Confesso que há algum tempo vinha amadurecendo a idéia de ter um Blog, mas, ao mesmo tempo, muito me assustava o fato de ter essa responsabilidade, que, creio, nos obriga a mantê-lo ativo. Resolvi, apesar do medo, botar a cara pra bater e mandar ver. Queria contar um pouco de uma época da minha vida, muito gostosa, em que participei de um grupo musical, que me proporcionou grandes alegrias e a principal: fiz amizades maravilhosas e eternas.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
O mês de junho, pra mim, é muito significativo
No dia 12 de junho de 1974 mudamos para um sobrado de uma série de 6, na Vila Madalena, ou Alto de Pinheiros, ou Boa Vista, quem sabe. São as diversas formas como é chamada a região.
Após a venda e entrega do apartamento onde moramos de novembro de 1970 a abril de 74, tivemos que acampar no apartamento da minha mãe, uma vez que a casa que compráramos não se encontrava pronta para habitar.
No período de abril a junho ia eu todos os dias resolver pendências na nova casa. Era o carpete que não foi entregue, ou os armários embutidos, ou ainda a pintura do imóvel, enfim. Só aborrecimentos costumeiros em final de obra.
Tudo estaria melhor, se não estivesse eu com 7 pra 8 meses de gravidez tendo que subir uma danada de uma ladeira pra conseguir pegar um táxi na Rua Cerro Corá.
Enfim, no dia 12 fizemos a tão esperada mudança.
Com aquele barrigão, passei a tentar organizar tudo da melhor forma.
Ali, na casa nova, não havia nem telefone, nem varal, nem eu tinha como me locomover, uma vez que só tínhamos um carro, que o Walter utilizava para ir pro trabalho, diariamente. E, pra completar, era longe de tudo.
No sábado, dia 15, conseguimos finalizar, graças à habilidade de um marceneiro, que havíamos conhecido perto do novo endereço, alguns móveis necessários à nova casa, bem como uma sapateira e um portãozinho para o alto da escada, já que o Fábio acabara de fazer 2 anos.
À tarde, me dirigi à padaria, pra telefonar pra minha mãe, dando notícias.
E ela, preocupada com o meu estado, pediu pelo amor de Deus, que eu parasse um pouco, porque eu tinha que me lembrar que estava prestes a dar à luz.
Disse a ela pra ficar sossegada, já que eu tinha conseguido colocar tudo no lugar e iria descansar no domingo.
Depois de uma noite gelada de junho acordei umas 7 horas da manhã sentindo uma “coliquinha” estranha. Perguntei ao Walter se dia 16 era um bom dia pro(pra) nenê nascer.
Ele pulou da cama e preocupado verificou o que seria necessário fazer.
Levou o Fábio pra ficar com a minha mãe e voltou pra me acompanhar no que fosse preciso.
Como meu sogro não andava bem de saúde, nada foi dito pra eles.
E, às 13:00h mais ou menos fomos pra Maternidade São Paulo, onde minha médica atendia.
Às 17:00h nascia meu caçula.
Eu que havia tido uma gravidez totalmente diferente da primeira, tinha a certeza de que seria uma menina, a Marcella, mas o Walter estava certo de que seria outro menino.
Talvez, por tudo que passei na gravidez, de aborrecimento e correria por conta da construção da casa, ele nasceu com peso de prematuro, 2,400 kg e 47 cm e também teve cianose (ficava com as extremidades roxinhas) o que o levou a ficar na encubadeira por uma semana.
Só percebi que algo de anormal acontecia porque não vieram buscar as roupinhas que ele deveria vestir. E, então, avisada, minha mãe ligou pro pediatra, o Dr. Luiz ,que veio à maternidade me explicar o que estava acontecendo.
Foi muito duro voltar pra casa sem meu bebê nos braços.
Hoje, ele se tornou esse homem forte, lindo, por fora e por dentro e também por quem sempre peço proteção divina.
Que Deus proteja sempre você, meu amor.
Os filhos, com 38 ou 40 anos, serão sempre nossos queridos meninos e a razão da nossa existência.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário. Ele é importante pra mim.