Precisávamos resolver algumas pendengas do apartamento da praia. Terça seria um bom dia pra irmos pra lá, pois não havia compromissos aqui.
Nos programamos e fomos.
Era um vapt vupt. Umas 17:00h estaríamos de volta.
Maridão resolveu ir de bermuda, mas, por insistência minha levou um "training".
Eu botei um jeans, polo de manga curta e um agasalho de plush.
Levamos a documentação do apartamento pra colocar numa imobiliária pra locação em temporada e até, quem sabe, venda.
Saímos de casa umas 9:00h. Uma paradinha pra abastecer e lá fomos nós.
Levamos uns bons minutos só pra atravessar a Pça. Panamericana, mais um tanto pra chegar à Marginal Pinheiros. Todo mundo resolveu pegar o mesmo caminho que a gente.
Mais ou menos às 10:30h estávamos na Av. Bandeirantes. E ela não estava assim tão cheia não. Maravilha!
Um pingo aqui, outro pingo ali. E dá-lhe chuva, quer dizer CHUVA!!!
Aumentei a velocidade do limpador de parabrisa, mas ele não dava conta. Coloquei no máximo e a chuva caia sem parar e cada vez mais forte.
Pensei em parar um pouco, mas já ouvi tantas histórias de que pararam no acostamento e Pumba! alguém veio e bateu no carro parado. Eu, hein?! pensei, vamos indo, devagar, mas sem parar.
O filho, preocupado, ligou pro celular. Falou com o pai e lamentou o fato de termos escolhido logo aquele dia, que São Pedro resolveu mandar toda água que estava parada lá em cima. Sugeriu que parássemos, se necessário.
Passado o pedágio, a chuva deu pequena trégua e achei que não precisávamos recorrer a uma paradinha estratégica.
A Serra estava clara, sem nenhuma neblina. Não foi necessária a ajuda de Comboio.
Continuamos, então, mais tranquilos pelo caminho inúmeras vezes feito.
Mas, quando estávamos pra pegar a Piaçaguera-Guarujá, me distraí e não entrei onde deveria, assim tivemos que ir por Santos.O retorno ficava longe.
Imaginem a alegria do maridão.
Não bastando esse meu deslize, pegamos um senhor trânsito devido a um acidente de moto. Vimos o motoqueiro estendido no chão, sendo atendido pelo resgate.
Há muito tempo não entro por Santos e tive dificuldade de acertar a saída certa. Peguei o caminho da Santa Casa (mais distante) e saímos na direção de José Menino.
Percorremos todo o trecho até alcançarmos a Balsa e atravessarmos pro Guarujá.
Pra quem saiu de São Paulo às 9, chegar ao Guarujá 12:30h é quase como viajar numa véspera de feriado, não?
Procurei não perder o humor e, principalmente, não deixar o maridão perder o dele.
Na imobiliária, nos assustamos quando a atendente nos alertou que nosso documento de registro de imóvel estava incompleto. Não constava nele o nosso nome como proprietários do apartamento.
Após o almoço, fomos ao Cartório e lá informados que constava sim nosso nome e que podíamos ter uma cópia atualizada da matrícula do imóvel. A cópia ficaria pronta no dia seguinte às 10.
Tivemos, pois, que dormir no Guarujá.
Na última vez que estivemos lá trouxe quase toda roupa pra lavar. Sobraram lá 3 lençóis de solteiro e uma fronha.
Foi com o que dormimos. Pela manhã usamos os lençóis como toalha de banho.
Sem contar que o Walter dormiu com a polo com que viajou e eu com o agasalho que tinha levado.
Ainda bem que havia um ferro elétrico que deixou a polo com cara melhor.
Hoje voltamos com sol numa estrada movimentada, com muitos caminhões, mas sem problemas.
Chegamos aqui meio dia e pouco e fizemos um almocinho a quatro mãos. O Walter comentou que passou um dia diferente, fazendo tanta coisa. E eu cheguei à conclusão que, com bom humor, imaginação e improviso a gente pode enfrentar situações imprevistas e ainda se divertir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Ele é importante pra mim.