Tenho reencontrado pessoas que fizeram parte da minhá vida
na minha adolescência e que eu não via há muito tempo.
Muito bom esse resgate. O último que fiz é porque
agora faço parte de um coral.
Coral é a coisa mais gostosa que existe. No término de cada
ensaio, a gente se sente com a alma lavada.
Já cantei antes em coral. No clube, nos anos 70 e no
trabalho, durante uns 3 ou 4 anos.
Agora, tive a oportunidade de fazer parte de outro coral.
Outra vez, falarei somente do coral.
Mas, hoje quero contar uma história da adolescência,
lembrada pela Penha, ontem. A Penha é uma das amizades que, felizmente,
resgatei, por conta do Coral. Ela cantava muito bem e eu resolvi chamá-la pra
fazer parte.
Nos idos anos 60, minha mãe recebeu uns convites para um
espetáculo de marionetes feito por 4 gaúchos, no velho Teatro de Alumínio, ali
no Anhangabaú.
Convidei a Penha, Célia e Loli e fomos acompanhadas da
Alzira, que trabalhava na casa da Penha há anos.
O espetáculo era muito bem feito e tinha um fundo musical,
cuja última estrofe não entendíamos direito.
E como no final, os rapazes vieram com seus bonecos se
apresentar para o público fomos conversar com eles, que, por sinal, não eram de
se jogar fora.
Deviam ter uns 18 anos pra mais.
Nós gostamos deles e eles de nós. Trocamos telefones e então
promovemos:
·
um jantar na casa da Penha;
·
um espetáculo de teatro na minha casa;
·
um bailinho na casa da Célia.
O jantar na casa da Penha foi súper gostoso e a mãe da Penha
ficou conhecendo os rapazes.
O espetáculo de marionetes na minha casa foi um sucesso, já
que chamamos todas as crianças e jovens que conhecíamos.
E o bailinho na casa da Célia foi, como sempre, perfeito.
Nesse momento, a Penha já estava de namoro com um dos
rapazes, a Célia de paquera com outro, um deles interessado na Loli e eu, que
até então tinha um namorado que andava sumido havia um mês, mais ou menos, fui
cortejada pelo irmão do namorado da Penha, que desistiu de fazer uma viagem ao
Rio.
A Penha marcou de encontrar o namorado na porta da Igreja e
eu iria segurar vela, acompanhada do irmão dele (o único de quem eu lembro o
nome: Antonio Carlos).
Eis que, avisado por algum amigo presente ao bailinho,
aparece de bicicleta o meu namorado sumido.
E fomos os 3 andando atrás da Penha, eu no meio dos dois,
que pareciam querer se e me fuzilar. (rsrsrsrsrsrsrs). Lembranças inesquecíveis
da adolescência.
P.S. A Ana Lia, irmã da Penha lembrou do nome do namorado da Penha, Jorge.
P.S. II - Cometário da Célia:
P.S. A Ana Lia, irmã da Penha lembrou do nome do namorado da Penha, Jorge.
P.S. II - Cometário da Célia:
"Sabe o que foi que eu lembrei?
O nome do meu paquera, do teatro dos bonecos era....Nei Jancowisk ( eureka...precisei de duas caixas de Ginkgo Biloba, para recordar) e durante algum tempo, trocamos cartas, com a revisão final de mamãe, é claro.
Tempos bons aqueles, hein...."
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