Nasci na Pompéia, na época Vila Pompéia.
Estudei no colégio das freiras, dos 4 aos 14.
No colégio participava de tudo, teatro, brincadeiras, coral (que, por sinal, era
obrigatório), apresentações de dança, de piano, basket (com toda minha
altura), enfim. Foram dez anos de total integração.
Aos 8 ganhei uma bolsa de estudos, fazendo um exame numa entidade
chamada Colméia, onde trabalhava uma amiga da minha tia Loreto, que avisou da
tal prova.
Essa bolsa custeou meus estudos até o colegial no Mackenzie, que então
passou a ser parcial.
Vivi intensamente minha infância e adolescência, quando fazia parte de
uma turminha maravilhosa, que promovia bailinhos todo fim de semana e dos quais
eu participava. Algumas amizades permaneceram. Em 98, conseguimos reunir um
grupo, que desde os anos 60 não se encontrava. Em 2000, reunimos um grupo maior,
que agregou pompeanos mais novos, numa
reunião bem animada. E, desde então, tem havido encontros muito concorridos, de
tempo em tempo.
O Walter também nasceu e viveu na Pompéia, embora só fôssemos nos
conhecer em 64 e fora dali. Descobrimos, então, que tínhamos vários amigos
comuns. Hoje, a Pompéia está cheia de barzinhos e restaurantes, inclusive numa
das casas em que morei.
O Estadão de ontem, 21/11/2010 destacou
as bandas e grupos musicais do bairro,
num momento em que Paul McCartney vem a
São Paulo fazer um show.
Transcrevo abaixo, parte da reportagem:
“SP cidade do rock: do berço na Vila Pompeia aos shows de
Paul McCartney”
...“Berço. Para mostrar onde surgiu essa veia roqueira da cidade, o Estado conversou com músicos moradores da Vila Pompeia, bairro da zona oeste que foi o berço do rock nacional e não por acaso carrega o simpático apelido de "Liverpool brasileira", em referência à cidade inglesa onde nasceram os Beatles.
Foi nas ruas tranquilas do bairro que os paulistanos ouviram, nos anos 1960, os acordes das primeiras guitarras elétricas vindos das casas de bandas como Os Mutantes, Tutti Frutti, Made in Brazil, Os Incríveis e Rádio Táxi. Com o passar das décadas, o bairro se reinventou e foi perdendo a cara de vila operária para se tornar cosmopolita. Mas a vocação musical que lhe deu fama permanece intocada, bem como a preferência dos roqueiros na hora de escolher um bairro para morar.”
Lê, adorei o que escreveu sobre Pompéia dos Mutantes e tantos. Me lembrei da velha Colméia que oferecia bolsas de estudo (Não me lembro bem, mas acho que ficava ali nos lados da Av. cidade Jardim, confere? Também gostei de ver as fotos de sua "super Band" e você gatona ao teclado! Imagino que delícia curtir esse som entre amigos.
ResponderExcluirMuito legal
Beijos
Alberto
Puxa, obrigada, Alberto.
ResponderExcluirFico feliz com seu comentário.
Eu tenho uma lembrança que a Colméia ficava pelos lados da Pamplona, mas não posso garantir. Faz tanto tempo!
Era muito bom participar da Banda e foi melhor ainda reencontrar os integrantes para ver dois deles tocando muuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiito.
Valeu. Obrigada.