O Walter estudou no Colégio Macedo Soares mais ou menos de 55 a 63, quando cursou o então
Ginásio e Científico e fez grandes amizades.
A Faculdade o fez perder de vista alguns colegas, mas em 74,
quando o Mário Limberti e a Dirce voltaram
da viagem de Lua de Mel, o Décio e a Cristina resolveram reunir uma turma e
iniciaram o que foram “As famosas festas à fantasia do Macedo”, que duraram uns 10 anos.
Tentarei aqui contar algumas passagens dessas festas
inesquecíveis, realizadas no salão da casa do casal Décio/Cristina.
Apenas a dos 10 anos foi realizada no Clube Português e não
foi à fantasia, embora tenha acontecido um desfile dos homens vestidos de
mulher, hilário.
| Eles estavam ridículos |
Houve festa “Caipira”,
“Italiana”, “Circo”, “Fantasia”, "Ilha da Fantasia" e
o que mais chamava a atenção era a produção, o capricho, a imaginação, os
detalhes, enfim.
Era Profissional.
A comissão, formada pelo Décio e Cristina, Zinho e Sandra, Mário
e Dirce, Zé Roberto e Conceição, Adhemar e Zezé, pensava em tudo: desde o cenário,
enfeites, comida, brindes, convites até a lembrancinha dada a cada casal.
Os professores eram convidados e adoravam freqüentar as
festas e, em dado momento, faziam parte da comissão julgadora das melhores
fantasias.
A Sandra idealizava os cenários.
Lembro-me da festa do Circo
em que eles estilizaram uma lona no teto, com as cores do Macedo, azul e
amarelo. Ficou perfeito.
Nesse dia, na hora de ir embora, eu os parabenizei e
disse que queria entrar pra aquela comissão, tão eufórica eu estava com todos os detalhes da festa.
Depois de uns dias, eles nos ligaram convidando o Walter e
eu para fazermos parte da comissão. Foi demais.
Passamos a integrar o time. E era muito bom participar da organização das festas. Desde a escolha do tema, até os detalhes a ele relacionados. Ríamos
muito naquelas reuniões que antecediam as festas. Começávamos a nos reunir depois
do Carnaval. As festas aconteciam no último sábado de maio.
O Walter passou a
ser responsável pelos convites,cujos textos, impressão, etc. ele conseguia com os criadores das Agências
de Propaganda onde trabalhava.
Algumas festas foram inesquecíveis.
A “Volta à Infância”,
por exemplo, foi muito engraçada. Os rapazes voltaram realmente à infância. Faziam
arte mesmo. Houve a dança das cadeiras e outras inúmeras brincadeiras e eles
estavam endiabrados.
A mesa tinha todos os docinhos, dos quais criança gosta: brigadeiro,
olho de sogra, beijinho, pirulito, e a decoração toda infantil fez muito
sucesso.
A festa “Cafona” também foi demais. Todos estavam muito engraçados. Alguns, não sabíamos se estavam
vestidos de Cafona, ou não.
Lembro-me que coloquei um vestido longo, branco e leve, com uma blusa de lã pesada por baixo e um gorro de pele. Uma meia com uma sandália transparente. Ridícula.
O Walter, que usou um paletó listado com calça xadrez, colocou na lapela toda sorte de distintivos de campanhas políticas, como a vassourinha do Jânio.
Ao encontrarmos um dos convidados com o distintivo do Lyons ou Rotary, cometi a gafe de perguntar se ele também tinha colocado aqueles brochinhos cafonas...
Ao encontrarmos um dos convidados com o distintivo do Lyons ou Rotary, cometi a gafe de perguntar se ele também tinha colocado aqueles brochinhos cafonas...
O Décio arranjou num bar de periferia, potes contendo sardinha enrolada na cebola e potes com ovos cozidos coloridos.
No meio da mesa, uma peça de prata (que ele arranjou no
restaurante Wells, que gerenciava e que pertencia ao grupo Pão de Açúcar),
transformada numa enorme fonte, que jorrava água e que ele dizia ser o bidê da mulher do patrão(rs rs rs).
Havia os famosos abacaxis com espetinhos de salsicha, azeitona, etc. Enfim, pensaram em tudo. O brinde? O pingüim de
geladeira, lógico.
E houve a festa “Country”.
O Zé Roberto conseguiu um tecido meio aveludado para fazer as cortinas como se
fosse um saloom. O Décio colocou um
cavalo na porta da casa. Imaginem a sujeira que o danado fez ali e o odor que
permaneceu por dias a fio.
Nessa festa, o prêmio de fantasia masculina foi dado ao primo da Conceição (o mesmo que ganhou vestido de bebê), que se vestiu e desfilou, impecavelmente,
de cowboy. Terminou o desfile,
acendendo um cigarro com um fósforo riscado na sola da bota.
A fantasia feminina premiada foi a minha, talvez pela
originalidade, já que muitas vestiram-se de dançarinas de Can can.
Minha roupa era a de uma velhinha recatada, de saia longa,
botas, cinto, blusa fechada com um camafeu pendurado no pescoço, casaco de veludo e um chapeuzinho arrematado por um
tule bege rosado, que dá pra ver um pouquinho na foto abaixo. O revolver estava numa bolsinha do mesmo tecido da saia.
| antes de irmos pra festa passamos na casa do nosso afilhadinho, o Fabrizio, que comemorava seu aniversário e tiramos foto com o Flávio (Barão) que também aniversariava. |
A festa de “Terror” também teve momentos hilários. Para entrar no salão, os convidados tinham que passar por um labirinto de cortinas pretas, com luz negra, que iluminava umas estatuetas brancas de parafina, tornando-as assustadoras. Alguns
de nós ficávamos estáticos ali e quando as pessoas passavam, estendíamos a mão, inesperadamente. Fora as biribas espalhadas pelo chão que, quando pisadas,
estalavam.
Os convidados estavam muito engraçados ou assustadores: Havia Frankstein, Vampiros, Múmias, Caveiras, etc.
Na hora de servir o jantar, colocou-se o Caldeirão de
Estrogonofe dentro de um ‘caixãozinho’ e fez-se um cortejo.
O Mário discursou, exaltando as qualidades “DAQUELE”,
que estava no caixão, provocando o choro convulsivo de um dos garçons.
- ELE foi isso, ELE foi aquilo, dizia o Mário.
Fez-se um suspense. E, quando depositaram o caixão sobre a
mesa, ele finalizou:
- ELE, o BOI.
Foi só risada.
Foi uma pena que essas festas tenham acabado. Era muito bom encontrar as pessoas, que eu acabei adotando como meus amigos.
Essas festas eram tão inusitadas que deveriam ter sido motivo de alguma reportagem. Bons tempos que deixaram muitas saudades.
PS. Na época das festas, eu movimentava a família, a vizinhança e as amigas pra me ajudarem a confeccionar a fantasia. Foi o caso da fantasia country, cuja saia foi confeccionada pela minha mãe, o casaco emprestado da minha prima, Mélia, o chapéu adaptado e tingido pela Bel, minha vizinha e o cinto e a bota emprestados da Beth, outra vizinha.
PS. Na época das festas, eu movimentava a família, a vizinhança e as amigas pra me ajudarem a confeccionar a fantasia. Foi o caso da fantasia country, cuja saia foi confeccionada pela minha mãe, o casaco emprestado da minha prima, Mélia, o chapéu adaptado e tingido pela Bel, minha vizinha e o cinto e a bota emprestados da Beth, outra vizinha.
Oi Le, nossa que lembranca gostosa que foi esse post! Apesar de criancas, nos sempre ajudavamos na decoracao do salao de festa de casa, e no dia da festa eu e meus irmaos ficavamos no andar de cima espiando pela janela para verem vcs chegarem. Meus pais ainda tem os filmes das festas que converterem de super 8 para video. Acho que precisam fazer a conversao novamente. hahaha. Vou mandar o link para a minha mae. Tenho certeza que ela vai adorar relembrar tambem.
ResponderExcluirBeijos,
Oi Dani, tenho muitas saudades dessas festas. Mas, como tudo que é bom, durou pouco. E, repetindo o ditado, foi bom enquanto durou...
ResponderExcluirFicou a lembrança de um tempo muito bom e feliz.
Precisamos mesmo passar pra DVD e fazer cópia pra todos. Tenho certeza que todos gostariam de ter guardada essa cópia. Adorei seu blog. Vou continuar seguindo. Vi hoje sua postagem sobre o Rio. Beijão
Lê ,estava fazendo os biscoitos,quando a Dan me chamou para falar de seu blog e como ela tinha gostado!.
ResponderExcluirClaro que fiz uma pausa e me diverti e ao mesmo tempo me emocionei com as lembranças das festas.
Parabens continue com ele pois está sensacional!
Bjs.
Cris
Obrigada, Cris
ResponderExcluirHá passagens de nossas vidas que merecem ficar publicadas, não é, tão ricas foram elas.
Também curti o blog da Dani. As fotos são lindas e o conteúdo prende a atenção. Já passei o endereço pros filhos e noras. beijão