Júlio Battesti é um ser iluminado.
Maestro, arranjador, compositor. Um cara dedicado à profissão.
Trabalha com Amor (com A maiúsculo).
Conheci o Júlio moleque. O irmão dele,Pedro, estudou com o Mauro (meu caçula) e ficaram muito amigos.
Fiquei um tempo sem ver o Júlio, até que ele se formou em música. Como sabiam que eu gostava de música, fui convidada pra formatura, onde ele apresentou grupos musicais e corais sob sua regência.
Não sei precisar quanto tempo tem isso.
Acabei indo parar num grupo coral formado por ele.
E pude conhecer melhor esse incrível músico, além de ser um ser humano muito especial.
Ontem, 1/10, fui ver um trabalho dele com a associação ADEVA, de deficientes visuais.
Que beleza de trabalho! Que dedicação!
Foi realmente muito bonito e eu fiquei feliz por ter tido uma pequena participação naquela comemoração.
O Coral Canto da Casa, do qual faço parte, cantou junto com o coro da ADEVA, duas músicas.
Foi muito gratificante.
Deixo aqui meus parabéns a esse "menino" tão querido, profissional tão capaz.
Ele tem um caminho muito bonito pra trilhar e, tenho certeza, que será sempre guiado por Deus.
Confesso que há algum tempo vinha amadurecendo a idéia de ter um Blog, mas, ao mesmo tempo, muito me assustava o fato de ter essa responsabilidade, que, creio, nos obriga a mantê-lo ativo. Resolvi, apesar do medo, botar a cara pra bater e mandar ver. Queria contar um pouco de uma época da minha vida, muito gostosa, em que participei de um grupo musical, que me proporcionou grandes alegrias e a principal: fiz amizades maravilhosas e eternas.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
TELEVIZINHOS
A geração de 40/50 viveu essa situação do TELEVIZINHO.
Os mais moços nem sabem o que é isso.
Quando a televisão chegou ao Brasil e a TV Tupi foi inaugurada, nem todos tinham o aparelho de TV.
Primeiramente, só algumas pessoas tinham condição de comprar.
Era privilégio de poucos, os que tinham mais posses.
Havia, à época, uma programação bem restrita. Poucos horários.
Era comum então, principalmente as crianças, irem assistir à TV na casa dos vizinhos, daí, o termo.
E o Walter conta, que ia, diariamente, ver algum programa na casa de uns parentes que moravam próximos.
Os adultos ficavam jogando cartas, na sala ao lado, enquanto ele ficava ali quietinho vendo TV. Imagino que minha sogra recomendasse que ele se comportasse direitinho.
Na frente dele, uma fruteira, sempre cheia de frutas convidava-o a se servir à vontade, sabem como é criança.
Ele, olhava pra ver se ninguém estava olhando e pegava uma banana. E pra se livrar da casca, jogava debaixo de um móvel na sala.
Nunca ninguém reclamou disso. Mas, certamente, deviam comentar a respeito.
E ele, ingênuo, devia achar que ninguém ia perceber.
Coisas de criança.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
DENTE QUEBRADO
Aos 6 anos, com o dente definitivo recém nascido, pulando corda, caí de boca no chão e quebrei o dente incisivo superior.
Fiquei passada. Num primeiro impacto, minha mãe ficou brava comigo. Disse que eu ia ficar assim.
Chorei muito. Disse pra ela que eu ia trabalhar, ganhar dinheiro e ia no dentista pra ele arrumar meu dente.
Pedi pra minha mãe não contar pro meu pai.
É lógico que ela contou. E ele, pra ver o estrago, pedia pra ver o meu dente lá de trás. E a boboca aqui, achava que ele era tão distraído que nem tinha visto o dente quebrado.
Quando somos crianças os dentes parecem maiores e aquele quebrado chamava muito a atenção.
O tempo passou. O dentista achou melhor aguardar eu crescer para fazer uma "coroa de jaqueta".
Acostumei. Todos acostumaram. Passou a fazer parte de mim. E, como não houve cárie, ele foi ficando.
Quando o Mauro ficou adolescente, começou a implicar com meu
dente quebrado. Não sei se ele comentou com a minha dentista, à época, só sei que, um belo dia, ela resolveu que ia dar um jeito no meu dente. Fiquei receosa e perguntei a ela o que faria se todos estranhassem. E ela disse que a gente quebrava outra vez.
Cheguei em casa e tive que dar muitos sorrisos pra que percebessem que o dente quebrado não estava mais ali.
Fiquei passada. Num primeiro impacto, minha mãe ficou brava comigo. Disse que eu ia ficar assim.
Chorei muito. Disse pra ela que eu ia trabalhar, ganhar dinheiro e ia no dentista pra ele arrumar meu dente.
Pedi pra minha mãe não contar pro meu pai.
É lógico que ela contou. E ele, pra ver o estrago, pedia pra ver o meu dente lá de trás. E a boboca aqui, achava que ele era tão distraído que nem tinha visto o dente quebrado.
Quando somos crianças os dentes parecem maiores e aquele quebrado chamava muito a atenção.
O tempo passou. O dentista achou melhor aguardar eu crescer para fazer uma "coroa de jaqueta".
Acostumei. Todos acostumaram. Passou a fazer parte de mim. E, como não houve cárie, ele foi ficando.
Quando o Mauro ficou adolescente, começou a implicar com meu
dente quebrado. Não sei se ele comentou com a minha dentista, à época, só sei que, um belo dia, ela resolveu que ia dar um jeito no meu dente. Fiquei receosa e perguntei a ela o que faria se todos estranhassem. E ela disse que a gente quebrava outra vez.
Cheguei em casa e tive que dar muitos sorrisos pra que percebessem que o dente quebrado não estava mais ali.
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