quinta-feira, 29 de novembro de 2012

AVENTURAS NA ESTRADA DE SANTOS

Precisávamos resolver algumas pendengas do apartamento da praia. Terça seria um bom dia pra irmos pra lá, pois não havia compromissos aqui.
Nos programamos e fomos.
Era um vapt vupt. Umas 17:00h estaríamos de volta.
Maridão resolveu ir de bermuda, mas, por insistência minha levou um "training".
Eu botei um jeans, polo de manga curta e um agasalho de plush.
Levamos a documentação do apartamento pra colocar numa imobiliária pra locação em temporada e até, quem sabe, venda.
Saímos de casa umas 9:00h. Uma paradinha pra abastecer e lá fomos nós.
Levamos uns bons minutos só pra atravessar a Pça. Panamericana, mais um tanto pra chegar à Marginal Pinheiros. Todo mundo resolveu pegar o mesmo caminho que a gente.

Mais ou menos às 10:30h estávamos na Av. Bandeirantes. E ela não estava assim tão cheia não. Maravilha!
Um pingo aqui, outro pingo ali. E dá-lhe chuva, quer dizer CHUVA!!!
Aumentei a velocidade do limpador de parabrisa, mas ele não dava conta. Coloquei no máximo e a chuva caia sem parar e cada vez mais forte.
Pensei em parar um pouco, mas já ouvi tantas histórias de que pararam no acostamento e Pumba! alguém veio e bateu no carro parado. Eu, hein?! pensei, vamos indo, devagar, mas sem parar.
O filho, preocupado, ligou pro celular. Falou com o pai e lamentou o fato de termos escolhido logo aquele dia, que São Pedro resolveu mandar toda água que estava parada lá em cima. Sugeriu que parássemos, se necessário.
Passado o pedágio, a chuva deu pequena trégua e achei que não precisávamos recorrer a uma paradinha estratégica.
A Serra estava clara, sem nenhuma neblina. Não foi necessária a ajuda de Comboio.
Continuamos, então, mais tranquilos pelo caminho inúmeras vezes feito.
Mas, quando estávamos pra pegar a Piaçaguera-Guarujá, me distraí e não entrei onde deveria, assim tivemos que ir por Santos.O retorno ficava longe.
Imaginem a alegria do maridão.
Não bastando esse meu deslize, pegamos um senhor trânsito devido a um acidente de moto. Vimos o motoqueiro estendido no chão, sendo atendido pelo resgate.
Há muito tempo não entro por Santos e tive dificuldade de acertar a saída certa. Peguei o caminho da Santa Casa (mais distante) e saímos na direção de José Menino.
Percorremos todo o trecho até alcançarmos a Balsa e atravessarmos pro Guarujá.
Pra quem saiu de São Paulo às 9, chegar ao Guarujá 12:30h é quase como viajar numa véspera de feriado, não?
Procurei não perder o humor e, principalmente, não deixar o maridão perder o dele.
Na imobiliária, nos assustamos quando a atendente nos alertou que nosso documento de registro de imóvel estava incompleto. Não constava nele o nosso nome como proprietários do apartamento.
Após o almoço, fomos ao Cartório e lá informados que constava sim nosso nome e que podíamos ter uma cópia atualizada da matrícula do imóvel. A cópia ficaria pronta no dia seguinte às 10.
Tivemos, pois, que dormir no Guarujá.
Na última vez que estivemos lá trouxe quase toda roupa pra lavar. Sobraram lá 3 lençóis de solteiro e uma fronha.
Foi com o que dormimos. Pela manhã usamos os lençóis como toalha de banho.
Sem contar que o Walter dormiu com a polo com que viajou e eu com o agasalho que tinha levado.
Ainda bem que havia um ferro elétrico que deixou a polo com cara melhor.
Hoje voltamos com sol numa estrada movimentada, com muitos caminhões, mas sem problemas.
Chegamos aqui meio dia e pouco e fizemos um almocinho a quatro mãos. O Walter comentou que passou um dia diferente, fazendo tanta coisa. E eu cheguei à conclusão que, com bom humor, imaginação e improviso a gente pode enfrentar situações  imprevistas e ainda se divertir. 

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