domingo, 21 de novembro de 2010

VIZINHOS E VIZINHANÇAS


São muitas as passagens engraçadas que tivemos com os vizinhos.
Difícil será lembrar de todas.Vou tentar lembrar pra contar.

1 - Pescando a chave

Numa das vezes que saí com os meninos, ao voltar, quando fui abrir a porta da sala percebi que a empregada, que já tinha ido embora, tinha passado o trinco na mesma.
Estávamos presos do lado de fora.
O que fazer?
Nessas horas, invariavelmente, batíamos na porta da Beth. Pobre Beth.
O Walter não costumava chegar cedo, portanto, precisávamos pensar rápido em uma brilhante solução.
Nós deixávamos uma cópia da chave num chaveiro pendurado atrás da porta da cozinha. E o vitrô ficava na parede lateral.
- Elementar, minha cara Lê, disse a Beth.
Pegou uma escada alta, colocou no muro, o Mauro subiu, ficou no muro e ajudou a colocar a escada do outro lado.
Aí a Beth desceu no meu quintal.
Alguém arrumou um bambu. Colocamos um arame na ponta do bambu e a Beth subiu num patamar embaixo da janela da cozinha pra tentar pescar a dita chave.
E não é que conseguiu? Foi uma ação pra  MacGyver nenhum botar defeito.


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2 – Menina é tão alegre


Certo fim de semana, a Beth viajou com o Francisco e as 3 meninas ficaram sozinhas. As mais velhas já eram adolescentes.
Ela me pediu pra dar uma olhada nelas. Ver se estava tudo bem. Enfim.
Fiquei atenta.
À noite, comecei a ouvir muita risada do lado de lá.
Não havia barulho de briga, nem de confusão. Só risada.
E eu pensando com meus botões:
- menina é tão alegre!
Como percebi que logo depois tudo estava apagado e silencioso, deduzi que haviam ido dormir.
Quando a Beth voltou fiquei sabendo do porquê das risadas.
Havia surgido um ratinho na lavanderia e estaria dentro da máquina de lavar.
As risadas eram de nervoso.
Elas fecharam a porta da lavanderia e a Beth e o Fran tiveram um trabalhão pra caçar o danado.

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3 – Seria macumba?

Numa outra vez que eles viajaram, fui verificar pela janela do banheiro, se estava tudo tranquilo por lá,  e vi que havia um clarão vermelho com o qual fiquei cismada.
Pra ser bem original, vocês sabem, à noite todos os gatos são pardos....
Chamei o Walter, que também ficou com a pulga atrás da orelha.
Resolvemos chamar um outro vizinho pra ver o que ele achava. Olhávamos pelo muro e víamos o tal clarão. O vizinho resolveu pegar uma arma.
Ficamos naquela indecisão. Pular o muro ou não pular, eis a questão.
Os homens acharam melhor pular o muro, mesmo com a não concordância nossa e lá estava ela: uma vela de 7 dias, que a sogra da Beth havia acendido e colocado na lavandeira, para pedir proteção à casa, já que eles haviam viajado.

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