumas amizades permaneceram. Em 98, conseguimos reunir um grupo, que desde os anos 60 não se encontrava. Em 2000, reunimos um grupo maior,  que agregou pompeanos mais novos, numa reunião bem animada. E, desde então, tem havido encontros muito concorridos, de tempo em tempo.   
O Walter também nasceu e viveu na Pompéia, embora só fôssemos nos conhecer em 64 e fora dali. Descobrimos, então, que tínhamos vários amigos comuns. Hoje, a Pompéia está cheia de barzinhos e restaurantes, inclusive numa das casas em que morei.
 O Estadão de ontem, 21/11/2010 destacou as bandas  e grupos musicais do bairro, num  momento em que Paul McCartney vem a São Paulo fazer um show.
 Transcrevo abaixo, parte da reportagem:

SP cidade do rock: do berço na Vila Pompeia aos shows de Paul McCartney”


...“Berço. Para mostrar onde surgiu essa veia roqueira da cidade, o Estado conversou com músicos moradores da Vila Pompeia, bairro da zona oeste que foi o berço do rock nacional e não por acaso carrega o simpático apelido de "Liverpool brasileira", em referência à cidade inglesa onde nasceram os Beatles.
Foi nas ruas tranquilas do bairro que os paulistanos ouviram, nos anos 1960, os acordes das primeiras guitarras elétricas vindos das casas de bandas como Os Mutantes, Tutti Frutti, Made in Brazil, Os Incríveis e Rádio Táxi. Com o passar das décadas, o bairro se reinventou e foi perdendo a cara de vila operária para se tornar cosmopolita. Mas a vocação musical que lhe deu fama permanece intocada, bem como a preferência dos roqueiros na hora de escolher um bairro para morar.”


domingo, 21 de novembro de 2010

VIZINHOS E VIZINHANÇAS


São muitas as passagens engraçadas que tivemos com os vizinhos.
Difícil será lembrar de todas.Vou tentar lembrar pra contar.

1 - Pescando a chave

Numa das vezes que saí com os meninos, ao voltar, quando fui abrir a porta da sala percebi que a empregada, que já tinha ido embora, tinha passado o trinco na mesma.
Estávamos presos do lado de fora.
O que fazer?
Nessas horas, invariavelmente, batíamos na porta da Beth. Pobre Beth.
O Walter não costumava chegar cedo, portanto, precisávamos pensar rápido em uma brilhante solução.
Nós deixávamos uma cópia da chave num chaveiro pendurado atrás da porta da cozinha. E o vitrô ficava na parede lateral.
- Elementar, minha cara Lê, disse a Beth.
Pegou uma escada alta, colocou no muro, o Mauro subiu, ficou no muro e ajudou a colocar a escada do outro lado.
Aí a Beth desceu no meu quintal.
Alguém arrumou um bambu. Colocamos um arame na ponta do bambu e a Beth subiu num patamar embaixo da janela da cozinha pra tentar pescar a dita chave.
E não é que conseguiu? Foi uma ação pra  MacGyver nenhum botar defeito.


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2 – Menina é tão alegre


Certo fim de semana, a Beth viajou com o Francisco e as 3 meninas ficaram sozinhas. As mais velhas já eram adolescentes.
Ela me pediu pra dar uma olhada nelas. Ver se estava tudo bem. Enfim.
Fiquei atenta.
À noite, comecei a ouvir muita risada do lado de lá.
Não havia barulho de briga, nem de confusão. Só risada.
E eu pensando com meus botões:
- menina é tão alegre!
Como percebi que logo depois tudo estava apagado e silencioso, deduzi que haviam ido dormir.
Quando a Beth voltou fiquei sabendo do porquê das risadas.
Havia surgido um ratinho na lavanderia e estaria dentro da máquina de lavar.
As risadas eram de nervoso.
Elas fecharam a porta da lavanderia e a Beth e o Fran tiveram um trabalhão pra caçar o danado.

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3 – Seria macumba?

Numa outra vez que eles viajaram, fui verificar pela janela do banheiro, se estava tudo tranquilo por lá,  e vi que havia um clarão vermelho com o qual fiquei cismada.
Pra ser bem original, vocês sabem, à noite todos os gatos são pardos....
Chamei o Walter, que também ficou com a pulga atrás da orelha.
Resolvemos chamar um outro vizinho pra ver o que ele achava. Olhávamos pelo muro e víamos o tal clarão. O vizinho resolveu pegar uma arma.
Ficamos naquela indecisão. Pular o muro ou não pular, eis a questão.
Os homens acharam melhor pular o muro, mesmo com a não concordância nossa e lá estava ela: uma vela de 7 dias, que a sogra da Beth havia acendido e colocado na lavandeira, para pedir proteção à casa, já que eles haviam viajado.

MAIS UM PRÊMIO PARA FERNANDO PRADO

Como não consegui copiar/colar do Estadão, vou transcrever parte do artigo do suplemento CASA:

'Na terça-feira, 23/11, serão apresentados oficialmente os vencedores do 24º Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira. A exposição ficará em cartaz até 17/01/2011.'
E o nosso Batata, Fernando Prado, estará entre os premiados, pra variar, com sua luminária da linha Bauhaus, que ganhou o 1º lugar na categoria iluminação. Pena que não consegui copiar a luminária pra mostrar pra todos o talento do Fernando.

OLHEM O 'BARÃO' AÍ DE NOVO, GENTE, NO ESTADÃO DE DOMINGO


Duas semanas antes de lançar uma linha de móveis na mostra Design OK, Flávio Barão Di Sarno, fundador do estúdio Nódesign com Leonardo Massarelli, esteve na fábrica da Clássica para conferir a produção, em companhia do Casa. Com um conceito de design molecular, os oito móveis da dupla são únicos. A forma final de cada um tem a ver com a multiplicação de uma molécula base, como na mesa Cúbica, formada por cubos, ou na Anelídea, composta por anéis. "A coleção tem inspiração no processo da natureza, que não é estática", diz Barão.
A Design OK reúne nove estúdios com o propósito de despertar o interesse para o design autoral e viabilizar a comercialização das peças. Futuramente, o grupo planeja criar um selo com essa marca.
NOVIDADES NA 2ª MOSTRA DESIGN OK
De quarta-feira até sábado, os estúdios André Cruz Design e Ideias, Carbono, Estudiobola, Nada Se Leva, Nódesign, Ovo, Pedro Mendes, Pedro Useche e Sérgio Fahrer vão ocupar um galpão na Casa Verde, zona norte, com peças criadas especialmente para a mostra. As visitas devem ser agendadas pelo tel.: (11) 7637-6730 ou pelo e-mail:grupodesingok@gmail.com.

Que progresso, hein!


Selecionei alguns trechos  da reportagem d'O Estado de S.Paulo de 21/11/2010

'O papa Bento XVI admitiu, em declarações para um livro do escritor alemão Peter Seewald, que o uso da camisinha pode ser justificável em alguns casos e clama por uma "humanização da sexualidade" como forma mais eficaz de combate à aids.'
'Bento XVI dá como exemplo de uso justificável do preservativo as relações que envolvam prostituição. "É o primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente o conhecimento do fato de que nem tudo é permitido e não se pode fazer tudo aquilo que se deseja", diz o papa, referindo-se ao caso hipotético de uma prostituta.'
'A declaração marca a mais significativa mudança de posição da Igreja das últimas décadas em relação ao uso da camisinha, que sempre foi vetado ou desestimulado pelo Vaticano.'
'Na entrevista, porém, Bento XVI alerta que "concentrar-se somente no preservativo representa banalizar a sexualidade". Para ele, as pessoas não veem mais nela a expressão do amor, mas uma espécie de droga. "Por isso mesmo a luta contra a banalização da sexualidade faz parte de um grande esforço para que ela seja valorizada positivamente e possa exercitar seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade", afirma.'
'Christian Weisner, do grupo pró-reforma alemão Nós Somos a Igreja, disse que as declarações de Bento XVI são "surpreendentes e, se for mesmo o caso, todos podem estar felizes pela capacidade do papa de aprender".'

Prefiro não comentar.



sábado, 20 de novembro de 2010

UMA CARTA MUSICAL


Em 23/11/77 escrevi uma carta musical à minha amiga Teresa, porque eu estava muito em falta com ela.Foi uma maneira de me desculpar pela ausência.
Utilizei a música do Chico Buarque, "Meu Caro Amigo", que você pode ouvir no site abaixo, antes de ler a minha adaptação: 

Ler cantando.

I
Minha cara amiga me perdoa, por favor,
Se há muito tempo eu não te escrevo.
É que a preguiça andou comigo sim senhor.
Olhe, a mentir eu não me atrevo.

II
Aqui em São Paulo anda tudo tão legal,
E até tem dado pra dançar um Rock and Roll.
Uns dias chove, noutros dias bate sol.
E o que eu quero lhe dizer
É que a coisa aqui ta boa.
É pirueta pra levar minha vidinha
Levar filho pra escola, sair com o maridinho
Fazer artesanato, que também só com trabalho
Ninguém agüenta a vida não.

III
Minha cara amiga eu bem queria te escrever
Pois as saudades são tão grandes
Cheguei até o cabeçalho começar
E então eu tive que parar
É que as crianças começaram a brigar
E tive logo que correr pra separar
Um dia um bate, noutro dia ele apanha
E como juiz de football a gente vai levando.
Ou com chinelo, ou com pito tão bem dado
A gente vai ensinando, a gente vai brigando
A gente vai berrando, que senão, só com beijinho,
Ninguém leva criança não.

IV
Minha cara amiga vou então me despedir
Pois você deve estar espantada:
- “O que será que aconteceu com a Ledice
Para ficar tão inspirada”
Vou esperar pela resposta musical
Desta cartinha, entre nós, original.
Se não quiser, minha amiga, não faz mal
Mas que serviu pra distrair, isto lá é verdade...

O Fábio e o Mauro mandam um beijo pra você
Um beijo na família, na sua tia, e nas suas primas
O Walter aproveita pra também mandar lembranças
E eu mando um beijo para a amiga tão querida, tchau.

ONDE FICA VOCÊ NESSA HISTÓRIA


A maratona diária não termina nunca.
Mal amanhece e a lista de compromissos é passada a limpo
na memória, na certeza de que nada ficará esquecido.
- 24 horas serão suficientes para encaixá-los?
Trabalho, reuniões, viagens, marido, agenda dos filhos.
A arte de ser mãe faz com que se esteja em dois lugares ao mesmo tempo:
 psicólogo, dentista, aula de natação, treino 
de futebol, ou aula de balé, aula de inglês...
- hoje é muito importante que eles aprendam línguas!
... música, reunião com a orientadora da escola.
Banho rápido.
- como é prático esse corte de cabelo!
Batom.  hum!  Pronto.

- Ei!  Espere um pouco.
Onde fica você nessa história?
Há quanto tempo está convivendo com essa dor de coluna?
E essa pele ressecada? essa roupa larguinha e confortável
que você usa sobre o fusô pra disfarçar as gordurinhas.
Pare. A vida é curta. Curta-a.
Cuide-se. Ame-se. Seu corpo e sua saúde precisam, urgente,
de seus cuidados.  

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MAKING OF DO FILME DE NOTEBOOK DA SAMSUNG

Acho que vocês gostarão de ver o making of do comercial da Samsung, feito pelo Fábio Pinheiro e pelo Alessandro Cassulino. Gostei muito. 


É só acessar o site: 
www.programareclame.com.br
E onde está escrito Pesquisar por, colocar SAMSUNG e clicar em buscar. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E POR FALAR EM VIZINHAS...

A Rua

Moramos de 74 a 96 na mesma rua. De 79 a 96 na mesma casa, ao lado da casa da Beth e do Francisco.
Era uma rua muito gostosa, onde os meninos brincaram muito. Naquela época ainda era possível brincar na rua. Jogaram bola no meio da rua, ou num campinho que deu lugar a dois prédios. Andaram de carrinho de rolemã, de bicicleta. Fizeram campeonato de ping-pong, e deram muitas festinhas de aniversário.
Por causa deles fizemos grandes amizades. E vivemos grandes histórias.

Era uma rua meio interiorana, que nos permitia vivê-la intensamente.
Era a kombi que passava todos os sábados, lá pelas 13:00h, cheia de produtos e guloseimas e cujo motorista, um português de voz fina, anunciava com seu sotaque lusitano, bem ao estilo de ‘Pamonhas de Piracicaba’:
- macarrão, farinha de trigo, farinha de mandioca, farinha de rosca, balas, chocolates, pirulitos, pipoca doce e muitasss coisasss maisss!!!  
E lá iam as crianças de todas as casas, com suas mesadinhas, escolher a guloseima que mais lhe apetecesse, e nós, donas de casa, aproveitávamos pra comprar algo que estava faltando no momento;

Era o cobrador do Instituto Pe. Chico, que passava todo mês;

Éramos nós, mães, que aproveitávamos que as crianças estavam na rua pra bater um papinho;

Eram os homens que, aos sábados, aproveitavam pra lavar o carro, enquanto batiam papo, tomando caipirinha ou cerveja.


Refeições conjuntas

Isso nos levava, muitas vezes, a resolver juntar o que havíamos feito de comida  e promover almoços comunitários. Foram muitas as vezes que fizemos isso.
E como era bom. Nos divertíamos muito e as crianças também adoravam.   
Passávamos de uma casa para a outra pegando comidas e bebidas e deixando os vizinhos da frente intrigados com aquele entra e sai.
Houve uma vez que estava tão calor que, com a piscininha dos meninos armada, pegamos o esguicho e escorregamos de barriga no piso vitrificado do quintal, nós, a Beth, o Francisco e até os pais da Beth e claro, as crianças. Bons Tempos.
Muitas foram as vezes que fizemos esses almoços com a Fátima e o Rafaelle, pais do Gian (aquele dos pontos), que apesar de não morarem na mesma rua, eram muito amigos e participavam também.
Muitas vezes íamos à Pizzaria Paulino da Cerro Corá, todos nós e ainda a Bel, o Claudio e as meninas.
Os garçons já nos conheciam. Arrumavam duas mesas, uma para nós e outra para as crianças, que ganhavam massa de pizza.
Não tínhamos problema com as crianças. Os garçons se encarregavam de cuidar deles.


Tardes divertidas

Naquela época, nenhuma de nós trabalhava fora. Olha que trabalhávamos muito em casa, mas arrumávamos tempo pra tantas diversões: bingo, curso de maquiagem, bazares, outros cursos.
Era moda, na época, juntar  amigas pra que alguém viesse vender produtos de limpeza, beleza, lingeries, tupperware, etc.
Uma vez, fizemos em casa uma reunião pra venda de lingeries. Nós mesmas desfilávamos. De camisola, baby doll, peignoir, enfim.
Uma das convidadas ficou um pouco preocupada com a janela da sala e eu a tranqüilizei dizendo que de lá de fora não dava pra ver nada.
Depois que desfilamos calmamente, com aquelas roupitchas transparentes, passou alguém lá fora e abanou a mão pra nós.
Só aí percebemos que talvez tivéssemos exposto nossos corpinhos para a vizinhança.
Há mais "causos". Aguardem.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SUSTOS, PONTOS E VIZINHAS AMIGAS


A vida de mãe e pai não é só de alegrias, como todos sabem.
Tivemos nossos momentos de sustos. E que sustos!

O Mauro começou cedo e não parou.
A primeira ida pro Pronto Socorro foi quando ele tinha 1 aninho e bateu o canto dos olhos na quina da mesinha da sala.
Corremos pro Hospital Pan Americano. Não foi preciso dar pontos, apenas um curativo, mas o coração de mãe ficou apertado.

A segunda vez, ele já estava na escolinha, tinha uns 3 anos e cortou o supercílio.
Me ligaram da escola dizendo que tinham levado ele pro Pronto Socorro. Lá fui eu desesperada. Ele levou uns 4 pontos e tudo correu bem.

Cortou a mão numa porta de vidro aos 4 anos, mas quem se assustou foram as avós, que estavam tomando conta deles porque nós havíamos viajado. Quem acudiu foi a Deja, uma das secretárias do outro capítulo e uma vizinha muito amiga, a Bel, mãe da Alê (a que deu confort) e da Claudia, (que tomou o confort), hoje mãe de 3 bebês e que mora nos Estados Unidos. Nessa ocasião, ele levou 8 pontos.

Por duas vezes cortou o queixo (uns 4 ou 5 pontos cada uma)  e aos 6 anos quebrou o braço esquerdo. Ele que é canhoto.
E alguém pensa que ele ficava quieto. É claro que não. Tinha uma vitalidade que não parou nem quando teve hepatite aos 9 anos, que o obrigou a ficar de cama por 3 meses. Jogava vídeo game o dia todo.

Ele e o Gian Fábio, outro arteiro, contabilizavam os pontos que levavam pra ver quem fazia mais.
No feriado de Páscoa o Gian cortou a orelha numa árvore e o Mauro quebrou
o braço jogando bola,  cada um louco pra contar pro outro sua façanha

Até que o Fábio,  que nunca tinha quebrado nada, aos 14 anos, jogando bola com o Mauro na garagem de casa, para se segurar, enfiou o braço na porta de vidro e fez um estrago.
Dessa vez quem me ajudou a levá-lo pro Pronto Socorro foi a Beth, outra grande amiga, vizinha.
Foram duas cirurgias, muitas orações e muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiitos pontos.
O Mauro e o Gian nunca mais quiseram apostar quem tinha mais pontos.
O Fábio com essa façanha ganhou estourado dos dois.
Graças à Ana, outra amiga, vizinha, que conhecia um senhor cirurgião de mão, o Dr. Heitor Ulson, foi feita uma microcirurgia e, após dois anos de  terapia ocupacional, não ficou senão uma pequenina seqüela, no dedo mindinho um pouco insensível.

Ah, graças a Deus eles cresceram, dirão vocês.
Aí vieram as batidas de carro, e algumas outras façanhas que nos fizeram correr pro Hospital das Clínicas ou delegacia, no meio da noite. 
Ossos do ofício. Mãe e pai são pra isso mesmo.
Fora as vezes que não ficamos sabendo...
Hoje estão bem, responsáveis, bem sucedidos e ótimos seres humanos.
Mas, desejo ardentemente, que nunca, mas nunca mesmo levem nenhum susto com os filhos. 
Toc toc toc. (Estou batendo na madeira) rsrsrs. 

domingo, 7 de novembro de 2010

RECICLAGEM

Entrem no site:


www.braskem.com.br


A Braskem, em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Plastivida, iniciou no dia 4 de novembro, em São Paulo a campanha Braskem GP de Reciclagem.
Vale a pena ler no site sobre a transformação de plásticos em móveis para parques.
Como há muito que se ler deixo aqui a dica.

MAIS FÁBIO E MAURO


O Fábio e o Mauro têm uma diferença de 2 anos. Quando o Mauro nasceu tínhamos nos mudado de um apartamento para um sobrado, fazia 4 dias.
Então era tudo muito novo pro Fábio. Casa nova, quintal, bairro novo,irmão, e uma mãe dividida com as preocupações de um bebê, que nasceu muito pequenino e ainda ficou na encubadeira da maternidade por uns dias a mais.
Quando ele fez 2 anos e 7 meses achei que devia colocá-lo na escolinha pra ele ter amigos e se relacionar com crianças.
Não sei se foi uma boa idéia. Ele chorou durante , mais ou menos, um ano e meio, todos os dias, quando ia pra escola.
Até o Mauro, que com um ano  ia comigo levar o Fábio, ao virar a rua da escola dizia:
- Não vai chorar, hein, Fabinho!

Não sei se hoje eu teria insistido tanto. Mas, naquela época, eu achava que estava fazendo o melhor pra ele.

Havia uma propaganda, (não me lembro de quê) com um homem pessimista, cujo diálogo o Fábio sabia de cor e costumávamos repetir.
Era mais ou menos assim:

Dois amigos se encontravam
- Ô meu velho, como vai?
- Mais ou menos. Meu filho amanheceu gripado.
- Ah! mas isso passa. Que lindo dia não?
- É, mas pode chover.
- Vai assistir ao jogo hoje?
- Pra que? Pra ver meu time perder?

E o locutor entrava falando:
O pessimista é, antes de tudo, um chato.

Numa das vezes que estávamos fazendo o diálogo, o Fábio perguntou:

- Mãe, o que é um pessimista?

Procurei explicar:
- É um cara desanimado, que acha tudo complicado, que não gosta de nada.
E repeti as frases do pessimista assim com bastante enfado;
- é, mas pode chover.
- pra que? Pra ver meu time perder?
E finalizei:
 - Sabe, um cara chato assim? Quem chora à toa também é chato, né? - falei meio rindo.
E ele:
- Eu, né???

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SACOS PLÁSTICOS X SACOLA ECOLÓGICA RETORNÁVEL


Do blog do Milton Jung

Câmara vai restringir uso de sacola plástica, em São Paulo



Não deixe de ver esse video:
http://www.youtube.com/watch?v=HZoteVFLLYg


"O comércio será obrigado a cobrar dos consumidores pelo uso da sacola de plástico se projeto de lei que está na Câmara Municipal de São Paulo for aprovada na semana que vem. O texto original do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB) recebeu a colaboração de vários colegas de parlamento e pretende incentivar o uso de bolsas retornáveis para reduzir o impacto ambiental provocado pelo descarte do plástico."

E
ntre no blog do Milton Jung e veja a reportagem na íntegra.
É muito importante que nos conscientizemos da importância de se eliminar, cada vez mais, a sacolinha plástica de nossas vidas e de nosso planeta. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MÚSICAS QUE JÚLIA CANTA, EM ALEMÃO

Como a Carol é alemã, ensinou à Julia duas músicas, que ela aprendeu rapidinho e canta, desde os 3 anos, com pronúncia perfeita, segundo a Carol.


Confesso que ainda não consegui aprender. o que vem provar que criança não se intimida com outra língua, como nós.


Seguem as músicas:
Hoppe Hoppe Reiter,
Wenn er fällt dann schreit er
Fällt er in den Graben
fressen ihn die Raben
Fällt er in den Sumpf
dann macht der Reiter plumps!


se quiserem ouvir aí vai um site em que uma alemãzinha canta a melodia:
http://www.youtube.com/watch?v=RmQYNUC7_14




Bruder Jakob, Bruder Jakob! (o popular Frère Jacques)
Schläfst Du noch?
Schläfst Du noch?
Hörst Du nicht die Glocken?
Hörst Du nicht die Glocken?
Ding, Ding, Dong.
Ding, Ding, Dong.




Sugiro que entrem no site abaixo para ouvir e ver a partitura de Frère Jacques, voltando um pouquinho à infância. Por que não?!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A8re_Jacques


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que é correto: presidenta ou presidente?


Do site:

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/eleicoes-2010     


Eleição de Dilma Rousseff suscita controvérsia sobre como chamá-la

Maicon Bock  |  maicon.bock@zerohora.com.br
Eleita para a Presidência da República, Dilma Rousseff suscita uma dúvida. A partir de 1° de janeiro, ela será chamada de presidente ou presidenta do Brasil? Embora as duas formas sejam aceitas pelos dicionários de língua portuguesa para definir a mulher que ocupa o cargo máximo de um país, há controvérsia entre gramáticos.

Durante a campanha, o PT usou a palavra presidenta como estratégia para reforçar Dilma como a primeira mulher na Presidência. O termo feminino foi uma forma de apresentar um diferencial à candidata, que no primeiro turno teve uma mulher como oponente, Marina Silva (PV).

Autor dos livros Português Prático e Guia Prático da Nova Ortografia, o professor Paulo Flávio Ledur avalia que seria importante ouvir a opinião de Dilma sobre a questão. Para ele, a forma presidenta é a mais adequada:

— A mulher está assumindo posições novas na sociedade. Embora se aceite a forma feminina em professora, doutora, juíza, e em outras não, eu defendo uma forma única. É claro que num primeiro momento, nós estranhamos porque é novo, mas é uma questão de hábito. A língua se faz pelo uso. Na medida em que o uso se consagra, a estranheza desaparece.

Na Argentina, houve discussão semelhante quando Cristina Kirchner se apresentou como candidata. Com a resistência ao uso da palavra presidenta pelos meios de comunicação, ela bradou em um discurso como queria ser chamada se eleita.

— Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa... e não presidente! — disse, esticando a letra a.

Após a posse, Cristina rejeitou documentos da Casa Rosada que continham a palavra presidente ao invés de presidenta, exigindo correção e nova impressão. Atualmente, jornais como La Nación e Clarín usam a versão pedida pela presidenta. No Chile, a primeira mulher a chegar ao cargo máximo do país, Michelle Bachelet, era chamada de presidenta nos jornais El Mercurio e La Tercera, entre os mais importantes.

O professor Adalberto J. Kaspary, autor de Português Para Profissionais, defende o uso da forma comum aos dois gêneros: presidente. Para ele, respaldado pela Academia das Ciências de Lisboa, a palavra presidenta tem uma carga pejorativa. Kaspary, inclusive, aconselhou Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, a adotar a forma "agenérica" presidente, isto é, adequada para os dois gêneros e mais formal.

Famoso pelos programas de TV sobre língua portuguesa, o professor Pasquale Cipro Neto explica que normalmente as palavras que terminam 'nte' não tem variação. O que identifica o gênero, destaca ele, é o artigo que o precede, como por exemplo, o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte. O sufixo é originário do latim, do particípio presente, e segue a mesma regra atualmente no português, italiano e espanhol.

— Algumas, pelo uso, acabam se impondo também na forma feminina, como presidenta, que está em todos os dicionários e que pode perfeitamente ser usada. Se Dilma fizer questão de ser presidenta, ninguém vai poder contrariá-la. Se ela quiser ser chamada assim, terá todo o direito.

Coordenador executivo da campanha de Dilma no Estado, Ary Vanazzi diz que o debate tende a ficar mais forte agora, a partir da eleição da petista:

— Em alguns discursos, ela usou a palavra presidenta, mas depois voltou a falar presidente. Mas a campanha é uma coisa diferente. Pode haver outra definição depois da eleição, já que existirá a função de presidenta.