domingo, 6 de março de 2011

A QUARESMA


Ainda me lembro bem que na Quaresma não se podia mais cantar músicas de carnaval.
Era uma época de recolhimento mesmo.
As rádios não tocavam senão músicas clássicas ou sacras ou músicas sérias. Carnaval, nem pensar. Eu me segurava pra não cantar músicas do carnaval que eu havia cantado os quatro dias seguidos. E, quando elas vinham à cabeça, eu rapidamente mudava o ritmo cantando alguma valsa, ou outra música lenta.
Jamais esquecerei de ouvir tocar na rádio “As águas vão rolar” em ritmo de tango. E olha que ficou muito bom. Experimentem cantar, marcando o ritmo: 
Um, dois, um dois...

"As águas vão rolar.
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo a mão no  saca saca saca-rolha
E bebo até,
Me afogar
Deixa as águas rolar."

O que acharam? Não deu súper certo? (rs)
Pois é, hoje o carnaval da Bahia e de outras cidades do nordeste se estendem até o outro fim de semana. Ninguém mais dá bola pra Quaresma. Acho até que ninguém sabe o que a Quaresma* significa.
Sinais dos tempos, de que a Igreja não mais domina o pensamento das pessoas, da falta de respeito, da falta de informação, da liberdade (ainda que tardia)?
Talvez alguém responda satisfatoriamente a esse questionamento.
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*Quaresma: palavra que vem do latim "quadragésima", é o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa.

Para quem se interessar aqui fica o site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Quaresma, onde poderão ter mais informações a respeito.

sábado, 5 de março de 2011

CARNAVAL É MUITO BOM

Gosto do carnaval. Desde que me entendo por gente. Quando pequena, ia pular no Banco do Brasil, lá no centro de São Paulo. Último andar do prédio onde funcionava o banco e onde um amigo dos meus pais trabalhava. Ele tinha uma filha, mais ou menos da minha idade, e íamos as duas. Fantasiadas. O baile ia das 2 às 6 da tarde. Tenho grandes recordações. Devo ter ido uns 3 anos seguidos, no mínimo.
ói nóis na fita
Quando adolescente, eu ia nas matinês do Palmeiras, em Vila Pompéia. Íamos em turma. E nos divertíamos muito. Quando fiz 18, passei a ir à tarde e à noite. Depois de casada também íamos sempre. Primeiro, no Palmeiras, depois, no Paineiras. 
À tarde. levávamos os meninos nas matinês. Eles gostavam, talvez não tanto quanto eu.
Até que tive a oportunidade de ir para o Rio ver o desfile de Escola de Samba. Foi o ápice. Adorei. Tínhamos um esquema que era assim:
 Pegávamos o vôo São Paulo – Rio e, no aeroporto, já havia um ônibus nos aguardando para nos deixar em um hotel, onde ficávamos até a hora de ir pra Avenida, ou melhor, Sambódromo. Na hora marcada, lá estava novamente o ônibus que nos deixava no Sambódromo e lá, no camarote da Nestlé, tínhamos comes e bebes à vontade. Quando descobrimos que ficar nas mesas de pista era mais participativo, mudamos para lá. Com as mesmas mordomias do camarote. Custava a acreditar que estava ali, vendo de perto aquelas maravilhas.
AS CAMISETAS DO CAMAROTE E A NOSSA EMPOLGAÇÃO - 1995

Pela TV, convenhamos, é muito chato. Além dos comentários que temos que ficar ouvindo e daquela câmara que vai e volta sempre no mesmo lugar.
Na avenida, não. Cada carro alegórico que entra é uma emoção. Tudo é emoção, a bateria então, nem se fala. 
De manhãzinha, quando a última escola desfilava, pegávamos o ônibus novamente para o Aeroporto e vínhamos embora. Tomávamos um belo café e cama.
 Nessas ocasiões, minha mãe assumia a casa e as crianças. Foram umas 3 vezes. Na última, as "crianças" já estavam bem crescidas. 
Em São Paulo, fomos duas vezes, também num camarote. 
Vi minha escola, a Vai Vai, desfilar, impecável, e ganhar. Numa das vezes, como havia dois ingressos sobrando, o Walter convidou um dos clientes da Nestlé. Ele e a noiva, JOVENS, deixaram o carro deles na nossa garagem e pegamos um táxi. Eles só assistiram à primeira escola, que era, por sinal, bem fraquinha, Quando ia entrar a segunda escola, disseram que iam embora. E como o carro deles estava dentro da minha garagem, nós tivemos que ir também. Fui embora espumando. 
Em 2009, desfilamos na Pérola Negra. Foi a realização de um sonho. Adorei. 
realizando um sonho

concentração com Beth e Gibertoni

 Gosto de ver um pouco dos desfiles, não todos. E, gostaria de sugerir às emissoras de televisão que mudassem a forma de transmissão. Essa que está aí não tá com nada. Não mostra a maravilha que é um Desfile de Escolas de Samba. E viva o Carnaval!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

ALAGAMENTOS - A HISTÓRIA SE REPETE

Eu me lembro de ter uns 11 anos, mais ou menos, e ver uma manchete nos jornais, que me chamou a atenção e me fez escrever para o jornalzinho da classe: "MORADORES DE VILA POMPÉIA OBRIGADOS A CONSTRUIR SUA ARCA DE NOÉ".
O texto referia-se ao Largo Pompéia, que costumava alagar com as fortes chuvas que caiam em janeiro, fevereiro.
Eis que o tempo passou, e como passou, os governantes mudaram, a cidade cresceu, o progresso veio e o problema permanece através dos tempos.
Culpa de quem? 
Dos governantes, do progresso em nome de que canalizam-se rios que não deveriam ser canalizados? Do cimento que impede a terra de sugar a água que cai, do homem que mexe com a natureza provocando mais e mais chuva?
Ouvi hoje uma entrevista, na CBN, com o sr. Amaury Pastorello, superintendente do departamento de Águas e Energia Elétrica, que informou sobre o trabalho que deve ser feito na limpeza do Rio Tietê, admitindo um certo acúmulo de areia na calha do rio. Vocês podem ouvir a entrevista que por ser muito técnica, deixo de transcrever aqui.