domingo, 15 de maio de 2011

MINHAS AULAS DE PIANO


Comecei a aprender piano quando nem sabia ainda ler direito. Tinha de cinco pra seis anos.
A querida dona Nair Lugon. Essa foto foi tirada quando fiz 50 anos.
A professora, dona Nair, morava na Barão do Bananal, pertinho da nossa casa. E eu iniciei tocando num pianinho de brinquedo, que ganhei.
Não me lembro muito dessa época. Só sei que ia estudar lá na casa da professora.
Quando eu tinha 6 anos fomos morar na rua Cajaíba, também na Pompéia.
Continuei indo estudar todos os dias na casa da professora. Andava umas 6 quadras pra ir e mais 6 pra voltar. Ia sozinha, como, aliás, ia sozinha pro colégio Sagrado Coração de Jesus, onde estudava.
Hoje, fico imaginando que incrível isso. Uma criança andava pra baixo e pra cima sozinha.
Fui gostando de aprender piano e tinha jeito pra coisa. Logo estava tocando bem. Tinha facilidade, inclusive pra decorar.
Passei a participar das apresentações que dona Nair fazia anualmente, sempre tocando impecavelmente.
Anualmente, ela me levava para fazer uma prova com uma professora muito exigente, Dona Rafaella, que depois veio a ser minha professora no Conservatório.
Somente quando eu tinha uns 12 anos, meus pais alugaram um piano, porque eu já necessitava de estudar mais horas por dia.
Até que, em 58 ou 59, meus pais, ajudados pela minha madrinha compraram um piano alemão, cuja venda foi intermediada pela minha professora. Hoje, ele está desafinado, por falta de uso.
Em 1960, prestei exame, e passei, para o Instituto Musical de São Paulo, que ficava na rua dos Estudantes na Liberdade.
Lá freqüentei as aulas de História da Arte, Harmonia, Canto Coral, Solfejo, além das aulas de piano, com dona Rafaella. Acho que, com ela, aprendi a iniciar a leitura de uma partitura e depois colocar a interpretação e a técnica.
Ia todos os dias de ônibus até a Pça. do Patriarca e de lá ia a pé até a Liberdade.  Estudava à tarde, já que pela manhã estava no Mackenzie, onde cursava o clássico.

Paralelamente, eu tirava muitas melodias de ouvido. A princípio, dona Nair não gostava muito, mas depois viu que era impossível barrar essa minha aptidão e até deixou que eu tocasse em uma apresentação que ela organizou, no auditório do colégio Sagrado Coração, uma das músicas que eu havia tirado de ouvido.

Naquela época, eu não tinha nenhuma inibição. Era ver um piano e começar a tocar. Assim foi em um clube, quando fui acompanhar uma amiga que participava do concurso de Miss Objetiva, ou em bares, restaurantes, casa de amigos, enfim. Outro dia, a minha amiga Adélia disse que o marido dela, o Serafim, lembrava-se de eu ter tocado piano em São Vicente, num bar. Eu não me recordava disso.

No Instituto Musical, quem cursava o 9º ano de piano, participava de um concurso, chamado PENEIRA, que escolhia quem tocaria na festa de formatura. Para isso, era necessário que o participante obtivesse, no mínimo, nota 9.
Dona Rafaela queria que eu tocasse a quatro mãos, com a Silvia Bóger, a Dança Húngara nº 5 de Brahms.
Nós, entretanto, achávamos que tínhamos capacidade para tocar a Rapsódia Húngara de Liszt, que julgávamos ser mais impactante, para uma apresentação de formatura. 
Silvia Bóger e eu muito compenetradas tocando a Rapsódia Húngara  sob o olhar atento da Dona Rafaella

Tivemos que travar uma batalha com ela. A Silvia morava em Santo André e eu em São Paulo, no Sumaré. Isso não impediu que nos encontrássemos para ensaiar juntas a Rapsódia. E, tanto ensaiamos, que ao apresentarmos essa peça na Peneira, fomos classificadas para apresentá-la na formatura.
Dona Rafaella foi obrigada a aceitar nossa vitória, o que nos fez aprender que querer é poder.







sexta-feira, 13 de maio de 2011

LEMBRANÇAS DA ADOLESCÊNCIA agora com P.S.


Tenho reencontrado pessoas que fizeram parte da minhá vida na minha adolescência e que eu não via há muito tempo.
Muito bom esse resgate. O último que fiz é porque agora faço parte de um coral.
Coral é a coisa mais gostosa que existe. No término de cada ensaio, a gente se sente com a alma lavada.
Já cantei antes em coral. No clube, nos anos 70 e no trabalho, durante uns 3 ou 4 anos.
Agora, tive a oportunidade de fazer parte de outro coral. Outra vez, falarei somente do coral.

Mas, hoje quero contar uma história da adolescência, lembrada pela Penha, ontem. A Penha é uma das amizades que, felizmente, resgatei, por conta do Coral. Ela cantava muito bem e eu resolvi chamá-la pra fazer parte.

Nos idos anos 60, minha mãe recebeu uns convites para um espetáculo de marionetes feito por 4 gaúchos, no velho Teatro de Alumínio, ali no Anhangabaú.
Convidei a Penha, Célia e Loli e fomos acompanhadas da Alzira, que trabalhava na casa da Penha há anos.
O espetáculo era muito bem feito e tinha um fundo musical, cuja última estrofe não entendíamos direito.
E como no final, os rapazes vieram com seus bonecos se apresentar para o público fomos conversar com eles, que, por sinal, não eram de se jogar fora.
Deviam ter uns 18 anos pra mais.
Nós gostamos deles e eles de nós. Trocamos telefones e então promovemos:
·       um jantar na casa da Penha;
·       um espetáculo de teatro na minha casa;
·       um bailinho na casa da Célia.

O jantar na casa da Penha foi súper gostoso e a mãe da Penha ficou conhecendo os rapazes.
O espetáculo de marionetes na minha casa foi um sucesso, já que chamamos todas as crianças e jovens que conhecíamos.
E o bailinho na casa da Célia foi, como sempre, perfeito.

Nesse momento, a Penha já estava de namoro com um dos rapazes, a Célia de paquera com outro, um deles interessado na Loli e eu, que até então tinha um namorado que andava sumido havia um mês, mais ou menos, fui cortejada pelo irmão do namorado da Penha, que desistiu de fazer uma viagem ao Rio.

A Penha marcou de encontrar o namorado na porta da Igreja e eu iria segurar vela, acompanhada do irmão dele (o único de quem eu lembro o nome: Antonio Carlos).
Eis que, avisado por algum amigo presente ao bailinho, aparece de bicicleta o meu namorado sumido. 
E fomos os 3 andando atrás da Penha, eu no meio dos dois, que pareciam querer se e me fuzilar. (rsrsrsrsrsrsrs). Lembranças inesquecíveis da adolescência.
P.S. A Ana Lia, irmã da Penha lembrou do nome do namorado da Penha, Jorge.


P.S. II - Cometário da Célia:
"Sabe o que foi que eu lembrei?
O nome do meu paquera, do teatro dos bonecos era....Nei Jancowisk ( eureka...precisei de duas caixas de Ginkgo Biloba, para recordar) e durante algum tempo, trocamos cartas, com a revisão final de mamãe, é claro.
Tempos bons aqueles, hein...."

sábado, 7 de maio de 2011

LINDA FILMAGEM


Recebi como e-mail, da Nilce, minha amiga, sugerindo que eu colocasse no blog. Não deixem de ver. É a natureza retratada com muita paciência por uma câmera admirável. Entrem no site abaixo, clicando na 3ª linha e aproveitem.