quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DENTE QUEBRADO

Aos 6 anos, com o dente definitivo recém nascido, pulando corda, caí de boca no chão e quebrei o dente incisivo superior.
Fiquei passada. Num primeiro impacto, minha mãe ficou brava comigo. Disse que eu ia ficar assim.
Chorei muito. Disse pra ela que eu ia trabalhar, ganhar dinheiro e ia no dentista pra ele arrumar meu dente.
Pedi pra minha mãe não contar pro meu pai.
É lógico que ela contou. E ele, pra ver o estrago, pedia pra ver o meu dente lá de trás. E a boboca aqui, achava que ele era tão distraído que nem tinha visto o dente quebrado.
Quando somos crianças os dentes parecem maiores e aquele quebrado chamava muito a atenção.
O tempo passou. O dentista achou melhor aguardar eu crescer para fazer uma "coroa de jaqueta".
Acostumei. Todos acostumaram. Passou a fazer parte de mim. E, como não houve cárie, ele foi ficando.
Quando o Mauro ficou adolescente, começou a implicar com meu
dente quebrado. Não sei se ele comentou com a minha dentista, à época, só sei que, um belo dia, ela resolveu que ia dar um jeito no meu dente. Fiquei receosa e perguntei a ela o que faria se todos estranhassem. E ela disse que a gente quebrava outra vez.
Cheguei em casa e tive que dar muitos sorrisos pra que  percebessem que o dente quebrado não estava mais ali.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

PRA ULLI

Um dia, ela chegou lá em casa, toda sorridente. Queria conhecer a família do Mauro, já que ele tinha feito propaganda da gente.
Jovem, 19 anos, cabelo curtinho, uma graça. Vinha com o Pedro, grande amigo do Mauro, a quem considera primo, (já que as mães são amigas desde criança). Vinham buscar todos pra assistirem juntos a uma partida de futebol no campo.
E, naquele dia, estávamos todos conquistados, principalmente o Fábio.
Alguns meses depois estavam eles namorando.
Acompanhamos o crescimento dela, exterior e interior. Determinada, voltou a estudar, chegando à Universidade, onde encontrou as grandes amigas com quem convive até hoje.
Acostumada a trabalhar desde garota, como modelo, não deixou o trabalho enquanto estudava, levando a sério ambas as atividades.
E hoje, 20 anos depois, tornou-se uma executiva de sucesso e uma dona de casa, mulher companheira e mãe admirável.

Palmas pra você, Ulli querida. Nós nos orgulhamos de você!

domingo, 18 de agosto de 2013

O REENCONTRO

Atendendo a pedidos, aí vai o relato. 
Desde que foi marcado, curti a ideia do reencontro.
Fui procurar fotos, relembrei fatos, fui buscar histórias que já tinha contado aqui no blog pra dividir com todos os integrantes.
Quanta história! Quanta amizade! Quanta solidariedade! Quantas alegrias! Quantas tristezas.
Amigo que é amigo, se alegra e sofre junto.
Chegou o tão esperado dia. Emoção. 
Pena não estarem todos, seria demais. Mas, é assim mesmo. 
As crianças foram se entrosando e logo brincavam no delicioso quintal da Beth. 
Os homens, comportados, conversavam perto da churrasqueira.
E nós, falantes mortais, lembrávamos de casos e mais casos passados na companhia destes ou daqueles. 
Lembramos das nossas tardes, após deixar as crianças na escola, que aproveitávamos pra fazer muita coisa: tivemos aulas de maquiagem, frequentamos bingos, bazares, fizemos encontros pra venda de vários produtos. Era comum, à época, juntar amigas e fazer um chá pra se vender algum tipo de produto. O mais divertido, talvez, tenha sido a venda de camisolas e lingeries,quando algumas desfilavam despudoradamente pela sala.
Tudo era motivo pra estarmos juntas. Foram almoços, jantares, festas italianas, festas juninas nas escolas, trabalhando muito, enfim.
Mas, voltando ao reencontro. Levamos mais coisas de comer do que nossos estômagos permitiram degustar. A Beth, conhecedora do exagero feminino, comprou embalagens descartáveis pra preparar marmitas para todos. 
Os agregados, Ulli, Paulo, Ken e Pietter ficaram à vontade. Parecia que fizeram parte das reuniões daquela época. 
Quem sabe, conseguiremos fazer outro encontro desses no fim do ano, pouco antes do Natal, quando alguns faltantes estarão por aqui, Mauro com a família aumentada, Claudia, que voltará com Ken e prole e, certamente,  Fátima e família Di Sarno, que na ocasião estarão presentes.
É isso aí, queridos, até nosso reencontro de dezembro.