sábado, 31 de julho de 2010

8 - A CLAQUE

No início mencionei os sempre presentes cônjuges, Ione, Luiza, Meire e Walter. É que no início éramos só 4 músicos.
Quero deixar registrado, também, o apoio e a torcida que nos deram todos os cônjuges que passaram por essa banda: Elza, Norico, Margarida, Denise, Isabella, Nancy, Cidinha, Filó, sem as quais nós não teríamos sobrevivido tantos anos. Elas nos acompanharam sempre que puderam: nas apresentações, e nos ensaios, que, muitas vezes, eram chatos, com inúmeras repetições de trechos difíceis e até intocáveis. Nossos cônjuges foram sempre nossos maiores incentivadores.

7 - ARRANJOS, PARTITURAS E COMPUTADOR (com video no final)

Arranjos

Como já comentei, no início, o Zé fazia os arranjos manuscritos. Com o advento do computador, ele que foi um dos primeiros do grupo a entender de computadores, ao lado do Olímpio, Gabriel e João, passou a trazer as partituras produzidas no computador, UM LUXO!
O Gente Humilde galgava um degrau.

Partituras I

Havia uma passagem em uma das melodias, que o Zé pegava sempre no pé do Sampaio, reclamando que ele não tocava o que estava escrito. O Sampaio, olhos esbugalhados e batendo o pé ao compasso da música, se defendia, dizendo que estava tocando o que estava escrito, sem, entretanto, convencer o Zé.


Depois de anos que o Sampaio já nem fazia mais parte do grupo, o De Guide constatou que a partitura estava mesmo errada.
O Sampaio tocava direitinho o que constava ali, mas foi ele quem pagou o pato.

Partituras II - 50 Anos do Walter

Eu, Toninho na timbatera, Olimpio de cabeça baixa, João Batista no violão,
Oswaldo na flauta e João Paulo
Quando o Walter fez 50 anos comemoramos num buffet, convidando apenas grandes AMIGOS.
E, não podia faltar o Gente Humilde, claro.
Como a Ione também aniversariava no mesmo mês, viajou com o Sylvio para o continente asiático onde comemorou.


Na falta do Sylvio, o Zé chamou o Dani (excelente flautista, integrante da Jazz Sinfônica e que nós conhecíamos desde suas primeiras apresentações, ainda muito jovem).


O Dani, que ainda integra, além de outros grupos, a Jazz Sinfônica, olhava a partitura e saía tocando.
Foi uma apresentação 'impecável' (como diria o Ronie Von).


Todos gostaram, dançaram, vibraram muito.E nós ficamos muito felizes de proporcionar essa alegria toda com a nossa música.

Zé Otávio dando a marcação e eu compenetrada


Mas, o que nos chamou muito a atenção, foi que, num dado momento, ouvimos a flauta do Dani tocar algo que nunca tínhamos ouvido com o Sylvio, embora estivesse escrito.
Ele, com sua esperteza e criatividade, nos embromava direitinho, tocando uma criação própria.

Nesse aniversário o Zé fez dois arranjos encomendados. Um, pelo Walter, Maracangalha e outro por mim, Minha Namorada, que é a nossa música. O arranjo ficou maravilhoso, com direito a coral e tudo. O Walter ficou muito emocionado.  
Vocês podem conferir através do site abaixo, graças à ajuda do João Batista.

http://www.youtube.com/watch?v=04PjtaaqUqU

Outra hora eu conto a história da "Minha Namorada"




sexta-feira, 30 de julho de 2010

6 - SITUAÇÕES VIVIDAS PELO GRUPO

Uma Noite de Poesias


Por razões óbvias, deixaremos de citar nomes.

Houve uma vez que fomos convidados a tocar, com direito a jantar e seguidos de um grupo de poetas amigos do dono da casa.
Tocaríamos primeiro, observada a lei do silêncio, em função de se tratar de um apartamento.
Estávamos inspirados e tocamos durante mais ou menos 1 hora e meia, após o que foi servido um delicioso cozido feito pelo dono da casa que integrava o Gente Humilde.


E, então, vieram os poetas recitar seus versos. Poesia é muito bonita, mas não após um jantar e muito menos às 11 da noite depois de um dia exaustivo de trabalho.
Aquela monotonia dificultava a manutenção dos nossos olhos abertos e a atenção que o momento exigia.
Já passava da meia noite quando tudo terminou e o grupo dos poetas foi batizado pelo Sylvio, com todo respeito, como A Sociedade dos Poetas Mortos.






Tocando na Creche


Certo final de semana fomos convidados a animar um aniversário num local sui generis,uma creche. Local gentilmente cedido por um amigo da aniversariante.


Foi tudo bem, tocamos descontraidamente durante horas, mas algo por muito tempo ficou registrado em nossas memórias: os banheirinhos, infantis, com pequenos cabides, lado a lado, e tudo sob medida pra crianças.Isso foi assunto para muitos ensaios.


Nesse aniversário, havia um músico, que se encantou com a nossa música e se mostrou interessadíssimo em fazer parte do grupo. A Filó, mulher do Zé, a quem ele mostrou tal interesse, achou que deveria convidá-lo a participar de um ensaio, já que ele disse tocar trombone, instrumento que até então não havia no Gente Humilde. Terrível engano.


No próximo ensaio lá estava o tal rapaz, com seu trombone debaixo do braço.
Logo constatamos que ele não tinha nenhum ritmo nem condições de tocar com o grupo.
Sobrou pro Zé, como sempre, difícil missão de descartar o pretenso integrante.
Até hoje amolamos a Filó dizendo que ela
“contratou” o trombonista errado.