domingo, 21 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS RIO 2016


Quando, há oito anos, o Brasil foi escolhido para ser sede das Olimpíadas 2016 fiquei orgulhosa e feliz.
Depois, quando tomei conhecimento de tantos desmandos, fiquei receosa que nada desse certo.
Obras atrasadas, corrupção, desastres, etc.
O medo do ridículo e a vergonha tomaram conta de mim.
Assisti à abertura que me surpreendeu. Pela simplicidade, pelo espetáculo, pelo recado dado ao mundo.
Aí, meu coração brasileiro sorriu, gritou, torceu, sem pudores. Ufanismo sim, por que não?
Não sei por que temos, às vezes, medo de sermos ufanistas. Os outros países são.
E torci. Pra cada modalidade, pra cada jogo, com todo meu orgulho deste país verde e amarelo que, descobri, continuo amando muito.
Chorei, várias vezes, com o Hino, o mais bonito do mundo, quando, finalmente,  resolveram apresentá-lo sem cortes.
Já estava indignada com aquela versão escolhida, não sei por qual imbecil, e que fazia com que ninguém conseguisse acompanhar cantando.
Agora que as Olimpíadas terminam com um saldo positivo, respiro aliviada por termos conseguido, a duras penas, mostrar ao mundo que o espírito brasileiro é único. Que o Rio de Janeiro é a cidade mais linda do mundo e que mesmo com todas as dificuldades políticas e econômicas e a total falta de apoio aos atletas, esse povo tem garra, perseverança e, sobretudo, ama como eu este país.



sábado, 28 de maio de 2016

VISÃO INFANTIL




Maria está na escola Waldorf e convive com crianças de todos os níveis sociais.
Uma das amiguinhas, de família muito pobre, que será aumentada com o nascimento de um irmãozinho, recebeu a visita de alguns coleguinhas, inclusive Maria e Pedro, que com suas mães foram levar roupinhas e ajuda.
Os adultos ficaram chocados com o que viram: num cômodo que servia de sala, cozinha e quarto, viviam todos. Condições sub-humanas.
No chão estavam alguns pedaços de isopor que faziam as vezes de brinquedos e com o qual Maria e as outras crianças se encantaram e brincaram.
Não havia banheiro. Apenas um buraco no chão.
Quando pensamos numa família pobre imaginamos uma casinha de pau a pique ou mesmo de tijolo sem acabamento,  simples.  Mas não era isso que se via ali. Tábuas colocadas de forma precária com o objetivo de constituir o que seria uma parede.
Voltaram arrasados.
Carol queria conversar com Maria e sentir o que se passara em sua cabecinha.
Quando chegaram em casa perguntou?
- O que você achou da casa da sua amiguinha, Maria?
E Maria, alegremente:

- Adorei, mamãe!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Que tempo bom!

Sábado passado Irene, Janet, Jurema e eu tivemos um encontro muito gostoso num café para matarmos a saudade. Sonia Marney e Eloisa não puderam ir, uma pena.
Estudamos juntas no colegial do Mackenzie há “alguns” anos. Perdemos o contato, nos reencontramos e temos procurado manter esse vínculo.
Janet foi reencontrada agora.
Também temos contato com Bia, Nilza e Regina Lessa que moram fora de São Paulo.
 A Irene, Jurema, Carmem e Bia, estiveram no lançamento do meu livro em dezembro.
A Jurema me contou que esperava que, no meu livro, eu falasse sobre a nossa fase de adolescência.
Resolvi, então, contar aqui sobre o grupinho que formamos no segundo colegial, quando juntamente com a Irene, Janet e mais alguns, passamos do período da tarde para o da manhã.
Ao grupinho composto por Jurema, Ledice, Regina e nia Marney, demos a sigla de JULERESO  (pronuncie-se JULERRESSÔ)
Nossos namorados à época eram Nelson, Paulinho, Didi e André (NEPADIAN)
Parecia um nome francês. Só nós sabíamos o que significava.
Naquela época não havia impulsos telefônicos e costumávamos passar trote. Uma vez, passando um trote por telefone, a Sônia perguntou se o interlocutor já havia lido Julerressô Nepadian, um autor consagrado. E, imaginem, demos muita risada.
A Sônia, que nós chamávamos de Marney, era muito engraçada. Certa vez, ligou para um dos estudantes de engenharia que paquerávamos, como se fosse da secretaria do Mackenzie, dizendo que não haveria aula no próximo dia.
Depois nos arrependemos e ela ligou novamente. Disse que era a esposa do Beluzzo (que era o diretor do colegial do Mackenzie) e que houve um equívoco. Só que ela pronunciou eqüívoco.
Nós caímos na risada.
O cara perguntou quem estava rindo e ela respondeu:
São os Beluzzinhos...
Tempo muito bom aquele que deixou muita saudade. Tanta que fizemos questão de matar com esse encontro de sábado.
Se Deus quiser, haverá muitos outros.

Foto de Beatriz Rivadávia.