sexta-feira, 13 de maio de 2011

LEMBRANÇAS DA ADOLESCÊNCIA agora com P.S.


Tenho reencontrado pessoas que fizeram parte da minhá vida na minha adolescência e que eu não via há muito tempo.
Muito bom esse resgate. O último que fiz é porque agora faço parte de um coral.
Coral é a coisa mais gostosa que existe. No término de cada ensaio, a gente se sente com a alma lavada.
Já cantei antes em coral. No clube, nos anos 70 e no trabalho, durante uns 3 ou 4 anos.
Agora, tive a oportunidade de fazer parte de outro coral. Outra vez, falarei somente do coral.

Mas, hoje quero contar uma história da adolescência, lembrada pela Penha, ontem. A Penha é uma das amizades que, felizmente, resgatei, por conta do Coral. Ela cantava muito bem e eu resolvi chamá-la pra fazer parte.

Nos idos anos 60, minha mãe recebeu uns convites para um espetáculo de marionetes feito por 4 gaúchos, no velho Teatro de Alumínio, ali no Anhangabaú.
Convidei a Penha, Célia e Loli e fomos acompanhadas da Alzira, que trabalhava na casa da Penha há anos.
O espetáculo era muito bem feito e tinha um fundo musical, cuja última estrofe não entendíamos direito.
E como no final, os rapazes vieram com seus bonecos se apresentar para o público fomos conversar com eles, que, por sinal, não eram de se jogar fora.
Deviam ter uns 18 anos pra mais.
Nós gostamos deles e eles de nós. Trocamos telefones e então promovemos:
·       um jantar na casa da Penha;
·       um espetáculo de teatro na minha casa;
·       um bailinho na casa da Célia.

O jantar na casa da Penha foi súper gostoso e a mãe da Penha ficou conhecendo os rapazes.
O espetáculo de marionetes na minha casa foi um sucesso, já que chamamos todas as crianças e jovens que conhecíamos.
E o bailinho na casa da Célia foi, como sempre, perfeito.

Nesse momento, a Penha já estava de namoro com um dos rapazes, a Célia de paquera com outro, um deles interessado na Loli e eu, que até então tinha um namorado que andava sumido havia um mês, mais ou menos, fui cortejada pelo irmão do namorado da Penha, que desistiu de fazer uma viagem ao Rio.

A Penha marcou de encontrar o namorado na porta da Igreja e eu iria segurar vela, acompanhada do irmão dele (o único de quem eu lembro o nome: Antonio Carlos).
Eis que, avisado por algum amigo presente ao bailinho, aparece de bicicleta o meu namorado sumido. 
E fomos os 3 andando atrás da Penha, eu no meio dos dois, que pareciam querer se e me fuzilar. (rsrsrsrsrsrsrs). Lembranças inesquecíveis da adolescência.
P.S. A Ana Lia, irmã da Penha lembrou do nome do namorado da Penha, Jorge.


P.S. II - Cometário da Célia:
"Sabe o que foi que eu lembrei?
O nome do meu paquera, do teatro dos bonecos era....Nei Jancowisk ( eureka...precisei de duas caixas de Ginkgo Biloba, para recordar) e durante algum tempo, trocamos cartas, com a revisão final de mamãe, é claro.
Tempos bons aqueles, hein...."

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