Outro dia , no aniversário da filhinha do Uirá, que era nosso vizinho e hoje compadre do Mauro, o pai dele, o Carlos, lembrou de uma vez que, entusiasmado, veio assistir a um ensaio, pandeiro debaixo do braço.
O ensaio começou, ele se animou e mandou brasa no pandeiro.
E como eu disse antes, tocar em grupo pede uma unidade muito grande. E, se por acaso, o músico vacilar, já era. Compromete o resultado.
E, talvez, pela empolgação, ele “atravessou”,isto é, tocou fora do ritmo que estava sendo dado àquela melodia.
O Zé, sem dó, nem piedade, pediu pra ele parar.
Nesse nosso encontro, tantos anos depois, ele relembrou, rindo, desse dia em que, segundo ele, levou o Cartão Vermelho.
Uma coisa que eu não me lembrava mais e que o Uirá me recordou é de que a turminha da garotada da rua, chamava os ensaios do Gente Humilde de Festa Baile, que era um programa da TV Cultura, animado pelo Francisco Petrônio, que, por sinal, tinha uma voz muito bonita e cantava músicas românticas e valsas, ao som das quais, casais de uma certa idade dançavam.
Eu diria, contrariando a garotada, que nós éramos bem mais moderninhos(rs).
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