Fomos, no último fim de semana, conhecer Conservatória.
Eu tinha muita curiosidade.
Conservatória fica em Valença, no Rio de Janeiro, há 340 km de São Paulo. É longe. Mas valeu a pena.
A cidade respira música. Em toda esquina ou praça alguém está tocando ou cantando.
Acho que é programa pelo menos pra um fim de semana prolongado. Muito legal.
Veja abaixo a notícia do Globo
"RIO - Assim como o samba foi considerado patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prefeito de Valença, Vicente Guedes (PSC), decretou que a seresta é patrimônio histórico municipal e proibiu o som amplificado nas ruas e nos bares de Conservatória, distrito do município da região do Médio Paraíba.
O excesso de barulho eletrônico estava irritando os turistas e prejudicando a famosa serenata que percorre ruas do Centro às sextas e aos sábados. O cortejo, que também vai a hotéis, é uma das principais atrações de Conservatória e atrai turistas de todo o Brasil, principalmente cariocas, paulistas e mineiros. Esses últimos tiveram o caminho facilitado com a ligação direta até Conservatória por rodovias recentemente pavimentadas.
- A comunidade, os turistas e os seresteiros pediam essa norma há muito tempo porque muitas pessoas estão perdendo a noção de cidadania. Em Conservatória, a seresta é cantada à capela, no gogó. Muitas vezes, pessoas inescrupulosas abriam a mala dos carros e ligavam um som eletrônico absurdamente alto - explica Paulo Roberto Santos, hoteleiro e presidente do Conselho de Turismo do Vale do Café (Conciclo), acrescentando que embora seja um patrimônio imaterial, a seresta é a maior riqueza econômica de Conservatória."
Leia a íntegra na edição digital do GLOBO (exclusivo para assinantes)
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/07/16/em-defesa-da-seresta-conservatoria-abafa-som-eletronico-em-ruas-bares-924922327.asp#ixzz1SYuvgQVV © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Ler, ler, Ler, ler, ler, ler, ler. O melhor dos vícios.
Poderíamos dizer que “LER É O MELHOR REMÉDIO” ou que “QUEM LÊ, SEUS MALES ESPANTA” ou ainda “DIZE-ME O QUE LÊS E DIR-TE-EI QUEM ÉS”
Um dos primeiros livros que ganhei do meu pai, foi um livro de poesias do Casimiro de Abreu, “As Primaveras”. Eu tinha uns 9 anos.
Guardei o livro e a dedicatória de meu pai.
Em casa, meus pais liam bastante. Minha mãe era sócia do Clube do Livro e recebia, mês a mês, um exemplar. Eram livros com capa mole, papel simples, devia ter um custo baixo, mas reproduziam obras dos mais diversos autores: Guy de Maupassant, Émile Zola, José de Alencar, Machado de Assis, Eça de Queirós, Érico Veríssimo, etc.
Lembro de ter lido a Morgadinha dos Canaviais, Pollyana e Pollyana Moça, alguns livros de M. Delli, cujos romances eram feitos para jovens. E eu vivia lendo.
Aos 12 ou 13 anos ganhei a coleção Menina e Moça. Cada livro tinha 2 histórias. De aventuras, suspense, sobre jovens. Devorei os livros numas férias.
Depois ganhei a coleção do Cronin, Li todos os livros dele. Leitura densa, mas eu gostava.
Durante meu período de colegial tive que ler os livros pedidos no Mackenzie. Lembro que no segundo colegial lemos 23 livros.
E houve o episódio do “Encontro Marcado” de Fernando Sabino, cuja indicação de leitura foi desaprovada pela diretoria do Mackenzie, que dispensou o professor de Literatura, Paulo Villaça.
Resultado: quem não tinha lido ainda, correu a ler.
Até hoje gosto de ter sempre um livro por perto. Às vezes leio mais. Há períodos que não consigo me concentrar tanto. Mas, em geral, consigo me desligar de tudo que me cerca e me concentrar no que estou lendo.
Talvez por isso, goste de escrever.
Certa época, fiquei sócia de uma Biblioteca Municipal, ali na Lapa, onde pegava os mais diversos livros. Nessa época, li vários livros de Johannes Mario Simmel, a começar pelo “Nem só de caviar vive o Homem”. Houve a fase de Frederico Forsyth, do Sydney Sheldon, Morris West, Arthur Haley e vários outros autores de best sellers.
Alguns livros ficaram marcados pra sempre: Olhai os lírios do Campo, Ciranda de Pedra, Meu pé de laranja lima. Dom Casmurro, O Tempo e o Vento. Lembro de ter ido assistir ao filme “O Sobrado”, mas eu era muito criança e não gostei.
Alguns clássicos voltei a ler depois de adulta: O primo Basílio, Os Maias e, é lógico que em cada vez que relemos um livro temos uma análise distinta.
Fico feliz de ver Júlia gostando dos livros. Ler é um hábito enriquecedor. Desenvolve o vocabulário, a imaginação, aumenta o conhecimento.
Quem lê um bom livro não se sente sozinho.
Ultimamente, ganhei do Fábio e Ulli, um livro de uma escritora americana, nova, KATHRYN STOCKETT, sobre a segregação racial dos anos 60, no Mississipi, chamado A RESPOSTA, que eu recomendo.
Gosto também de romance policial. Um dos melhores que li foi a História do Chacal, depois transformado em filme e muito bem adaptado, por sinal.
Atualmente, estou lendo um livro policial, O Perseguidor, do Tom Figueiredo.
Na minha cabeceira já há mais 3 aguardando.
Tenho que ler conforme estiver meu espírito. Ás vezes, estou mais propensa a leituras leves.
Gosto muito do Chico Buarque músico, mas os livros dele, embora premiados e best sellers, não me atraíram.
Quando minha tia Maria era viva, mostrou desejo de ler Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher. Como estava esgotado, consegui um exemplar num sebo e dei a ela.
Muito tempo depois, ganhei de uma amiga e, ao ler, gostei muito. Acho que é um livro pra mulheres e de preferência de certa idade. Recomendado.
Se ficar aqui escrevendo sobre livros acho que não vou parar mais, portanto, vou parar por aqui e deixá-los ler o que mais lhes aprouver.
Acompanhar a evolução de uma criança é emocionante. Apenas 5 anos e a vontade de ler e escrever é intensa. E a felicidade ao conseguir formar uma frase. Muito lindo.
Há tempos dei ao Fábio um livro chamado UM DIA "DAQUELES", que tem frases associadas a imagens de animais e que procura mostrar as dificuldades e alegrias da vida.
Por ter tantas fotos de animais o livro acabou ficando pra Júlia.
Pois ela teve a iniciativa de escrever uma dedicatória nesse livro para dar a Maria. Escreveu tudo sozinha e resolvi digitalizar para guardar.
Fiquei orgulhosa de ver como ela foi desprendida e como ela se expressou com carinho pra priminha que está a caminho.