segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SUSTOS, PONTOS E VIZINHAS AMIGAS


A vida de mãe e pai não é só de alegrias, como todos sabem.
Tivemos nossos momentos de sustos. E que sustos!

O Mauro começou cedo e não parou.
A primeira ida pro Pronto Socorro foi quando ele tinha 1 aninho e bateu o canto dos olhos na quina da mesinha da sala.
Corremos pro Hospital Pan Americano. Não foi preciso dar pontos, apenas um curativo, mas o coração de mãe ficou apertado.

A segunda vez, ele já estava na escolinha, tinha uns 3 anos e cortou o supercílio.
Me ligaram da escola dizendo que tinham levado ele pro Pronto Socorro. Lá fui eu desesperada. Ele levou uns 4 pontos e tudo correu bem.

Cortou a mão numa porta de vidro aos 4 anos, mas quem se assustou foram as avós, que estavam tomando conta deles porque nós havíamos viajado. Quem acudiu foi a Deja, uma das secretárias do outro capítulo e uma vizinha muito amiga, a Bel, mãe da Alê (a que deu confort) e da Claudia, (que tomou o confort), hoje mãe de 3 bebês e que mora nos Estados Unidos. Nessa ocasião, ele levou 8 pontos.

Por duas vezes cortou o queixo (uns 4 ou 5 pontos cada uma)  e aos 6 anos quebrou o braço esquerdo. Ele que é canhoto.
E alguém pensa que ele ficava quieto. É claro que não. Tinha uma vitalidade que não parou nem quando teve hepatite aos 9 anos, que o obrigou a ficar de cama por 3 meses. Jogava vídeo game o dia todo.

Ele e o Gian Fábio, outro arteiro, contabilizavam os pontos que levavam pra ver quem fazia mais.
No feriado de Páscoa o Gian cortou a orelha numa árvore e o Mauro quebrou
o braço jogando bola,  cada um louco pra contar pro outro sua façanha

Até que o Fábio,  que nunca tinha quebrado nada, aos 14 anos, jogando bola com o Mauro na garagem de casa, para se segurar, enfiou o braço na porta de vidro e fez um estrago.
Dessa vez quem me ajudou a levá-lo pro Pronto Socorro foi a Beth, outra grande amiga, vizinha.
Foram duas cirurgias, muitas orações e muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiitos pontos.
O Mauro e o Gian nunca mais quiseram apostar quem tinha mais pontos.
O Fábio com essa façanha ganhou estourado dos dois.
Graças à Ana, outra amiga, vizinha, que conhecia um senhor cirurgião de mão, o Dr. Heitor Ulson, foi feita uma microcirurgia e, após dois anos de  terapia ocupacional, não ficou senão uma pequenina seqüela, no dedo mindinho um pouco insensível.

Ah, graças a Deus eles cresceram, dirão vocês.
Aí vieram as batidas de carro, e algumas outras façanhas que nos fizeram correr pro Hospital das Clínicas ou delegacia, no meio da noite. 
Ossos do ofício. Mãe e pai são pra isso mesmo.
Fora as vezes que não ficamos sabendo...
Hoje estão bem, responsáveis, bem sucedidos e ótimos seres humanos.
Mas, desejo ardentemente, que nunca, mas nunca mesmo levem nenhum susto com os filhos. 
Toc toc toc. (Estou batendo na madeira) rsrsrs. 

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