sábado, 22 de janeiro de 2011

MALAS, "AS" e "OS"



1- As malas e o motorista mala

Em setembro de 1978, fizemos nossa primeira viagem pra Europa. O Walter foi primeiro, e eu,  depois de uns 20 dias. Enquanto ele freqüentava as últimas aulas do curso de inglês, 'total immersion', eu conhecia a cidade de Londres.
Terminado o curso, ele deveria estar em Viena para a confraternização que iniciaria uma conferência sobre produtos de toillet, (toiletries conference),promovido pela Lintas, para a Elida Gibbs, com representantes de vários países. O horário do nosso vôo, permitiria que ele estivesse lá pontualmente.
Mas, o motorista do táxi nos deixou em uma plataforma errada do Aeroporto de Heatrow. E aí começou nossa aventura:
Tivemos que aguardar um ônibus que nos levaria para a plataforma correta. E ele custou a passar. E a hora passando. Não havia outro vôo pra Viena. O ônibus nos deixou na plataforma correta, porém não havia mais tempo de fazer o check in e despachar a bagagem.  Tivemos que pegar quilômetros de esteiras rolantes e andar muuiiiitttooo, com nossas bagagens.
Naquela época não existiam, como hoje, malas com rodinhas. E como iríamos ficar um bom tempo, cada um de nós levou uma mala considerável, sem contar que havíamos nos encantado com vários 'pôsters' e muitos carrinhos miniatura pros meninos, que aumentavam o peso das malas.  Cada uma pesava uma enormidade. Como eu não desenvolvia velocidade carregando a minha mala e a maleta de mão, o Walter resolveu pegar também a minha o que significava aproximadamente uns 50 quilos e eu fiquei com as duas de mão (uns 20 quilos). Ele ia na frente e eu tentando acompanhá-lo.  Na medida em que eu andava, mesmo carregando só as maletas de mão, tinha a impressão de que uma força me puxava pra trás.
Depois de muito andar por todas aquelas passarelas, chegamos ao avião. E nossas malas foram colocadas diretamente nele.
Suávamos por todos os poros, de tão encasacados e nervosos e estávamos de língua de fora.
Custamos a nos refazer e a acreditar que havíamos conseguido vencer aquela prova de resistência e de velocidade. No final,  tivemos até ataque de riso.

.......................................................................

2 - O extravio e a atendente mala da Ibéria

Em 2000, fizemos uma viagem pela Espanha e Portugal.
Ao pegar um vôo Ibéria de Málaga para Lisboa, nossas malas extraviaram-se.
Víamos todas as pessoas saindo com suas respectivas bagagens, até que não sobrou ninguém perto daquelas esteiras rolantes, que, em dado momento, se desligaram.
Tivemos a certeza de que nossas malas foram parar em outro destino.
Tínhamos mudado um pouco nosso roteiro, chegando 3 dias antes a Lisboa. Como havia um congresso na cidade, nossa reserva de hotel não pôde ser antecipada e tivemos dificuldade para arrumar outro hotel.
Depois de muito, conseguimos um Residencial para onde nos dirigimos apenas com nossas malinhas de mão.
Passamos o dia passeando, mas não aproveitando, preocupados que estávamos com a falta de retorno da Ibéria, sobre nossas malas.
À noite, resolvemos jantar num restaurante típico, com o intuito de espairecer um pouco, depois de tomarmos um banho e colocarmos a mesma roupa com que viajáramos.
No dia seguinte, antes de tomar café, ligamos para a Ibéria. Ao perguntarmos à atendente sobre nossas malas, fomos informados que as malas estavam lá e que seriam entregues na parte da tarde.
Fiquei muito brava e disse:
Meu marido é jornalista. Se vocês não me entregarem essas malas agora ele vai colocar isso no jornal.
E assim que acabamos de tomar o café da manhã, nossas malas foram entregues no hotel. Era um domingo e fomos passear em Cascais. 

........................................................................

3 - Como proceder com as malas num trem

Em 2006, resolvemos utilizar, como meio de transporte, os trens.
Nossa primeira experiência, porém, foi um desastre. Paris – Bordeaux.
Na véspera, tomamos o metrô e fomos até a estação para que testássemos o tempo e conhecêssemos o trem.
Maravilha. Filmamos, fotografamos, ficamos experts.
Dia seguinte, o táxi nos deixou em lugar diferente daquele ao qual tínhamos chegado de metrô.
Tivemos que perguntar, no nosso francês medíocre:
- S’il vou plaît, où est plate-forme X?
E, felizmente, alguém de boa vontade nos mandou subir umas escadas rolantes.
O trem chegou com sua pontualidade britânica.
Já sabíamos onde era nosso vagão e subimos, com nossas malas pesadas.
Cada um subiu com a sua. Uma loucura.
E depois, como não encontrássemos lugar, senão acima de nossas cabeças, colocamos aquelas mastrodontes nos maleiros altos pra burro, que quase não alcançávamos, baixinhos que somos.
Depois dessa primeira experiência ficamos espertos e descobrimos um compartimento entre os vagões onde passamos a deixar nossas bagagens.


Por outro lado,aprendemos que, no trem, um sobe, o outro fica embaixo e dá as malas para quem subiu. Agora estamos craques, além de termos diminuído o tamanho de nossas malas.
Nossas malas agora bem menores
.......................................................................

4 - Amália, Carol e Mauro

O Mauro e a Carol viajaram em 2008 para a Itália. Ele, romântico que é, decidiu pedir a mão da Carol em casamento, num daqueles cenários da costa amalfitana.
Mas, quis o destino que a mala da Carol não chegasse com eles. Ela que tinha caprichado na arrumação daquela malinha de estimação (gentilmente emprestada pelo Fábio e Ulli), coisa que, segundo ela, nunca antes havia acontecido.
E não é que a mala só foi aparecer 17 dias depois!? Em Frankfurt, quando já estávamos juntos.
Ainda bem que o Mauro, colocara a jóia que queria dar à Carol, na mala dele, que, pra seu alívio, chegou sã e salva.
Ele teve que aguardar o momento oportuno pra fazer o pedido, 
o pedido de casamento


já que esse incidente mexeu com o humor da Carol, pois ela não conseguia encontrar nenhuma roupa que fosse do seu gosto.
Depois, em Londres e na Irlanda, conseguiu comprar além de uma malinha, algumas roupitchas transadinhas, que a deixaram mais animadinha.
Como a companhia aérea era portuguesa, apelidamos a Mala de AMÁLIA.
E, quando, em Frankfurt, fomos atrás da dita cuja, fotografamos o momento histórico, bem como a abertura da mesma.
Felizmente, ela estava completa.


5 - O mala do tiqueteiro austríaco

Quando fomos de trem de Zurique a Munique tivemos um momento tenso. Nossos 'tiquets' foram comprados aqui e não pensamos que pudéssemos ter nenhum problema.
Mas, o tiqueteiro ficou muito bravo conosco. E gritava dando a entender que não tínhamos direito a passar pela Áustria. Eu tentava explicar no meu inglês macarrônico que comprara o 'tiquet' no Brasil e que não estava entendendo o que ele queria dizer e que não íamos à Austria e sim à Alemanha, mas ele, com a amabilidade austríaca, gritava duramente conosco.
Tivemos sorte quando uma mulher de uns 50 anos, muito fina, dirigiu-se a nós em espanhol explicando que havia um trecho de 7 km na viagem, em terras austríacas e que nós teríamos que pagar,acho que, 12 euros por isso.
Depois que acertamos as contas  ela e mais uma senhora criticaram a atitude do simpático tiqueteiro.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Ele é importante pra mim.