Impossível permanecer insensível às tragédias que assolam a região serrana do Rio de Janeiro, mais uma vez.
Mais uma vez a natureza é implacável destruindo tudo que encontra pela frente.
Mais uma vez o governo se vê frente a um acontecimento que, talvez, pudesse ter sido evitado, ou ter tido proporções menores.
É verdade que as águas pareciam querer mostrar sua força. O fenômeno La Niña, ou o que quer que seja, tem feito estragos, mas há que se considerar que a população parece querer desafiar a natureza. Constrói-se em locais de encostas, com a permissão das autoridades, que preferem fazer vista grossa a tomar medidas severas contra isso.
Por outro lado, os serviços de metereologia informaram do que estava por vir, mas as autoridades dizem que não houve tempo de fazer nada.
Numa época em que os meios de comunicação são cada vez mais potentes, em que a tecnologia está cada vez mais avançada, será que não houve uma dose excessiva de negligência?
Veja-se na Austrália, por exemplo, em que foi possível evitar catástrofe maior porque as pessoas foram avisadas a tempo para que deixassem suas casas, resultando num número infinitamente menor de mortes.
Quando será que o Brasil vai deixar de ser o país dos incompetentes, dos aproveitadores, dos impunes, dos políticos corruptos.
Quando será que deixaremos de ver essas imagens triste de perdas, humanas e materiais, de destruição.
Será que nossa geração e de nossos filhos conseguirá avistar um Brasil melhor?
Confesso que há algum tempo vinha amadurecendo a idéia de ter um Blog, mas, ao mesmo tempo, muito me assustava o fato de ter essa responsabilidade, que, creio, nos obriga a mantê-lo ativo. Resolvi, apesar do medo, botar a cara pra bater e mandar ver. Queria contar um pouco de uma época da minha vida, muito gostosa, em que participei de um grupo musical, que me proporcionou grandes alegrias e a principal: fiz amizades maravilhosas e eternas.
Conforme Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa:
ResponderExcluirCadeia burocrática
Como a imprensa poderia contribuir para alterar esse quadro de insensatez? Certamente, atacando sem concessões o projeto criminoso que alivia as responsabilidades quanto à preservação ambiental.
Outra forma de contribuir é esclarecendo onde falham as políticas públicas: num dos debates da televisão sobre os acontecimentos no Rio, um comentarista da GloboNews criticou o fato de o governo federal anunciar verbas que nunca chegam às vítimas de catástrofes. Foi preciso que outro comentarista, especializado, esclarecesse que as verbas só podem ser aplicadas mediante a apresentação de projetos por parte das autoridades municipais e estaduais....mais de trinta projetos com propostas para minimizar os efeitos das enchentes estão parados no Congresso Nacional.
Esclarecer como funciona e cobrar eficiência nessa cadeia burocrática seria uma atitude positiva da imprensa. Outra atitude seria trocar a visão imediatista pelo olhar de longo prazo, ajudando a sociedade a exigir medidas preventivas e a se mobilizar contra iniciativas irresponsáveis como a da flexibilização do Código Florestal.
Também é preciso dar "nomes aos bois", independentemente de eventuais simpatias políticas. A Folha de S.Paulo informa, por exemplo, diz que o sistema de Defesa Civil fluminense recebeu do serviço de meteorologia um aviso sobre a possibilidade de chuvas na região serrana, mas por uma sucessão de falhas esse alerta não chegou a todos os municípios afetados."
Tudo muito lamentável !!!!! A culpa é dos homens e não da Natureza...