São muitas as passagens engraçadas que
tivemos com os vizinhos.
Difícil será lembrar de todas.Vou tentar lembrar pra contar.
1 - Pescando a chave
Numa das vezes que saí com os meninos, ao voltar, quando fui abrir a porta da sala percebi que a empregada, que já tinha ido
embora, tinha passado o trinco na mesma.
Estávamos presos do lado de fora.
O que fazer?
Nessas horas, invariavelmente, batíamos na
porta da Beth . Pobre Beth .
O Walter não costumava chegar cedo,
portanto, precisávamos pensar rápido em uma brilhante solução.
Nós deixávamos uma cópia da chave num chaveiro
pendurado atrás da porta da cozinha. E o vitrô ficava na parede lateral.
- Elementar, minha cara Lê, disse a Beth .
Pegou uma escada alta, colocou no muro, o Mauro subiu, ficou no muro e ajudou a colocar a
escada do outro lado.
Aí a Beth
desceu no meu quintal.
Alguém arrumou um bambu. Colocamos um arame
na ponta do bambu e a Beth subiu num
patamar embaixo da janela da cozinha pra tentar pescar a dita chave.
E não é que conseguiu? Foi uma ação
pra MacGyver
nenhum botar defeito.
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2 – Menina é tão alegre
Certo fim de semana, a Beth viajou com o Francisco e as 3 meninas ficaram
sozinhas. As mais velhas já eram adolescentes.
Ela me pediu pra dar uma olhada nelas. Ver
se estava tudo bem. Enfim.
Fiquei atenta.
À noite, comecei a ouvir muita
risada do lado de lá.
Não havia barulho de briga, nem de
confusão. Só risada.
E eu pensando com meus botões:
- menina é tão alegre!
Como percebi que logo depois tudo estava
apagado e silencioso, deduzi que haviam ido dormir.
Quando a Beth
voltou fiquei sabendo do porquê das risadas.
Havia surgido um ratinho na lavanderia e
estaria dentro da máquina de lavar.
As risadas eram de nervoso.
Elas fecharam a porta da lavanderia e a Beth e o Fran tiveram um trabalhão pra caçar o
danado.
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3 – Seria macumba?
Numa outra vez que eles viajaram, fui
verificar pela janela do banheiro, se estava tudo tranquilo por lá, e vi que havia um clarão vermelho com o qual
fiquei cismada.
Pra ser bem original, vocês sabem, à noite
todos os gatos são pardos....
Chamei o Walter, que também ficou com a
pulga atrás da orelha.
Resolvemos chamar um outro vizinho pra ver
o que ele achava. Olhávamos pelo muro e víamos o tal clarão. O vizinho resolveu
pegar uma arma.
Ficamos naquela indecisão. Pular o muro ou
não pular, eis a questão.
Os homens acharam melhor pular o muro,
mesmo com a não concordância nossa e lá estava ela: uma vela de 7 dias, que a
sogra da Beth havia acendido e
colocado na lavandeira, para pedir proteção à casa, já que eles haviam viajado.
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