Quando,
há oito anos, o Brasil foi escolhido para ser sede das Olimpíadas 2016 fiquei
orgulhosa e feliz.
Depois,
quando tomei conhecimento de tantos desmandos, fiquei receosa que nada desse
certo.
Obras
atrasadas, corrupção, desastres, etc.
O
medo do ridículo e a vergonha tomaram conta de mim.
Assisti
à abertura que me surpreendeu. Pela simplicidade, pelo espetáculo, pelo recado
dado ao mundo.
Aí,
meu coração brasileiro sorriu, gritou, torceu, sem pudores. Ufanismo sim, por
que não?
Não
sei por que temos, às vezes, medo de sermos ufanistas. Os outros países são.
E
torci. Pra cada modalidade, pra cada jogo, com todo meu orgulho deste país
verde e amarelo que, descobri, continuo amando muito.
Chorei,
várias vezes, com o Hino, o mais bonito do mundo, quando, finalmente, resolveram apresentá-lo sem cortes.
Já
estava indignada com aquela versão escolhida, não sei por qual imbecil, e que
fazia com que ninguém conseguisse acompanhar cantando.
Agora
que as Olimpíadas terminam com um saldo positivo, respiro aliviada por termos
conseguido, a duras penas, mostrar ao mundo que o espírito brasileiro é único. Que
o Rio de Janeiro é a cidade mais linda do mundo e que mesmo com todas as
dificuldades políticas e econômicas e a total falta de apoio aos atletas, esse
povo tem garra, perseverança e, sobretudo, ama como eu este país.

