quarta-feira, 4 de maio de 2011

OS ROBOTS DO TELEMARKETING

- Espelho, espelho meu, haverá no mundo algo mais insuportável do que Telemarketing?
- CREIO  QUE  NÃO.  CREIO  QUE  NÃO. TELEMARKETING É IMBATÍVEL, diz o espelho em voz de robot.


Atenção, atenção, trabalhadores em telemarketing sigam alguns conselhos:
·       sejam atenciosos, sem exageros e sem falsidade. Difícil, não? Às vezes, alguns são.
·       Não seja um robot. Tenho sempre a impressão de estar falando com um ser de lata, sem sentimentos, sem opinião, que repete coisas do tipo: “Obrigada por aguardar”. “O serviço tal agradece a sua ligação”. “Há mais alguma coisa que eu possa fazer pelo senhor?”
Vocês não acham isso insuportável? Já respondi ao atendente como um robot também. Com a mesma entonação deles. Que coisa CHATA.
Tenho tido problemas com telefonia. Primeiro com a Telefônica e agora com a NET para a qual fizemos portabilidade.
Meu telefone chama, mas quando atendo fica mudo.
Vez ou outra a ligação se completa. Há 3 dias tento que resolvam o meu problema.
Amanhã é o prazo final para que isso se resolva. Caso contrário vou cancelar o serviço todo da NET. Internet, TV e Net fone.
Hoje fizemos reclamação na ANATEL. Parece que é a única coisa que resolve.
Depois eu conto.
P.S. DIA 5 vieram aqui e trocaram o MODEM, que era o vilão de tudo. Felizmente, habemus telefonus. (rs)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Vovós criam blogs para conversar com a família, fazer amigos e também negócios"


Copiado de "Notícias da UOL"

"Sabe aquelas vovós que passam o dia tricotando, jogando conversa fora ou preparando receitas? Esquece. Ou melhor, atualiza. Agora, muitas delas fazem tudo isso na web. Com o computador, as vovós podem manter o papo em dia com familiares que moram longe, fazer novas amizades, trocar dicas culinárias e até vender suas peças feitas à mão. Quando elas conseguem reunir tudo isso em um único espaço, surgem os blogs criados e alimentados por essas internautas que, se não chegaram à terceira idade, estão a poucos passos dela."

  • Vovó Edna, 17 netos: "Falo com meus netos via SMS, escuto música e leio livros no celular".
Marisa Miani, de 57 anos, que recebeu o apelido de Baísa da netinha, é uma delas. Professora aposentada há 11 anos, ela criou o blog Eu que fiz para compartilhar receitas, fazer amizades e vender seus trabalhos manuais em sua loja virtual.
Casada há 38 anos, vive em Mogi das Cruzes (SP), tem dois filhos – Sandra e André – e uma neta de oito anos. Marisa conheceu o mundo virtual em 1993, com a ajuda do filho, que é fera no assunto. O blog existe desde 2002, mas com outros nomes. O atual está no ar há quatro anos.  “Ele surgiu por conta da minha vontade de ensinar, compartilhar o que sei e também fazer amigos”, afirma.
Atualmente, todas as suas vendas de trabalhos manuais são feitas por meio de encomendas no blog. “Nem me interesso em vender na minha cidade”, brinca. Além do comércio eletrônico, ela se orgulha das amizades virtuais, que ocasionalmente tem a oportunidade de transformar em presenciais nas viagens que gosta de fazer pelo país.
Compartilhar histórias
A internet também foi o espaço encontrado por Neuza Guerreiro de Carvalho para fazer amizades, compartilhar suas experiências e, ainda, preservar a memória. Aos 80 anos, vovó Neuza mantém a forma física com a musculação, que faz há 10 anos. Já a saúde psíquica com certeza é beneficiada pelo Blog da Vovó Neuza, criado em 2008 por insistência do filho e incentivo de Karen Kipns, coordenadora executiva da Casa das Rosas, onde ela frequenta eventos culturais.
  • Vovó Marisa Miani, 57anos, criou o blog para fazer amizades e vender seus trabalhos manuais
“Meu filho achava que o blog me daria mais visibilidade em relação aos textos que escrevia e para partilhar memórias de vida. Ultimamente, no entanto, tem sido usado para divulgação de eventos ligados a mim”, conta ela, que é licenciada em História Natural (atuais Biociências e Geociências) da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (atual Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH) da Universidade de São Paulo.
Ela gostou tanto da experiência que ainda mantém outro blog,somente sobre a cidade de São Paulo. Papo não falta. E, antenada, também tem Twitter @VoNeuza – que não é tão atualizado, pois 140 caracteres não bastam para tanta história.
A diferença geracional não atrapalhou suas iniciativas no mundo virtual. Neuza tem um casal de filhos – a filha mora na Itália e o filho, no Brasil – e quatro netos. “No começo, eu ouvia os meninos e meu filho conversarem e parecia chinês. Como sou muito curiosa, não podia ficar à margem. Hoje, nesses quase 13 anos de convivência 'internetiana', já acrescentei mais de 60 palavras ao meu vocabulário cotidiano”, brinca. Com a família que mora na Itália, ela fala somente por Skype. “Briga-se, ama-se, compartilha-se coisas boas ou ruins, tudo pela internet. A vida em São Paulo é muito complicada para permitir muitos contatos pessoais”, conta.
Manter contato com queridos

Estreitar os laços familiares também foi um fator que motivou a americana Edna Henke, 64, a criar seu próprio blog. Ela e o marido têm cinco filhos, 17 netos e 85 sobrinhos. Edna já usava ferramentas como MSN para manter o contato com todos. Daí para o blog Grandma Henke (em inglês) foi um pulo. 

“Falo com meus netos via SMS, tiro fotos, escuto música e leio livros no celular. Meu marido e filhos são todos especialistas em tecnologia e me ajudam quando tenho alguma dificuldade. Quem na verdade me encorajou a fazer um blog e me ajudou foi meu genro”, relembra. “Se vejo ou ouço algo divertido, para cima, ou que me emociona, começo a pensar em como poderia descrever aquilo para alguém. Tento escrever como estivesse falando para uma pessoa, cara a cara. Gosto de contar histórias do passado e também sobre nossos netos”, afirma.
Edna confessa que se surpreendeu com as pessoas interessadas no que ela escreve e na quantidade de amigos que fez pelo blog. “Amo escrever e descobri que era animador ter um lugar no qual poderia me expressar sobre o que quisesse. Meus netos são os amores da minha vida e quero que eles me conheçam bem, mesmo se moram longe”, disse.
Sexagenária, ela se sente no melhor momento da vida. “Eu e meu marido trabalhamos muito a vida toda e só nos aposentamos há alguns anos. Por isso, procuramos nos divertir o máximo possível. Dois de nossos filhos moram perto de Seattle, em Washington, então compramos uma motorhome e agora viajamos para lá para passar o verão. Mas sempre procuramos um lugar com acesso à internet, para manter contato com as crianças em Utah. Não posso mais me imaginar sem estar conectada e em contato com aqueles que amo”, disse.

domingo, 1 de maio de 2011

O CURSINHO UNIVERSITÁRIO


Trabalhei no Cursinho Universitário de 67 a 73.
Foi a Cristina, que trabalhou no Curso Pandiá Calógeras, quem me indicou pra lá. Hoje somos grandes amigas.
Cheguei a trabalhar alguns meses na Rua Senador Queirós, antes da inauguração do prédio da Rua São Vicente.
Sempre digo que a datilografia me abriu portas. Nessa época, eu já datilografava bem. Havia treinado bastante no Pandiá. Além, é claro, de ter me desembaraçado muito pra assuntos de trabalho, organização, pagamentos, etc.
O professor Covre foi quem me ensinou a técnica de fazer apostilas em forma de livro, datilografando numa matriz chamada “plastiplate” .
A gente pegava o manuscrito original, calculava a metade e iniciava pelo lado direito da página, sentido horizontal. Na próxima página, datilografava-se à esquerda, e assim seguíamos, alternadamente até o ponto calculado como metade. Então iniciava-se a volta:


4





...............................
1

Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg

2

Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg
Asdfg asdfg asdfg

3
(foi mais difícil fazer essa amostra do que datilografar em plastiplate)

A primeira apostila, que datilografei, era do Prof. Ramalho, que ensinava Física. Calculei tão mal a metade, que no final sobraram umas 6 páginas em branco. Mas, o Ramalho era tão gente boa que disse que não tinha importância. Os alunos usariam as páginas em branco para rascunho.

Fiquei tão craque em fazer apostilas que datilografei alguns livros, particularmente, para os professores.

Depois de um tempo, formou-se ali uma gráfica, onde as apostilas passaram a ser impressas.
Os vários alunos, que ali trabalhavam para pagar os estudos,  compunham a equipe que montava as apostilas.
A gráfica funcionava sob o comando do Valter José Carvalho. Não foram raros os sábados que o Walter, então meu namorado, nos ajudou a confeccionar apostilas.

E eu chamei o setor de DIP, Departamento de Impressão e Propaganda,  sigla que passou a ser usada por todos.
Naquela época, eu desconhecia completamente a existência do velho DIP da época do Presidente Getúlio Vargas.

Éramos muito unidos e, além do trabalho,  nos reuníamos sempre em festas, almoços, aniversários, comemorações. Tempo muito bom aquele.
Júlia, Lauro Eu e Walter (a noiva não sei quem é).  Sonia e Carlos Daoud,  Seitiro , a Miss
Seitiro novamente comigo nas duas últimas. Muito engraçado
festa junina  na chácara da Sandra (primeira à direita), ao lado do Lauro.
Nos vestimos de caipiras, improvisando os trajes


Por não querer sair do Cursinho, recusei dois empregos: um, na Panam, Empresa Aérea, a convite do meu professor de inglês, com grande chance de desenvolver a língua e outro,  um cargo no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, para o qual tinha sido aprovada em concurso. Uma das coisas das quais me arrependi de não ter feito.

Alguns me chamavam  de “Batatinha”. É, eu era meio gordinha. Vivia controlando a alimentação pra não engordar. Mas esse apelido não me incomodava, não. Acho até que incomodava mais a eles mesmos. Um dia, o Professor Covre confessou que sentia remorsos de me chamar assim.

Foram anos de grande aprendizado e realizações. Quando saí de lá, já tinha o Fábio e logo engravidei do Mauro. Foi quando passei a ser mãe em tempo integral.

Em 99, fizemos uma reunião(foto abaixo) com muitos daqueles funcionários, hoje profissionais, que têm grandes lembranças daqueles tempos. Foi no bar do Mauro.


Sentadas, da esquerda pra direita: Sonia, Yara, Pituca (esposa do Homero, que infelizmente faleceu), Ayko
 em pé: Luís, Walter, eu, Cristina, Sandra, Elvira, Armando
atrás: Lauro, Homero, Zé Massaki, Alberto, Geraldo (e filho do Geraldo)
O Universitário deixou saudades: 

  • dos professores, Idelfonso, Sydney, Armando, Covre, Aldo, Gerson, Baravelli, Ramalho, Lapa, e tantos outros papas da didática, que davam aulas teatrais; 
  • dos alunos, alguns inesquecíveis; 
  • dos amigos que fizemos.

Deixou também lembranças tristes da época da repressão,  como, por exemplo, a prisão e morte do professor Benetazzo, grande mestre das artes. (abrir link abaixo)
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=105
Esse período, que queremos esquecer, atingiu, indistintamente, vários professores e funcionários que ali trabalhavam, causando medo e preocupação em todos nós.