"ret figura pela qual o orador ou escritor empresta sentimentos humanos e palavras a seres inanimados, a animais, a mortos ou a ausentes; personificação, metagoge."
Nossa lição foi, portanto, elaborar um texto como sendo um objeto de brechó, que ficou assim:
Vai
ser difícil sair daqui.
As
pessoas me olham, me tocam, fico animado, mas nada. Vão embora sem, ao menos,
me dar um até logo.
Eu
me sinto mal, sabe? Diminuído, esquecido, desprezado.
E
lembrar que já tive meus momentos de glória...
Lembro-me
de quando fui destaque pela primeira vez. Era um dia de festa. Todos me
admiravam. Eu estava radiante. Brilhava!
Fui idealizado
por um cara importante, de renome. Especialmente para aquela data.
Suely
recomendou:
─ Quero
que todos se lembrem deste momento, portanto capriche.
E
ele caprichou.
Fiquei
sem saber o valor de tudo aquilo. Mas isso não era importante naquele momento.
Estava feliz porque iria chamar a atenção de todos. Era o que eu queria.
A
gente vive de altos e baixos. A vida é uma roleta russa. Hoje estou aqui, em
segundo plano, vendo gente entrando e saindo, sem ser notado.
Opa.
Estou sendo acariciado. Nossa, que sensação deliciosa!
Parece
que fui escolhido. Já me sinto mais animado.
Acho
que agradei. Vejo que estão combinando o valor. Não consigo entender o que
dizem, mas...
Viva!
Deu certo.
Não
serei mais apenas um velho vestido abandonado num brechó.
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