A vida de mãe e pai não
é só de alegrias, como todos sabem.
Tivemos nossos
momentos de sustos. E que sustos!
O Mauro começou cedo e não parou.
A primeira ida pro
Pronto Socorro foi quando ele tinha 1 aninho e bateu o canto dos olhos na quina
da mesinha da sala.
Corremos pro Hospital
Pan Americano. Não foi preciso dar pontos, apenas um curativo, mas o coração de
mãe ficou apertado.
A segunda vez, ele já
estava na escolinha, tinha uns 3 anos e cortou o supercílio.
Me ligaram da escola
dizendo que tinham levado ele pro Pronto Socorro. Lá fui eu desesperada. Ele
levou uns 4 pontos e tudo correu bem.
Cortou a mão numa
porta de vidro aos 4 anos, mas quem se assustou foram as avós, que estavam
tomando conta deles porque nós havíamos viajado. Quem acudiu foi a Deja, uma
das secretárias do outro capítulo e uma vizinha muito amiga, a Bel, mãe da Alê (a
que deu confort) e da Claudia, (que tomou o confort), hoje mãe de 3 bebês e que
mora nos Estados Unidos. Nessa ocasião, ele levou 8 pontos.
Por duas vezes cortou
o queixo (uns 4 ou 5 pontos cada uma) e
aos 6 anos quebrou o braço esquerdo. Ele que é canhoto.
E alguém pensa que ele
ficava quieto. É claro que não. Tinha uma vitalidade que não parou nem quando
teve hepatite aos 9 anos, que o obrigou a ficar de cama por 3 meses. Jogava vídeo
game o dia todo.
Ele e o Gian Fábio,
outro arteiro, contabilizavam os pontos que levavam pra ver quem fazia mais.
| No feriado de Páscoa o Gian cortou a orelha numa árvore e o Mauro quebrou o braço jogando bola, cada um louco pra contar pro outro sua façanha |
Até que o Fábio, que nunca tinha quebrado nada, aos 14 anos, jogando bola com o Mauro na garagem de casa, para se segurar, enfiou o
braço na porta de vidro e fez um estrago.
Dessa vez quem me
ajudou a levá-lo pro Pronto Socorro foi a Beth ,
outra grande amiga, vizinha.
Foram duas cirurgias, muitas orações e
muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiitos pontos.
O Mauro e o Gian nunca mais quiseram apostar quem
tinha mais pontos.
O Fábio com essa
façanha ganhou estourado dos dois.
Graças à Ana, outra
amiga, vizinha, que conhecia um senhor cirurgião de mão, o Dr. Heitor Ulson, foi feita uma
microcirurgia e, após dois anos de terapia
ocupacional, não ficou senão uma pequenina seqüela, no dedo mindinho um pouco
insensível.
Ah, graças a Deus eles
cresceram, dirão vocês.
Aí vieram as batidas
de carro, e algumas outras façanhas que nos fizeram correr pro Hospital das Clínicas
ou delegacia, no meio da noite.
Ossos do ofício. Mãe e pai são pra isso
mesmo.
Fora as vezes que não ficamos sabendo...
Fora as vezes que não ficamos sabendo...
Hoje estão bem,
responsáveis, bem sucedidos e ótimos seres humanos.
Mas, desejo
ardentemente, que nunca, mas nunca mesmo levem nenhum susto com os filhos.
Toc toc toc. (Estou
batendo na madeira) rsrsrs.
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