Gosto muito do mês de abril. Pena que esteja terminando. Já sinto falta de suas manhãs, geralmente de sol, temperatura amena, agradável.
Minha mãe dizia que lindas eram as manhãs de abril, as tardes de maio e as noites de junho.
Acho que ela tinha razão. Confiram isso.
Prestem atenção nas últimas manhãs do mês e vejam que lindas são as tarde do mês que se aproxima.
A vida fica mais leve quando nos detemos a olhar os dias com olhos de poetas.
Por que não? Não custa nada.
Vamos colocar poesia em nossas vidas.
Que tenhamos só alegrias em todos os dias do resto do Outono.
Confesso que há algum tempo vinha amadurecendo a idéia de ter um Blog, mas, ao mesmo tempo, muito me assustava o fato de ter essa responsabilidade, que, creio, nos obriga a mantê-lo ativo. Resolvi, apesar do medo, botar a cara pra bater e mandar ver. Queria contar um pouco de uma época da minha vida, muito gostosa, em que participei de um grupo musical, que me proporcionou grandes alegrias e a principal: fiz amizades maravilhosas e eternas.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
OS AMIGOS SE VÃO
Ontem tivemos a notícia triste do falecimento do Claudio Caltabiano, o Claudião, ou Claudio Gordo, como alguns o chamavam.
Figura muito querida da Pompéia.
Eu o conhecia dos nossos bailinhos e o Walter que o conhecia do Palmeiras, onde jogavam futebol, conta que era protegido por ele, que jogava um bolão e embora o Walter não fosse um craque, ele o escalava pro seu time.
Animado, ligava para convidar pras festas da Pompéia, com um entusiasmo que nos levava a comparecer.
A saúde, sempre complicada, não o deixava esmorecer. Ia em frente.
Difícil conviver com essa realidade, que nos faz pensar um pouquinho mais na vida (bem pra lá da metade) e que devemos aproveitá-la, rever amigos, conviver, não deixar pra depois.
Fica aqui o meu abraço saudoso ao Claudião e que, do outro lado, seja ele tão agregador como foi aqui.
Que a família se conforme, aos poucos, com a distância do ente tão querido.
Figura muito querida da Pompéia.
Eu o conhecia dos nossos bailinhos e o Walter que o conhecia do Palmeiras, onde jogavam futebol, conta que era protegido por ele, que jogava um bolão e embora o Walter não fosse um craque, ele o escalava pro seu time.
Animado, ligava para convidar pras festas da Pompéia, com um entusiasmo que nos levava a comparecer.
A saúde, sempre complicada, não o deixava esmorecer. Ia em frente.
Difícil conviver com essa realidade, que nos faz pensar um pouquinho mais na vida (bem pra lá da metade) e que devemos aproveitá-la, rever amigos, conviver, não deixar pra depois.
Fica aqui o meu abraço saudoso ao Claudião e que, do outro lado, seja ele tão agregador como foi aqui.
Que a família se conforme, aos poucos, com a distância do ente tão querido.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
AS FESTAS INESQUECÍVEIS DOS EX-ALUNOS DO COLÉGIO MACEDO SOARES
O Walter estudou no Colégio Macedo Soares mais ou menos de 55 a 63, quando cursou o então
Ginásio e Científico e fez grandes amizades.
A Faculdade o fez perder de vista alguns colegas, mas em 74,
quando o Mário Limberti e a Dirce voltaram
da viagem de Lua de Mel, o Décio e a Cristina resolveram reunir uma turma e
iniciaram o que foram “As famosas festas à fantasia do Macedo”, que duraram uns 10 anos.
Tentarei aqui contar algumas passagens dessas festas
inesquecíveis, realizadas no salão da casa do casal Décio/Cristina.
Apenas a dos 10 anos foi realizada no Clube Português e não
foi à fantasia, embora tenha acontecido um desfile dos homens vestidos de
mulher, hilário.
| Eles estavam ridículos |
Houve festa “Caipira”,
“Italiana”, “Circo”, “Fantasia”, "Ilha da Fantasia" e
o que mais chamava a atenção era a produção, o capricho, a imaginação, os
detalhes, enfim.
Era Profissional.
A comissão, formada pelo Décio e Cristina, Zinho e Sandra, Mário
e Dirce, Zé Roberto e Conceição, Adhemar e Zezé, pensava em tudo: desde o cenário,
enfeites, comida, brindes, convites até a lembrancinha dada a cada casal.
Os professores eram convidados e adoravam freqüentar as
festas e, em dado momento, faziam parte da comissão julgadora das melhores
fantasias.
A Sandra idealizava os cenários.
Lembro-me da festa do Circo
em que eles estilizaram uma lona no teto, com as cores do Macedo, azul e
amarelo. Ficou perfeito.
Nesse dia, na hora de ir embora, eu os parabenizei e
disse que queria entrar pra aquela comissão, tão eufórica eu estava com todos os detalhes da festa.
Depois de uns dias, eles nos ligaram convidando o Walter e
eu para fazermos parte da comissão. Foi demais.
Passamos a integrar o time. E era muito bom participar da organização das festas. Desde a escolha do tema, até os detalhes a ele relacionados. Ríamos
muito naquelas reuniões que antecediam as festas. Começávamos a nos reunir depois
do Carnaval. As festas aconteciam no último sábado de maio.
O Walter passou a
ser responsável pelos convites,cujos textos, impressão, etc. ele conseguia com os criadores das Agências
de Propaganda onde trabalhava.
Algumas festas foram inesquecíveis.
A “Volta à Infância”,
por exemplo, foi muito engraçada. Os rapazes voltaram realmente à infância. Faziam
arte mesmo. Houve a dança das cadeiras e outras inúmeras brincadeiras e eles
estavam endiabrados.
A mesa tinha todos os docinhos, dos quais criança gosta: brigadeiro,
olho de sogra, beijinho, pirulito, e a decoração toda infantil fez muito
sucesso.
A festa “Cafona” também foi demais. Todos estavam muito engraçados. Alguns, não sabíamos se estavam
vestidos de Cafona, ou não.
Lembro-me que coloquei um vestido longo, branco e leve, com uma blusa de lã pesada por baixo e um gorro de pele. Uma meia com uma sandália transparente. Ridícula.
O Walter, que usou um paletó listado com calça xadrez, colocou na lapela toda sorte de distintivos de campanhas políticas, como a vassourinha do Jânio.
Ao encontrarmos um dos convidados com o distintivo do Lyons ou Rotary, cometi a gafe de perguntar se ele também tinha colocado aqueles brochinhos cafonas...
Ao encontrarmos um dos convidados com o distintivo do Lyons ou Rotary, cometi a gafe de perguntar se ele também tinha colocado aqueles brochinhos cafonas...
O Décio arranjou num bar de periferia, potes contendo sardinha enrolada na cebola e potes com ovos cozidos coloridos.
No meio da mesa, uma peça de prata (que ele arranjou no
restaurante Wells, que gerenciava e que pertencia ao grupo Pão de Açúcar),
transformada numa enorme fonte, que jorrava água e que ele dizia ser o bidê da mulher do patrão(rs rs rs).
Havia os famosos abacaxis com espetinhos de salsicha, azeitona, etc. Enfim, pensaram em tudo. O brinde? O pingüim de
geladeira, lógico.
E houve a festa “Country”.
O Zé Roberto conseguiu um tecido meio aveludado para fazer as cortinas como se
fosse um saloom. O Décio colocou um
cavalo na porta da casa. Imaginem a sujeira que o danado fez ali e o odor que
permaneceu por dias a fio.
Nessa festa, o prêmio de fantasia masculina foi dado ao primo da Conceição (o mesmo que ganhou vestido de bebê), que se vestiu e desfilou, impecavelmente,
de cowboy. Terminou o desfile,
acendendo um cigarro com um fósforo riscado na sola da bota.
A fantasia feminina premiada foi a minha, talvez pela
originalidade, já que muitas vestiram-se de dançarinas de Can can.
Minha roupa era a de uma velhinha recatada, de saia longa,
botas, cinto, blusa fechada com um camafeu pendurado no pescoço, casaco de veludo e um chapeuzinho arrematado por um
tule bege rosado, que dá pra ver um pouquinho na foto abaixo. O revolver estava numa bolsinha do mesmo tecido da saia.
| antes de irmos pra festa passamos na casa do nosso afilhadinho, o Fabrizio, que comemorava seu aniversário e tiramos foto com o Flávio (Barão) que também aniversariava. |
A festa de “Terror” também teve momentos hilários. Para entrar no salão, os convidados tinham que passar por um labirinto de cortinas pretas, com luz negra, que iluminava umas estatuetas brancas de parafina, tornando-as assustadoras. Alguns
de nós ficávamos estáticos ali e quando as pessoas passavam, estendíamos a mão, inesperadamente. Fora as biribas espalhadas pelo chão que, quando pisadas,
estalavam.
Os convidados estavam muito engraçados ou assustadores: Havia Frankstein, Vampiros, Múmias, Caveiras, etc.
Na hora de servir o jantar, colocou-se o Caldeirão de
Estrogonofe dentro de um ‘caixãozinho’ e fez-se um cortejo.
O Mário discursou, exaltando as qualidades “DAQUELE”,
que estava no caixão, provocando o choro convulsivo de um dos garçons.
- ELE foi isso, ELE foi aquilo, dizia o Mário.
Fez-se um suspense. E, quando depositaram o caixão sobre a
mesa, ele finalizou:
- ELE, o BOI.
Foi só risada.
Foi uma pena que essas festas tenham acabado. Era muito bom encontrar as pessoas, que eu acabei adotando como meus amigos.
Essas festas eram tão inusitadas que deveriam ter sido motivo de alguma reportagem. Bons tempos que deixaram muitas saudades.
PS. Na época das festas, eu movimentava a família, a vizinhança e as amigas pra me ajudarem a confeccionar a fantasia. Foi o caso da fantasia country, cuja saia foi confeccionada pela minha mãe, o casaco emprestado da minha prima, Mélia, o chapéu adaptado e tingido pela Bel, minha vizinha e o cinto e a bota emprestados da Beth, outra vizinha.
PS. Na época das festas, eu movimentava a família, a vizinhança e as amigas pra me ajudarem a confeccionar a fantasia. Foi o caso da fantasia country, cuja saia foi confeccionada pela minha mãe, o casaco emprestado da minha prima, Mélia, o chapéu adaptado e tingido pela Bel, minha vizinha e o cinto e a bota emprestados da Beth, outra vizinha.
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