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segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Vovós criam blogs para conversar com a família, fazer amigos e também negócios"


Copiado de "Notícias da UOL"

"Sabe aquelas vovós que passam o dia tricotando, jogando conversa fora ou preparando receitas? Esquece. Ou melhor, atualiza. Agora, muitas delas fazem tudo isso na web. Com o computador, as vovós podem manter o papo em dia com familiares que moram longe, fazer novas amizades, trocar dicas culinárias e até vender suas peças feitas à mão. Quando elas conseguem reunir tudo isso em um único espaço, surgem os blogs criados e alimentados por essas internautas que, se não chegaram à terceira idade, estão a poucos passos dela."

  • Vovó Edna, 17 netos: "Falo com meus netos via SMS, escuto música e leio livros no celular".
Marisa Miani, de 57 anos, que recebeu o apelido de Baísa da netinha, é uma delas. Professora aposentada há 11 anos, ela criou o blog Eu que fiz para compartilhar receitas, fazer amizades e vender seus trabalhos manuais em sua loja virtual.
Casada há 38 anos, vive em Mogi das Cruzes (SP), tem dois filhos – Sandra e André – e uma neta de oito anos. Marisa conheceu o mundo virtual em 1993, com a ajuda do filho, que é fera no assunto. O blog existe desde 2002, mas com outros nomes. O atual está no ar há quatro anos.  “Ele surgiu por conta da minha vontade de ensinar, compartilhar o que sei e também fazer amigos”, afirma.
Atualmente, todas as suas vendas de trabalhos manuais são feitas por meio de encomendas no blog. “Nem me interesso em vender na minha cidade”, brinca. Além do comércio eletrônico, ela se orgulha das amizades virtuais, que ocasionalmente tem a oportunidade de transformar em presenciais nas viagens que gosta de fazer pelo país.
Compartilhar histórias
A internet também foi o espaço encontrado por Neuza Guerreiro de Carvalho para fazer amizades, compartilhar suas experiências e, ainda, preservar a memória. Aos 80 anos, vovó Neuza mantém a forma física com a musculação, que faz há 10 anos. Já a saúde psíquica com certeza é beneficiada pelo Blog da Vovó Neuza, criado em 2008 por insistência do filho e incentivo de Karen Kipns, coordenadora executiva da Casa das Rosas, onde ela frequenta eventos culturais.
  • Vovó Marisa Miani, 57anos, criou o blog para fazer amizades e vender seus trabalhos manuais
“Meu filho achava que o blog me daria mais visibilidade em relação aos textos que escrevia e para partilhar memórias de vida. Ultimamente, no entanto, tem sido usado para divulgação de eventos ligados a mim”, conta ela, que é licenciada em História Natural (atuais Biociências e Geociências) da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (atual Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH) da Universidade de São Paulo.
Ela gostou tanto da experiência que ainda mantém outro blog,somente sobre a cidade de São Paulo. Papo não falta. E, antenada, também tem Twitter @VoNeuza – que não é tão atualizado, pois 140 caracteres não bastam para tanta história.
A diferença geracional não atrapalhou suas iniciativas no mundo virtual. Neuza tem um casal de filhos – a filha mora na Itália e o filho, no Brasil – e quatro netos. “No começo, eu ouvia os meninos e meu filho conversarem e parecia chinês. Como sou muito curiosa, não podia ficar à margem. Hoje, nesses quase 13 anos de convivência 'internetiana', já acrescentei mais de 60 palavras ao meu vocabulário cotidiano”, brinca. Com a família que mora na Itália, ela fala somente por Skype. “Briga-se, ama-se, compartilha-se coisas boas ou ruins, tudo pela internet. A vida em São Paulo é muito complicada para permitir muitos contatos pessoais”, conta.
Manter contato com queridos

Estreitar os laços familiares também foi um fator que motivou a americana Edna Henke, 64, a criar seu próprio blog. Ela e o marido têm cinco filhos, 17 netos e 85 sobrinhos. Edna já usava ferramentas como MSN para manter o contato com todos. Daí para o blog Grandma Henke (em inglês) foi um pulo. 

“Falo com meus netos via SMS, tiro fotos, escuto música e leio livros no celular. Meu marido e filhos são todos especialistas em tecnologia e me ajudam quando tenho alguma dificuldade. Quem na verdade me encorajou a fazer um blog e me ajudou foi meu genro”, relembra. “Se vejo ou ouço algo divertido, para cima, ou que me emociona, começo a pensar em como poderia descrever aquilo para alguém. Tento escrever como estivesse falando para uma pessoa, cara a cara. Gosto de contar histórias do passado e também sobre nossos netos”, afirma.
Edna confessa que se surpreendeu com as pessoas interessadas no que ela escreve e na quantidade de amigos que fez pelo blog. “Amo escrever e descobri que era animador ter um lugar no qual poderia me expressar sobre o que quisesse. Meus netos são os amores da minha vida e quero que eles me conheçam bem, mesmo se moram longe”, disse.
Sexagenária, ela se sente no melhor momento da vida. “Eu e meu marido trabalhamos muito a vida toda e só nos aposentamos há alguns anos. Por isso, procuramos nos divertir o máximo possível. Dois de nossos filhos moram perto de Seattle, em Washington, então compramos uma motorhome e agora viajamos para lá para passar o verão. Mas sempre procuramos um lugar com acesso à internet, para manter contato com as crianças em Utah. Não posso mais me imaginar sem estar conectada e em contato com aqueles que amo”, disse.

sábado, 12 de março de 2011

TSUMANI


O Tsumani causado pelo terremoto no Japão foi o mais devastador dos últimos 100 anos.
Fiquei impressionada com as imagens mostradas pela TV. Com a rapidez e força das águas (700 km por hora).
A memória da gente é muito curta e não me recordo dessa violência no Tsunami de 2004, embora relendo os fatos tenha constatado que morreram mais de 200.000 pessoas naquela ocasião. Talvez, não se tivessem tantas imagens, então.
Fico imaginando acordar no meio da noite, tendo que abandonar a minha casa, as minhas coisas, para fugir de uma catástrofe como essa.  
Que sensação horrorosa a de perder tudo que se batalhou pra conseguir através dos anos. Anos de trabalho, de  sacrifícios, de conquistas, de realizações, pra num minuto tudo ir, literalmente, por água abaixo.
Minha solidariedade ao povo do Japão nesse momento tão triste. Por mais que pense, não tenho o  que dizer. Não há palavras que possam minimizar esse acontecimento trágico.

terça-feira, 1 de março de 2011

ALAGAMENTOS - A HISTÓRIA SE REPETE

Eu me lembro de ter uns 11 anos, mais ou menos, e ver uma manchete nos jornais, que me chamou a atenção e me fez escrever para o jornalzinho da classe: "MORADORES DE VILA POMPÉIA OBRIGADOS A CONSTRUIR SUA ARCA DE NOÉ".
O texto referia-se ao Largo Pompéia, que costumava alagar com as fortes chuvas que caiam em janeiro, fevereiro.
Eis que o tempo passou, e como passou, os governantes mudaram, a cidade cresceu, o progresso veio e o problema permanece através dos tempos.
Culpa de quem? 
Dos governantes, do progresso em nome de que canalizam-se rios que não deveriam ser canalizados? Do cimento que impede a terra de sugar a água que cai, do homem que mexe com a natureza provocando mais e mais chuva?
Ouvi hoje uma entrevista, na CBN, com o sr. Amaury Pastorello, superintendente do departamento de Águas e Energia Elétrica, que informou sobre o trabalho que deve ser feito na limpeza do Rio Tietê, admitindo um certo acúmulo de areia na calha do rio. Vocês podem ouvir a entrevista que por ser muito técnica, deixo de transcrever aqui.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

PARABÉNS AO POVO EGÍPCIO

O povo egípcio deu uma lição ao mundo de persistência, determinação e união, conseguindo derrubar um governo ditatorial de 30 anos. Fica o exemplo de força que uma nação tem.
É certo que será um período difícil, uma transição complicada, mas pior do que estava não pode ficar.
Parabéns a esse povo corajoso que ensinou ao mundo que querer é poder. Que fique a lição. E que consigam realizar uma transição pacífica, como foi a manifestação desses 18 dias.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

AS ÁGUAS DE JANEIRO



Sítio de Tom Jobim some na lama

15 de janeiro de 2011 | 9h 19 Agência Estado
"À beira do Rio Preto, no sítio Poço Fundo, em que adorava passar férias sozinho, Tom Jobim fazia tudo virar música. Era a lama, o sapo, a rã, o caco de vidro, a luz da manhã e até um carro enguiçado do amigo João Gilberto, que visitava a toca do maestro em busca de arranjos para suas canções. Águas de Março foi o que de mais impressionante Jobim anotou ali em sua casinha, depois de uma temporada de verão com muita água caindo do céu na tranquila São José do Vale Rio Preto, a 40 minutos de Petrópolis, Rio." 
"Desde as 8 horas da manhã de quarta-feira, a casa em que Jobim criou também Dindi e Matita Perê, segundo seu filho Paulo Jobim, não existe mais. O teto desabou, as paredes ruíram, muitas árvores se foram."
"O refúgio de Jobim desapareceu em duas horas. Ali perto, no mesmo sítio, estava seu neto Daniel com a família. Ninguém ficou ferido. A 5 km de distância, porém, houve mortes e casas destruídas. Antes de bater em retirada com a família em uma aventura por estradas interditadas e em busca da gasolina que se tornou escassa nos postos de São José, Daniel correu até a casinha do avô para ver se restava algo. E viu o que não queria."
"O neto Daniel vê as músicas do avô como "proféticas". "Ele tinha mesmo esse mistério", diz. Jobim mostrava em entrevistas preocupação com o desmatamento antes mesmo das discussões sobre a camada de ozônio. Águas de Março, feita ali na casa destruída por uma impiedosa enxurrada de janeiro, soa agora como uma previsão. 
"É pau, é pedra, é o fim do caminho / É um resto de toco/ é um pouco sozinho.
" Outra a sair das inspirações à beira do Rio Preto foi Dindi
"Céu, tão grande é o céu / E bandos de nuvens que passam ligeiras / Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei / E o vento que toca nas folhas / Contando as histórias que são de ninguém / Mas que são minhas e de você também / Ai, Dindi." 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A TRAGÉDIA DO RIO DE JANEIRO

Impossível permanecer insensível às tragédias que assolam a região serrana do Rio de Janeiro, mais uma vez. 
Mais uma vez a natureza é implacável destruindo tudo que encontra pela frente. 
Mais uma vez o governo se vê frente a um acontecimento que, talvez, pudesse ter sido evitado, ou ter tido proporções menores. 
É verdade que  as águas pareciam querer mostrar sua força. O fenômeno La Niña, ou o que quer que seja, tem feito estragos, mas há que se considerar que a população parece querer desafiar a natureza. Constrói-se em locais de encostas, com a permissão das autoridades, que preferem fazer vista grossa a tomar medidas severas contra isso. 
Por outro lado, os serviços de metereologia informaram do que estava por vir, mas as autoridades dizem que não houve tempo de fazer nada. 
Numa época em que os meios de comunicação são cada vez mais potentes, em que a tecnologia está cada vez mais avançada, será que não houve uma dose excessiva de negligência? 
Veja-se na Austrália, por exemplo, em que foi possível evitar catástrofe maior porque as pessoas foram avisadas a tempo para que deixassem suas casas, resultando num número infinitamente menor de mortes.
Quando será que o Brasil vai deixar de ser o país dos incompetentes, dos aproveitadores, dos impunes, dos políticos corruptos. 
Quando será que deixaremos de ver essas imagens triste de perdas, humanas e materiais, de destruição.
Será que nossa geração e de nossos filhos conseguirá avistar um Brasil melhor? 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Do blog GENERACIÓN Y de Yoani Sánchez

Sigo o blog da cubana Yoani Sanchez, a quem admiro profundamente por sua coragem. Vejam o que ela diz sobre "Wikileaks(*)"

Wikileaks e os arquivos vazios

wikileaks1
"Faz várias semanas, numa dessas reflexões tediosas que são lidas no noticiário, escutei falar de Wikileaks. Já sei que parece incrível que uma blogueira, alguém que usa a web como caminho de expressão, não conhecesse este sítio de revelações há algum tempo. Porém nada é de se estranhar nesta “Ilha dos desconectados”, nem sequer que nos inteiremos com anos de atraso sobre o que tem sido tema de discussões no resto do mundo. Recordo que aquela primeira menção ao sítio de Julian Assange em nossos meios oficiais vinha acompanhada de certa cumplicidade da parte dos articulistas, de um cerne de riso antecipado pelo dano que a publicação de documentos classificados poderia causar ao governo norte-americano. Contudo, na medida em que o nome de Cuba começou a aparecer junto aos informes de ingerência na Venezuela e a testemunhos de coação contra seu próprio pessoal médico, o entusiasmo do Granma transformou-se em aborrecimento e os aplausos iniciais deram lugar ao silêncio. Nem sequer o Líder Máximo voltou a fazer referência ao Wikileaks.
O acontecido nos últimos dias vai mudar de maneira significativa o modo com que os governos manejam a informação e também os caminhos através dos quais os cidadãos fazem com ela. Porém também – não nos enganemos - fará com que os regimes que se baseiam no silêncio e na falta de transparência reforcem a proteção dos seus segredos ou evitem colocá-los por escrito. Enquanto saem à luz mensagens, memorandos e correspondência entre sedes diplomáticas e departamentos de estado, os autoritários de todos os rincões estão tomando nota, estão aprendendo a não deixar registros de suas ordens de calar, reprimir ou matar. Esta lição já está sendo posta em prática desde há décadas; se não acreditam em mim procurem nesses arquivos cubanos que foram desclassificados algum dia, para ver se aparece o nome de quem decidiu fuzilar três homens que seqüestraram uma embarcação para emigrar em 2003. Onde está o papel que confirma a pressão psicológica que obrigou o poeta Heberto Padilla a fazer um mea culpa que, todavia, ainda deve pesar na consciência de alguns. Em qual gaveta, estante ou arquivo se guarda a assinatura de quem mandou afundar o rebocador 13 de março, onde morreram mulheres e meninos jogados ao mar pelo jorro de água de uma lancha guarda-costas?
São tantos que não deixam registros, que têm uma cultura ágrafa da repressão e possuem incineradoras de papel que fumegam todo dia; chefes que não precisam colocar nada sobre a tinta reveladora da história, para quem basta arquear as sobrancelhas, levantar o indicador, sussurrar ao ouvido uma pena de morte, uma batalha na planície africana, uma convocatória para insultar e empurrar um grupo de mulheres vestidas de branco. Se para alguns deles surgir um Wikileaks local, lançariam contra este as penalidades máximas, os castigos mais exemplares, sem se preocuparem sequer em fabricar para os seus organizadores um processo por “violação” ou por “sacrifício de gado vacum”. Sabem que “ver dá crédito” e por isso cuidam para que não haja material para revelações surpreendentes, para que nunca seja visível a trama real do seu poder absoluto."
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Net
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(*) WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu siteposts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis.
Em abril de 2010, o site publicou um vídeo mostrando um helicóptero Apache dos Estados Unidos, no contexto da ocupação do Iraque, matando pelo menos 12 pessoas - dentre as quais dois jornalistas da agência de notícias Reuters - durante um ataque a Bagdá, em 2007. O vídeo (Collateral Murder) é uma das mais notáveis publicações do site. Outro documento polêmico mostrado pelo site é a cópia de um manual de instruções para tratamento de prisioneiros na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba.(v. wikipedia)

domingo, 21 de novembro de 2010

Que progresso, hein!


Selecionei alguns trechos  da reportagem d'O Estado de S.Paulo de 21/11/2010

'O papa Bento XVI admitiu, em declarações para um livro do escritor alemão Peter Seewald, que o uso da camisinha pode ser justificável em alguns casos e clama por uma "humanização da sexualidade" como forma mais eficaz de combate à aids.'
'Bento XVI dá como exemplo de uso justificável do preservativo as relações que envolvam prostituição. "É o primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente o conhecimento do fato de que nem tudo é permitido e não se pode fazer tudo aquilo que se deseja", diz o papa, referindo-se ao caso hipotético de uma prostituta.'
'A declaração marca a mais significativa mudança de posição da Igreja das últimas décadas em relação ao uso da camisinha, que sempre foi vetado ou desestimulado pelo Vaticano.'
'Na entrevista, porém, Bento XVI alerta que "concentrar-se somente no preservativo representa banalizar a sexualidade". Para ele, as pessoas não veem mais nela a expressão do amor, mas uma espécie de droga. "Por isso mesmo a luta contra a banalização da sexualidade faz parte de um grande esforço para que ela seja valorizada positivamente e possa exercitar seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade", afirma.'
'Christian Weisner, do grupo pró-reforma alemão Nós Somos a Igreja, disse que as declarações de Bento XVI são "surpreendentes e, se for mesmo o caso, todos podem estar felizes pela capacidade do papa de aprender".'

Prefiro não comentar.