1- As malas e o motorista mala
Em setembro de 1978, fizemos nossa primeira viagem pra Europa. O
Walter foi primeiro, e eu, depois de uns
20 dias. Enquanto ele freqüentava as últimas aulas do curso de inglês, 'total immersion', eu
conhecia a cidade de Londres.
Terminado o curso, ele deveria estar em Viena para a
confraternização que iniciaria uma conferência sobre produtos de toillet, (toiletries conference),promovido pela Lintas, para a Elida Gibbs, com representantes de vários países. O horário do nosso
vôo, permitiria que ele estivesse lá pontualmente.
Mas, o motorista do táxi nos deixou em uma plataforma errada
do Aeroporto de Heatrow. E aí começou nossa aventura:
Tivemos que aguardar um ônibus que nos levaria para a plataforma
correta. E ele custou a passar. E a hora passando. Não havia outro vôo pra
Viena. O ônibus nos deixou na plataforma correta, porém não havia mais tempo de
fazer o check in e despachar a bagagem. Tivemos
que pegar quilômetros de esteiras rolantes e andar muuiiiitttooo, com nossas
bagagens.
Naquela época não existiam, como hoje, malas com rodinhas. E
como iríamos ficar um bom tempo, cada um de nós levou uma mala considerável, sem
contar que havíamos nos encantado com vários 'pôsters' e muitos carrinhos
miniatura pros meninos, que aumentavam o peso das malas. Cada uma pesava uma enormidade. Como eu não
desenvolvia velocidade carregando a minha mala e a maleta de mão, o Walter
resolveu pegar também a minha o que significava aproximadamente uns 50 quilos e eu fiquei com as duas
de mão (uns 20 quilos). Ele ia na frente e eu tentando acompanhá-lo. Na medida em que eu andava, mesmo carregando só
as maletas de mão, tinha a impressão de que uma força me puxava pra trás.
Depois de muito andar por todas aquelas passarelas, chegamos
ao avião. E nossas malas foram colocadas diretamente nele.
Suávamos por todos os poros, de tão encasacados e nervosos e
estávamos de língua de fora.
Custamos a nos refazer e a acreditar que havíamos conseguido
vencer aquela prova de resistência e de velocidade. No final, tivemos até ataque de riso.
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2 - O extravio e a atendente mala da Ibéria
Em 2000, fizemos uma viagem pela Espanha e Portugal.
Ao pegar um vôo Ibéria de Málaga para Lisboa, nossas malas extraviaram-se.
Víamos todas as pessoas saindo com suas respectivas bagagens, até que não sobrou ninguém perto daquelas esteiras rolantes, que, em dado
momento, se desligaram.
Tivemos a certeza de que nossas malas foram parar em outro
destino.
Tínhamos mudado um pouco nosso roteiro, chegando 3 dias
antes a Lisboa. Como havia um congresso na cidade, nossa reserva de hotel não pôde ser antecipada e tivemos dificuldade para arrumar outro hotel.
Depois de muito, conseguimos um Residencial para onde nos
dirigimos apenas com nossas malinhas de mão.
Passamos o dia passeando, mas não aproveitando, preocupados
que estávamos com a falta de retorno da Ibéria, sobre nossas malas.
À noite, resolvemos jantar num restaurante típico, com o
intuito de espairecer um pouco, depois de tomarmos um banho e colocarmos a
mesma roupa com que viajáramos.
No dia seguinte, antes de tomar café, ligamos para a Ibéria.
Ao perguntarmos à atendente sobre nossas malas, fomos informados que as malas estavam lá e que
seriam entregues na parte da tarde.
Fiquei muito brava e disse:
- Meu marido é jornalista. Se vocês não me entregarem essas malas agora ele vai colocar isso no jornal.
E assim que acabamos de tomar o café da manhã, nossas malas
foram entregues no hotel. Era um domingo e fomos passear em Cascais.
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3 - Como proceder com as malas num trem
Em 2006, resolvemos utilizar, como meio de transporte, os
trens.
Nossa primeira experiência, porém, foi um desastre. Paris –
Bordeaux.
Na véspera, tomamos o metrô e fomos até a estação para que
testássemos o tempo e conhecêssemos o trem.
Maravilha. Filmamos, fotografamos, ficamos experts.
Dia seguinte, o táxi nos deixou em lugar diferente daquele ao
qual tínhamos chegado de metrô.
Tivemos que perguntar, no nosso francês medíocre:
- S’il vou plaît, où est plate-forme X?
E, felizmente, alguém de boa vontade nos mandou subir umas
escadas rolantes.
O trem chegou com sua pontualidade britânica.
Já sabíamos onde era nosso vagão e subimos, com nossas malas
pesadas.
Cada um subiu com a sua. Uma loucura.
E depois, como não encontrássemos lugar, senão acima de
nossas cabeças, colocamos aquelas mastrodontes nos maleiros altos pra burro,
que quase não alcançávamos, baixinhos que somos.
Depois dessa primeira experiência ficamos espertos e descobrimos um
compartimento entre os vagões onde passamos a deixar nossas bagagens.
Por outro lado,aprendemos que, no trem, um sobe, o outro
fica embaixo e dá as malas para quem subiu. Agora estamos craques, além de
termos diminuído o tamanho de nossas malas.
![]() |
| Nossas malas agora bem menores |
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4 - Amália, Carol e Mauro
O Mauro e a Carol viajaram em 2008 para a Itália. Ele, romântico
que é, decidiu pedir a mão da Carol
em casamento, num daqueles cenários da costa amalfitana.
Mas, quis o destino que
a mala da Carol não chegasse com
eles. Ela que tinha caprichado na arrumação daquela malinha de estimação (gentilmente
emprestada pelo Fábio e Ulli), coisa que, segundo ela, nunca antes havia
acontecido.
E não é que a mala só foi aparecer 17 dias depois!? Em
Frankfurt, quando já estávamos juntos.
Ainda bem que o Mauro ,
colocara a jóia que queria dar à Carol ,
na mala dele, que, pra seu alívio, chegou sã e salva.
Ele teve que aguardar o momento oportuno pra fazer o pedido,
![]() |
| o pedido de casamento |
já que esse incidente mexeu com o humor da Carol ,
pois ela não conseguia encontrar nenhuma roupa que fosse do seu gosto.
Depois, em Londres e na Irlanda, conseguiu comprar além de
uma malinha, algumas roupitchas transadinhas, que a deixaram mais animadinha.
Como a companhia aérea era portuguesa, apelidamos a Mala de
AMÁLIA.
E, quando, em Frankfurt, fomos atrás da dita cuja,
fotografamos o momento histórico, bem como a abertura da mesma.
Felizmente, ela estava completa.
5 - O mala do tiqueteiro austríaco
Quando fomos de trem de Zurique a Munique tivemos um momento tenso. Nossos 'tiquets' foram comprados aqui e não pensamos que pudéssemos ter nenhum problema.
Mas, o tiqueteiro ficou muito bravo conosco. E gritava dando a entender que não tínhamos direito a passar pela Áustria. Eu tentava explicar no meu inglês macarrônico que comprara o 'tiquet' no Brasil e que não estava entendendo o que ele queria dizer e que não íamos à Austria e sim à Alemanha, mas ele, com a amabilidade austríaca, gritava duramente conosco.
Tivemos sorte quando uma mulher de uns 50 anos, muito fina, dirigiu-se a nós em espanhol explicando que havia um trecho de 7 km na viagem, em terras austríacas e que nós teríamos que pagar,acho que, 12 euros por isso.
Depois que acertamos as contas ela e mais uma senhora criticaram a atitude do simpático tiqueteiro.






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