quarta-feira, 30 de maio de 2012

O mundo moderno é melhor ou pior pra você?

Tenho andado tão preguiçosa, não sei se efeito do frio. Há quanto tempo não posto aqui?
Como tenho recebido  alguns estímulos de amigos, resolvi largar a preguiça e fazer jus aos seguidores.

Fico imaginando o mundo sem TV a cores,  sem TV a cabo, sem alta definição, sem celular, sem internet, wi-fi, ipad, iphone, GPS, câmera digital, bankline, google maps.


Éramos nós felizes?

O fato é que éramos. Vivi até meus 8 ou 9 anos sem TV. Brinquei muito na frente de casa. De roda, de pega pega, de bola, peteca, patinete, bicicleta.

Bem, TV a cores mesmo, se não estou enganada, só na copa de 86.A evolução que houve nestes últimos 50/60 anos é de tal forma galopante que é difícil a gente situar épocas e invenções.



Nesse mundo tão plugado de redes sociais, blogs, twitter, quem resiste a aderir acaba ficando por fora.
Os convites, recados, avisos, cumprimentos, compras, enfim, tudo passou a ser feito online. 


Sinceramente, não tenho a convicção de que isso é bom ou ruim.
Por um lado, as pessoas se isolam, se acomodam, mas por outro estão sempre a par de tudo que anda acontecendo com os amigos, a começar pelos aniversários deles. Convenhamos que é impossível saber a data natalícia de todos os amigos. 


Ficam aqui as questões: 


  • Ganhamos ou perdemos com toda essa evolução? 
  • O que será que ainda virá por aí?





quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

SAUDOSOS SABORES

Interessante o que passa conosco quando somos jovens e vivemos na casa dos nossos pais. Não vemos a hora de ter nosso canto. Poder fazer ali a bagunça que quisermos. Receber amigos a qualquer hora. Comer, dormir, tomar banho na hora que der vontade. Enfim, ser livres.
Lutamos por isso e conseguimos essa "liberdade". Faz parte da evolução do ser humano.
No entanto, o tempo vai passando e começamos a ter saudade de tanta coisa da casa dos nossos pais. Aquele porto seguro que nos amparou em tantas ocasiões.
E os sabores, então. Aquele macarrão com molho, o picadinho com batata, o xuxu frito, a carne seca acebolada, o pudim de leite condensado, o manjar branco, a simples saladinha de tomate.
Eu, por exemplo, ficava muito na casa dos meus avós. E de lá, tenho, até hoje, grandes lembranças: do abacate amassado com limão e açúcar que a vovó preparava na hora da sobremesa, ali mesmo, na nossa frente; do pão, isso, o pãozinho francês. Juro que tinha gosto diferente. No lanche da tarde, tomávamos café com leite, pão amanhecido com manteiga e queijo e eu lembro do gosto daquele pãozinho. Inesquecível. Muito raramente, hoje, sinto aquele gosto num pãozinho. E como é bom!
As comidinhas da minha mãe também tinham um sabor tão caseiro, tão bem feitinhas. Coisas simples, as sopas, o arroz com feijão, os bifes acebolados, enfim, que saudade que dá.
Meus filhos resolveram sentir saudade enquanto ainda é possível resgatar aqueles sabores.
O Mauro, que passou uns meses aqui em casa, me fez recordar o cardápio de sua infância e matou a vontade.
Agora, o Fábio que está trabalhando mais perto, também resolveu repassar o antigo cardápio.
Começamos com Purê de batatas com carne moída refogada, cobertos com requeijão e levados ao forno pra gratinar. A primeira vez que fiz essa receita, um amigo do Fábio, o Bolê almoçou lá em casa e adorou. Ficou conhecido como o prato do Bolê. Essa foi a primeira pedida e o Fábio gostou bastante.
Semana que vem vou fazer outra lembrança. É engraçado isso. Parece que o tempo volta.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

JÚLIA E A 'SENHA'

Júlia já maneja o computador melhor do que ninguém. 
Entende de Iphone e Ipad. 
Joga os joguinhos com uma rapidez que não dá pra gente acompanhar.


No último fim de semana, estava ela aqui em casa e pediu pro pai baixar um programa no meu Ipad pra ela jogar quando viesse aqui.


Como já estavam de saída, ele sugeriu que quando ela voltasse, pedisse pra eu baixar o tal programa.


- Você pede pra vovó colocar a senha dela, que é diferente da minha, e vocês baixam o programa - disse ele, aproveitando pra dizer que cada um tinha uma senha e que senha era segredo.


E ela argumentou:
- Mas, pai, você não pode falar a senha pra ninguém, nem pra vovó? Ela é uma pessoa muito confiante.