Nesse dia dos avós, rememoro passagens gostosas com esses serzinhos que modificam a vida da gente.
Convivo muito com a mais velha, Júlia 12 anos, minha companheira para passear, conversar, tomar sorvete, jogar buraco, trocar ideias. Aprendo muito com ela.
Depois de ficar uns quinze dias longe voltou me abraçando e dizendo que sentiu minha falta.
Querem coisa melhor?
Se ela sentiu minha falta, imaginem a falta que senti dela...
Nessas férias os pequenos vieram passar uns dias aqui. Como estão espertos! Sabem tudo.
Maria , seis anos, tudo quer saber. Se estamos conversando sobre algo ela pergunta , quer entender do que se trata e, às vezes, reclama que não está entendendo nada do que estamos falando. Está feliz por aprender a ler na escola Waldorf, onde estuda. Lá também aprende, cantando, o alemão e, segundo a professora, não por acaso sua mãe, tem a pronúncia correta. Confesso que tenho dificuldade para aprender o idioma.
Ela me emocionou quando estávamos indo pegar a Júlia para ir ao cinema. Comentou que gostava muito da prima. Que a prima era uma fofa e que era muito respeitosa. Deduzi que Júlia a trata muito bem e aceita o que ela fala e faz.
Na despedida das duas houve lágrimas dos dois lados.
Pedro, 4 anos, está muito engraçadinho, sem corujice. Embora ainda não tenha aulas de alemão, já sabe cantar várias músicas e sempre diz que vai morar na Alemanha.
Registro aqui algumas falas dele, já que delas registrei no meu livro:
a bala que ele gosta é de frutis frutis...
outro dia vendo uma foto minha disse que eu estava mais linda que o infinito...
Outro dia, estávamos na pracinha e um senhor me abordou entregando um cartão para o caso de precisar de cuidador/a. As crianças quiseram saber o que aquilo significava.
A mãe explicou que quando a pessoa fica velhinha e não consegue cozinhar, tomar banho sozinha, se vestir, é preciso contratar um cuidador/a.
Aproveitando que estávamos em frente a uma casa de repouso, mostrou o lugar dizendo que ali viviam alguns idosos que não podiam mais morar sozinhos. Para que entendessem comparou a um orfanato, que eles sabem o que é.
Pedro ficou pensativo e depois disse, muito sério:
- Vovó você não precisa ir para o orfanato. Você sabe cozinhar muito bem...
Recebi muitos abraços deliciosos dos dois. E mal eles foram embora, já estou com muitas saudades!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Ele é importante pra mim.