Uma Noite de Poesias
Por razões óbvias, deixaremos de citar nomes.
Houve uma vez que fomos convidados a tocar, com direito a jantar e seguidos de um grupo de poetas amigos do dono da casa.
Tocaríamos primeiro, observada a lei do silêncio, em função de se tratar de um apartamento.
Estávamos inspirados e tocamos durante mais ou menos 1 hora e meia, após o que foi servido um delicioso cozido feito pelo dono da casa que integrava o Gente Humilde.
E, então, vieram os poetas recitar seus versos. Poesia é muito bonita, mas não após um jantar e muito menos às 11 da noite depois de um dia exaustivo de trabalho.
Aquela monotonia dificultava a manutenção dos nossos olhos abertos e a atenção que o momento exigia.
Já passava da meia noite quando tudo terminou e o grupo dos poetas foi batizado pelo Sylvio, com todo respeito, como A Sociedade dos Poetas Mortos.
Tocando na Creche
Certo final de semana fomos convidados a animar um aniversário num local sui generis,uma creche. Local gentilmente cedido por um amigo da aniversariante.
Foi tudo bem, tocamos descontraidamente durante horas, mas algo por muito tempo ficou registrado em nossas memórias: os banheirinhos, infantis, com pequenos cabides, lado a lado, e tudo sob medida pra crianças.Isso foi assunto para muitos ensaios.
Nesse aniversário, havia um músico, que se encantou com a nossa música e se mostrou interessadíssimo em fazer parte do grupo. A Filó, mulher do Zé, a quem ele mostrou tal interesse, achou que deveria convidá-lo a participar de um ensaio, já que ele disse tocar trombone, instrumento que até então não havia no Gente Humilde. Terrível engano.
No próximo ensaio lá estava o tal rapaz, com seu trombone debaixo do braço.
Logo constatamos que ele não tinha nenhum ritmo nem condições de tocar com o grupo.
Sobrou pro Zé, como sempre, difícil missão de descartar o pretenso integrante.
Até hoje amolamos a Filó dizendo que ela
“contratou” o trombonista errado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Ele é importante pra mim.