quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIOS


Alguns aniversários ficaram marcados.
Em janeiro de 1954, fui passar férias, como costumava, com minha Tia Loreto e meu tio Moacyr, em Águas da Prata. Eu me dava súper bem com os sobrinhos do meu tio.


os sobrinhos do meu tio (da esquerda para a direita: Luis José, Benedito Antonio, Laercio, Maria Alice e eu)

O Luis José era do dia 22.
Resolveram que eu dançaria na festa dele.
E eu, muito exibida, ensaiei várias danças e me apresentei para os convidados. Eu que nunca aprendi ballet.
Meus tios mandaram fazer o bolo, um campo de futebol.
E, dois dias depois, comemoraram o meu. Foi uma surpresa pra mim. O bolo, nunca vou esquecer: Um carrocinha cor de rosa, puxada por dois cavalos brancos lindos.
eu em Águas da Prata com o Lord
Voltamos de viagem à noite e chegamos em São Paulo bem cedinho. Era o dia do Quarto Centenário de São Paulo e ainda pude ver os papeizinhos prateados que foram  jogados de um avião para comemorar a grande data.

Por ser em janeiro, invariavelmente, chovia. Além disso, muitas pessoas estavam viajando, mas mesmo assim eu curtia muito a data.

Quando completei 13 anos minha mãe marcou um chá no Mappin. Foi o “must”
Convidei as melhores amigas, madrinha, amiga de minha mãe e todas gostaram.


Aos 14, comemorei em casa com uma festa/baile. Convidei os amigos (a turminha da Pompéia). Meu pai mandou fazer uma “vitrola” aproveitando o alto falante do rádio e colocou uma plaquinha com meu nome. 
Meu primo Luiz, sabendo disso, me presenteou com 6 long plays maravilhosos. Lembro-me de 4: Elvis Presley, João Gilberto, Ray Coniff,   um de músicas diversas chamado Mosaico. A festa terminou e nós, minha mãe, meu pai, minha prima e o então namorado dela e uma empregada chamada Enóia, continuamos dançando até altas horas. A Enóia com uma vassoura (rs).
meu primo Luiz




Comemorei meus 15 anos, com uma festa em casa com direito a baile, salgados e docinhos. Tudo feito em casa. Convidamos além dos amigos, o namorado, primos e tios. Jamais esquecerei da festa e dos preparativos: nós enrolamos tantos docinhos que dizíamos que passaríamos a festa toda fazendo esse movimento com as mãos. A Loli, querida amiga que, como diz o Boldrin, saiu fora do combinado, ajudou muito a preparar a festa. Saudades da Loli. 
Eu e a minha vitrola


Aos 16 estreei minha primeira saia justa. Demais! Os ônibus estavam em greve e minha mãe tinha encomendado uns salgadinhos numa doceira que ficava na rua Turiassu: doceira Flayô. E eu tive que ir a pé do Sumaré às Perdizes buscar a encomenda. Muito bem acompanhada, com um namorado, nem senti a distância.

Adorei fazer 18 anos para poder ir ao cinema. Por ter cara de muito criança, nunca passei por 18 anos antes, como as minhas amigas costumavam fazer.

E, finalmente, outra festa inesquecível foi a dos meus 50 anos, de cuja festa já contei neste blog.

É lógico que houve outras datas marcantes. Muitas passadas fora de São Paulo. Em Águas de Lindóia, Guarujá, São Vicente. Essa é a vantagem de se aniversariar nas férias.

Ao contrário de muita gente, gosto de comemorar meu aniversário. Mesmo que seja só com os filhos em casa. Mas sempre é muito bom saber que os amigos lembraram de mim. 


Este aniversário também foi marcante: 2006
3 dias antes nasceu Júlia. Foi pra casa no dia do meu aniversário. Presentão

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